
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Novo espancamento pela PSP de Lisboa

"A austeridade conduz ao desastre"

PS decide apoiar Alegre

Protesto em Lisboa contra violência policial
"Como eles, muitas pessoas já foram vítimas de crimes policiais, mas pouco ou nada é feito. A regra é a impunidade", diz o comunicado que foi lido na concentração. "Com a impunidade perdemos todos: vítimas de abuso policial e os agentes que não cometem abusos", prossegue o texto, apelando à "condenação dos culpados destes crimes e sua substituição por agentes que cumpram a lei e que tenham uma formação adequada: humanista, defensiva e respeitadora dos cidadãos".
Noutra intervenção, foram recordados alguns dos casos mais recentes de abuso policial, como o que levou à morte do rapper Nuno Rodrigues (MC Snake), baleado mortalmente pelas costas quando conduzia o automóvel. A primeira versão da PSP dizia que não tinha obedecido à ordem de paragem numa operação stop, vindo mais tarde a investigação a concluir que o rapper nem sequer passou pela referida operação stop em Alcântara. Também foram referidos os incidentes de sábado na baixa de Lisboa, quando a polícia dispersou violentamente dezenas de pessoas que assistiam indignadas à prisão de um homem após um desentendimento com o empregado do café onde estava.
A deputada do Bloco Helena Pinto esteve presente nesta concentração e interveio para prestar solidariedade aos jovens agredidos e a todas as vítimas do abuso policial e para informar das iniciativas que tomou para que o ministro da administração interna, enquanto responsável político pela actuação das forças de segurança, venha dar explicações para o que aconteceu. Até agora, apenas o comando da PSP se pronunciou, negando ter havido qualquer violência exercida sobre os dois jovens e recusando comentar os ferimentos que ambos apresentaram no hospital, logo após terem sido libertados da esquadra da PSP.
Bloco defende direitos dos cidadãos aos cuidados paliativos
Sócrates e Jardim de acordo com off-shore da Madeira

Crise do euro: precisamos sair de cabeça erguida!

Máxima irresponsabilidade, máxima crueldade

domingo, 30 de maio de 2010
Manif junta mais de 300 mil em Lisboa

Derrame de petróleo no Golfo do México ainda não está contido

Segundo as mais recentes estimativas do governo americano, o derrame acumulado ao longo de 37 dias pode ser duas vezes maior que o do Exxon Valdez, o petroleiro que embateu num recife no Alasca, em 1989. Estas estimativas, contudo, podem ser conservadoras.
Para reduzir os impactos negativos do petróleo, a BP utilizou grandes quantidades de dispersantes químicos, que decompõem o petróleo em partículas mais pequenas de forma a acelerar a sua degradação. Os dispersantes, contudo, são extremamente tóxicos e a Agência de Protecção Ambiental dos EUA acabou por limitar a sua utilização.
O mar do Golfo do México demorará décadas a recuperar do desastre ambiental. Neste momento, a extensão dos danos depende em grande parte das correntes, tendo já cientistas alertado para a eventualidade de agravamento dos danos em resultado da forte temporada de furacões que se aproxima.
A BP, empresa que se tem retratado como ambientalmente correcta, sai deste desastre com a imagem fortemente afectada. O acidente não só expõe as consequências do seu desinvestimento em segurança mas também demonstra como nunca concebeu um plano credível de resposta a derrames de petróleo.
Manchada está também a imagem do governo dos EUA. A administração Obama pretendeu distinguir-se da administração Bush levando mais a sério a preservação do ambiente mas o desastre ambiental tornou claro que o conluio entre governo e petrolíferas continua a ser forte. A prová-lo está o facto de a BP ter sido isentada de efectuar um estudo de impacto ambiental detalhado das suas actividades no Golfo do México.
Schwarzenegger, governador da Califórnia, anunciou já a sua oposição à expansão da exploração de petróleo offshore, revertendo a sua posição anterior. Obama, contudo, insiste na necessidade de explorar mais poços de petróleo no Golfo do México, prometendo que acidentes como este não se repetirão no futuro.
Direita "retirará o tapete" a Sócrates em 2011, diz Louçã

sábado, 29 de maio de 2010
Governo encontra-se em fase de negação
Até ao final de 2011, o desemprego continuará sempre acima dos 10%, um valor superior à média europeia e muito, muito acima da média registada nos países da OCDE. Há 30 anos que não se registava um desemprego tão persistente e enraizado. Um em cada dez portugueses não encontra posto de trabalho. Oito em cada dez das pessoas que perderam o emprego em 2009 tinham um vínculo precário. São estes os números da economia real.
Perante a urgência da criação de emprego e do apoio social ao crescente número de desempregados, o que faz o Governo?
Anuncia um corte radical no apoio aos desempregados, dificultando o acesso ao subsídio de desemprego, e colocando um ponto final ao seu próprio plano anti-crise. Não que a crise tenha chegado ao fim, pelo contrário, mas porque PS e PSD se juntaram e, depois de terem apertado a mão para aparecerem na fotografia, elegeram os pobres e os desempregados como os principais responsáveis pelo estado da economia.
É este o resultado do encontro entre Sócrates, primeiro-ministro, com o seu vice-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho: pedir a conta pela crise aos desempregados, não poupando mesmo os mais pobres dos mais pobres.
É o reforço da violência social contra os mais afectados pela crise. O subsídio de desemprego em Portugal vai voltar a ser um dos menos acessíveis da Europa. 20, dos 27 países da União, exigem um prazo inferior ao português para ter acesso ao subsídio. Num país, como o nosso, que apresenta a terceira economia com maior percentagem de trabalho precário, não é difícil adivinhar o que irá acontecer: dezenas e dezenas de milhar de pessoas, essencialmente jovens, deixarão de ter acesso ao subsídio de desemprego, aumentando a pobreza e a exclusão social.
Diz a ministra Helena André que estes cortes pretendem que as pessoas se tornem activas, voltando a atirar para as costas de todos quantos procurando emprego não o encontram, a responsabilidade pela sua situação. Também aqui o encontro com Passos Coelho fez escola. Onde o PSD quer colocar os desempregados a trabalhar à borla, o PS quer fazer-nos acreditar que, acabando com os mecanismos de protecção social, nos levará ao pleno emprego.
O Governo encontra-se em fase de negação. O problema do país não são os portugueses que não querem trabalhar, senhoras e senhores deputados do partido socialista, é um modelo económico que não cria emprego e que diverge, todos os anos, dos outros países. Se retirar os apoios aos desempregados, e dificultar ainda mais o acesso ao subsídio, estimula o mercado de trabalho, alguém no Governo tem que explicar como é que temos 200 mil desempregados sem qualquer subsídio e o desemprego não pára de aumentar.
Manuel Pinho, que ficou famoso por proclamar, semanalmente, o fim da crise com a pontualidade de um relógio suíço, já se foi embora, mas o Governo parece continuar em fase de negação. Ainda ontem, a ministra do trabalho garantia “que o mercado de trabalho está a dar sinais de recuperação”. Estranha recuperação esta, quando todos os indicadores garantem que mais de 600 mil portugueses vão continuar sem emprego até ao final de 2011.
Vale a pena lembrar que o plano agora retalhado, tinha sido apresentado pelo próprio primeiro-ministro, com a pompa do costume, há menos de seis meses. De acordo com comunicado do conselho de ministros, este programa pretendia “assegurar a manutenção de postos de trabalho, incentivar a inserção de jovens no mercado de trabalho, criar emprego e combater o desemprego”.
Deduz-se, portanto, que o Governo entende que a crise acabou e já não é necessário promover a qualificação do trabalho, reduzir o prazo de acesso ao subsídio de desemprego e reforçar as linhas de crédito. O Governo, com o apoio do seu parceiro de coligação PSD, encontra-se em pleno processo de negação.
(Declaração política na Assembleia da República em 27 de Maio de 2010)
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Off-shores com as maiores transferências de sempre

Electricidade: preços descem 1,5% na Europa e em Portugal sobem 4,5%

O que esconde a CE sobre as barragens portuguesas?

Educação: Tribunal mantém suspensão de avaliação no concurso

"Com esta decisão abrem-se novos prazos de recurso, é verdade, mas a não ser dado andamento imediato ao concurso, ficará em causa a colocação de professores contratados e por destacamento a tempo de a 1 de Setembro se encontrarem nas escolas para iniciarem o ano escolar", considera a estrutura sindical.
A FENPROF recorda as posições das organizações sindicais sobre este processo, bem como as dúvidas levantadas pela Provedoria de Justiça e uma recomendação da Assembleia da República, para questionar o Ministério da Educação sobre o que espera quando faltam poucos meses para o início de um novo ano lectivo.
Para a FENPROF, só há um caminho neste momento: "publicar as listas de ordenação provisória dos candidatos sem que a avaliação seja tida em conta".
A organização diz que já é possível utilizar a plataforma informática para os concursos sem incluir a avaliação, dando seguimento ao processo, e que se não for essa a opção "então o Ministério da Educação, por mera teimosia e birra, entrará definitivamente pelos caminhos da irresponsabilidade".
Os sindicatos de professores interpuseram providências cautelares e intimações em vários tribunais administrativos para impedir que a avaliação constasse do concurso para o ano lectivo de 2010-2011, por considerarem que iria criar situações de injustiça.
Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Educação afirmou que a tutela recebeu, esta sexta-feira de manhã, a decisão do Tribunal de Beja, estando ainda a analisar a matéria, pelo que remeteu para mais tarde qualquer declaração sobre este assunto.
Parlamento aprova mais direitos para uniões de facto

Bloco propõe redução das despesas com campanhas eleitorais

“A lei do financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais já esteve em discussão na última legislatura e uma revisão geral da lei é uma revisão complexa, difícil, de difícil entendimento”, afirmou Pedro Soares aos jornalistas, no Parlamento.
O Bloco de Esquerda considera que na actual crise económica “a Assembleia da República não pode deixar de dar um sinal imediato”.
“O sinal imediato é cortar nas campanhas eleitorais. Não vamos estar à espera de mais um ano ou dois, à espera que a revisão da lei de financiamento dos partidos e das campanhas seja executada para que se façam cortes”, argumentou Pedro Soares.
No projecto de lei, o Bloco considera que a “aguda percepção pública das consequências económicas e sociais do aumento dos impostos, que chegam a atingir sectores da população de menores rendimentos, bem como das reduções no investimento público e nas prestações sociais”, impõem uma “incontornável uma atitude de responsabilidade dos partidos políticos relativamente ao financiamento público das campanhas eleitorais para os vários órgãos representativos”.
O Bloco calcula uma poupança de 40 milhões de euros caso seja aprovado o projecto de lei apresentado para a redução das despesas com as campanhas eleitorais.
“Os grandes partidos são os maiores responsáveis pelos maiores gastos nas campanhas eleitorais. Seria bom que tanto PS como PSD aceitassem estes cortes”, apelou o deputado.
Sobre eventuais cortes no orçamento de funcionamento da Assembleia da República, Pedro Soares afirmou que o Bloco também vai apresentar, até à próxima quarta feira, propostas nesse sentido.
"A escolha é entre o salário e o assalto"

Fim das medidas anti-crise corta apoios a 186 mil pessoas e empresas

A Alemanha “ajuda-se” a si mesma

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde
Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente
Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente
à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena
O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.
Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.
Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.
Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.
Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.
Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.
Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.
A Deputada
Rita Calvário
Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?
Comunicado de Imprensa
Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR
Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.
Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.
Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.
A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.
Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.
A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.
No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.
No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.
Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.
Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.
O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena
Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República
Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.
O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.
Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena
Carta à AUSTRA
INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.