A Ministra foi esta quinta-feira condenada por desobediência ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja e ao pagamento de uma multa por não ter sido retirada a avaliação do concurso de professores. | Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), citando o tribunal, afirma que Isabel Alçada foi condenada ao "pagamento de sanção pecuniária compulsória", cujo montante diário foi fixado "em oito por cento do salário mínimo nacional mais elevado em vigor", por cada dia de atraso para além de 4 de Maio e até ao cumprimento do que foi decidido provisoriamente. O salário mínimo nacional está este ano fixado em 475 euros, pelo que o Governo terá de pagar 38 euros por cada dia de incumprimento. Conforme o Esquerda.net noticiou, a Fenprof anunciou que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja decretou uma providência cautelar no sentido da não consideração da avaliação de desempenho no concurso de colocação de professores, cuja fase de aperfeiçoamento das candidaturas termina esta quinta-feira. Ao decretar a providência, o tribunal estabelecia que o ministério deve "pugnar pelo reajustamento da candidatura electrónica, permitindo que esta se faça sem a aplicação daqueles itens, que devem ser abolidos neste concurso, e com isso prosseguindo o concurso regularmente". O acórdão confere às partes cinco dias "sobre a possibilidade do levantamento, manutenção ou alteração da providência". Entretanto, o Ministério da Educação já se pronunciou num nota informativa enviada à imprensa: "Só hoje à tarde é que o Ministério da Educação tomou conhecimento da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja relativa ao concurso de professores para o ano 2010/2011", afirma a tutela, no comunicado. O gabinete da ministra adianta também que o Ministério "vai recorrer" da decisão e que a tutela "cumpre escrupulosamente a lei e as decisões dos tribunais". No entanto, na quarta feira, à saída de um debate no plenário da Assembleia da República, o secretário de Estado adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, afirmou que o Ministério tinha sido notificado nesse dia da "citação" do tribunal, embora considerasse que a mesma "não correspondia a nenhuma decisão". |



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