A BP prevê que o principal meio de combate esteja operacional 18 dias depois da explosão da plataforma no Golfo do México. Os 11 trabalhadores directamente vítimas da explosão da plataforma petrolífera Deeper Horizons, no Golfo do México, continuam desaparecidos desde o dia do acidente, 22 de Abril, presumindo-se que estejam mortos. A mancha poluente tem agora bem mais de 200 quilómetros de extensão e apesar de terem sido tomadas várias medidas parcelares para a combater, continua a alastrar. A BP informou que conseguiu tapar o mais pequeno dos vários furos no tubo entre o poço e a plataforma petrolífera através dos quais o crude continua a verter. A cúpula que deverá envolver a zona sinistrada de modo a conter a fuga deverá estar concluída apenas durante o fim de semana e poderá estar operacional na segunda-feira, segundo as previsões mais optimistas. Nessa altura, de acordo com um porta-voz da BP, o objectivo será levar o petróleo até à superfície para o dispersar através de métodos químicos. As duas semanas que passaram já desde a explosão sem que a BP consiga por em prática aquela que considera ser a principal forma de combate à catástrofe ecológica faz com que responsáveis norte-americanos insistam na tese de que o grupo não estava preparado para dar resposta a uma emergência deste tipo. De acordo com informações citadas pela comunicação social internacional, a BP têm em seu poder um relatório recente, encomendado pelo grupo, segundo o qual um desastre deste tipo era praticamente impossível.
As autoridades dos Estados norte-americanos ameaçados – Lousiana, Missipi, Alabama e Florida – têm desenvolvido esforços próprios para conter a mancha negra mas não compartilham das previsões da BP segundo as quais o fenómeno agora é controlável a curto prazo. Afirmam que a dimensão da tragédia é cinco vezes maior do que a inicialmente prevista e que o petróleo continua a ser derramado nas águas oceânicas a um ritmo de cinco mil barris por dia e não de mil barris – a versão do grupo petrolífero responsável.
Os organismos dos Estados Unidos responsáveis pelas operações de contenção da mancha de petróleo mobilizaram forças militares e grupos de presos para participarem nas acções, que vão desde a instalação de barreiras de contenção da progressão do crude até à limpeza de praias e dos próprios animais, especialmente aves, atingidos pela poluição. As autoridades calculam que sejam necessários vários meses para que a situação volte à normalidade. A maré negra do Golfo do México está já entre as mais graves catástrofes ecológicas registadas no planeta.



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