O momento politicamente mais importante da semana parlamentar foi o debate com o Primeiro-Ministro sobre o ataque especulativo a Portugal e as medidas de execução do PEC. Comentário da semana parlamentar pelo deputado José Manuel Pureza. terça-feira, 4 de maio de 2010
Semana Parlamentar
O momento politicamente mais importante da semana parlamentar foi o debate com o Primeiro-Ministro sobre o ataque especulativo a Portugal e as medidas de execução do PEC. Comentário da semana parlamentar pelo deputado José Manuel Pureza. Presidente da Alemanha ataca o capitalismo financeiro
Horst Köhler, que já foi director do FMI, ataca com severidade a indústria financeira e exige consequências drásticas. Por João Alexandrino Fernandes, de Tübingen, Alemanha, para o Esquerda.net. segunda-feira, 3 de maio de 2010
Portugal irá emprestar à Grécia 2.064 milhões
Grécia, UE e FMI chegam a acordo sobre a ajuda a Atenas. Os países da Zona Euro contribuirão com 80 mil milhões de euros, aprovaram os ministros das finanças europeus, este domingo, em Bruxelas. "Precários nos querem, rebeldes nos terão!"
Sob o lema “Dá a volta à precariedade”, o MaydayLisboa 2010 concentrou-se no Largo Camões em Lisboa, ao início da tarde, onde várias pessoas se foram juntando e preparando a manifestação que dali seguiu em direcção ao Martim Moniz, para integrar o desfile da CGTP até à Alameda. Também no Porto, a parada Mayday integrou o desfile da CGTP, na sua parte final, afirmando a sua diversidade, as suas propostas e palavras de ordem.
Implementada protecção da subida do nível do mar
A União Europeia decidiu implementar dois programas de protecção do seu litoral: Os programas Theseus e Pegaso abrangem 20 países.Artigo de Rui Curado Silva
| Na sequência da publicação de trabalhos científicos que indicam uma subida do nível do mar entre 20 e 80 cm até ao final deste século, da divulgação de estudos que revelam a erosão de 20% da orla costeira europeia e da destruição causada pela tempestade Xynthia, a UE (União Europeia) decidiu implementar dois programas de protecção do seu litoral. Os programas THESEUS e PEGASO abrangem 170 mil quilómetros de costa europeia abrangendo 20 países. Estes dois programas representam um investimento de cerca de 13,5 milhões de euros, no entanto calcula-se que este investimento permitirá dividir por quatro o custo dos estragos causados pela subida do nível do mar. O programa THESEUS consiste na avaliação das consequências económicas, ambientais e sociais da subida do nível do mar e na elaboração de medidas de organização do litoral mais apropriadas. O seu orçamento é de 6,5 milhões de euros e conta com a participação de 31 instituições europeias. O programa PEGASO tem por objectivo a aplicação do protocolo de gestão integrada das regiões costeiras do Mediterrâneo, que permite aos estados em causa gerir conjuntamente o litoral, independentemente das fronteiras legais que dividem o mesmo meio natural. Neste programa participam 23 instituições de 15 países coordenadas pela Universidade Autónoma de Barcelona. A EU contribui em 7 milhões de euros para este programa. A subida do nível médio da água do mar observada nos últimos 100 anos deve-se à diminuição da massa dos glaciares e à expansão térmica dos oceanos causadas pelo aquecimento global. Apesar de o nível do mar ter subido cerca de 120 metros desde o fim da última era glaciar (há cerca de 21 mil anos) acabou por estabilizar há 2 mil anos atrás. No entanto, desde o início da era industrial o planeta aqueceu e a partir do final século XIX o nível do mar começou a subir a uma taxa progressivamente crescente. Durante o século XX, o nível do mar subiu em média cerca de 1,7 mm por ano. Nas últimas décadas esta média subiu para cerca de 3 mm por ano. No entanto, a evolução do nível do mar não é uniforme, por exemplo nas últimas décadas o nível o Índico Ocidental desceu e o nível do Índico Oriental e do Pacífico Ocidental registaram as subidas mais elevadas do planeta. Desta forma, a destruição do litoral é mais uma consequência do aquecimento global que afectará de forma desigual diferentes regiões do mundo a que se juntarão ainda as desigualdades inerentes à capacidade de diferentes povos para lidar com catástrofes naturais. Rui Curado Silva, investigador no Departamento de Física da Universidade de Coimbra. |
domingo, 2 de maio de 2010
Quando a crise bate não toca a todos
Nas últimas semanas temos assistido a um ataque especulativo ao Euro sem precedentes. Este ataque e a crise profunda em que mergulhámos coloca Portugal numa situação ainda mais difícil. Mas o que se passou em Portugal na última semana não deixa de ser curioso pelas piores razões. Não é só de moeda que estamos a falar. Pelo menos do seu valor facial. Se assim fosse, teríamos, pelo menos, de encontrar a outra face da moeda, e essa é, infelizmente, sempre a mesma. Com efeito, o ataque especulativo ao Euro só teve uma comparação à altura com o ataque que foi feito aos desempregados. sábado, 1 de maio de 2010
“Privatizações são ataque à democracia”
Numa sessão em Portalegre, Francisco Louçã criticou o encontro entre Sócrates e Passos Coelho e declarou que "as privatizações são um ataque à democracia" e um "mau negócio" para Portugal. | Num jantar comemorativo do 1º de Maio em Portalegre, realizado a 30 de Abril, Francisco Louçã criticou o encontro entre Sócrates e Passos Coelho, salientando que é "cruel" que tenham concordado na redução do subsídio de desemprego e sublinhando que é preciso combater o entendimento entre PS e PSD, "perante o aumento do desemprego e das dificuldades". Referindo-se à privatização dos CTT, o coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda disse: "Os correios dão oitenta milhões e se o Governo os vender perdemos os correios e os oitenta milhões". Segundo a agência Lusa, Francisco Louçã considerou igualmente que a redução do investimento e a diminuição das políticas de coesão são "o maior disparate que se pode fazer" e salientou: "Nós precisamos de mais investimento, de criação de postos de trabalho, de mais qualificação, de salários melhores, de direitos, é isso o 1ºde Maio" |
Desemprego em Portugal atinge os 10,5%
Segundo o Eurostat, taxa voltou a subir mais 0,2 pontos percentuais que em Fevereiro. Portugal tem o oitavo desemprego mais alto da União Europeia. O avaliador
Contra as políticas do desastre social
A taxa de desemprego continua a crescer, somando níveis históricos a recordes históricos. Já vamos nos 10,5%, de acordo com o Eurostat, o que nos coloca no 4º lugar dos países europeus com maior índice de desemprego. Em números oficiais significa que há quase 600 mil pessoas sem emprego, o que significa que em termos efectivos o número é muito superior. Estes valores quase que triplicaram nos últimos 10 anos: no final de 1999 existiam 215,2 mil desempregado/as. Mariano Gago: “Pirataria é fonte de progresso”
O ministro fez a afirmação num Fórum sobre a Internet em Madrid, apesar do ministério desmentir a interpretação. A associação dos clubes de vídeo diz que vai processar o Estado. | No Fórum sobre a governança da Internet, o ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, salientou a valorização da produção cultural pela distribuição gratuita através da Internet e afirmou, generalizando: "A prirataria foi, desde sempre, uma fonte de progresso e uma fonte globalização". Segundo o jornal Público de Espanha, Mariano Gago exemplificando com a música pop, disse: "Hoje em dia, um grupo pode adquirir uma notoriedade impensável graças à Internet e inclusive depois poderá rentabilizar em concertos ou, porque não, aumentar as suas vendas de discos graças à popularidade". Perante estas declarações de Mariano Gago, a Associação de Comércio Audiovisual de Portugal (ACAPOR), onde se filiam os clubes de vídeo, anunciou que vai processar o Estado "pela sua inacção e complacência perante a pirataria na Internet". Para o presidente da ACAPOR as declarações do ministro "são a demonstração cabal de toda a política de interesses que minam a indústria criativa em prol das empresas de comunicações e, em especial, da PT". Para a ACAPOR, os fornecedores de acesso à Internet não estão interessados a combater a descarga ilegal de ficheiros na Internet, porque beneficiam com isso e salientam a PT, porque é participada pelo Estado. O ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior (MCTES), em comunicado, considera que as notícias sobre as declarações do ministro são "possivelmente" "uma incorrecta interpretação de um debate complexo", sublinhando que o MCTES "condena naturalmente toda a pirataria que retira aos produtores e autores a capacidade de prosseguirem a sua criação" e que "transfere ilegitimamente para empresas distribuidoras o valor devido". Leia no esquerda.net o artigo de Ricardo Lafuente, publicado em Dezembro de 2009: Mas a lei está do nosso lado |
Água para pessoas, não para relvado
Os preparativos para o Campeonato Mundial de Futebol num estádio em Durban, África do Sul, mostram bem todas as prioridades deformadas do negócio do desporto. Por Dave Zirin. sexta-feira, 30 de abril de 2010
Presidente do ISS rejeita cortes nos apoios sociais
O presidente do Instituto da Segurança Social disse em Santarém que "não é cortando nos apoios sociais que se combate a crise”.Um dos mais críticos foi o socialista que preside à Câmara de Almeirim, Sousa Gomes, que dividiu a pobreza em Portugal em "pobres estruturais", "novos pobres" e "falsos pobres" que andam a "falsear o sistema". Em resposta, o presidente do ISS, que integrou a Comissão de Honra do PS nas legislativas, rejeitou por completo a proposta de obrigar os beneficiários do Rendimento Social de Inserção a prestar serviços à comunidade, defendendo em alternativa que “devem ser estimuladas a procurar trabalho remunerado que lhes permita deixar de receber apoios públicos”.
“Os pobres e desempregados não podem ser bodes expiatórios de empresas que sabem organizar-se”, disse ainda Edmundo Martinho, deixando críticas a alegados “responsáveis pela crise que continuam a querer estar na crista da onda a procurar ter uma palavra sobre as soluções para o problema que criaram”.
Médicos multados por contestarem encerramentos
A administração da Unidade de Saúde da Guarda multou em 33 mil euros dois signatários dum abaixo assinado contra o encerramento de serviços de saúde. Segundo o jornal Público, o administrador Fernando Girão, que é também dirigente concelhio do PS em Foz Côa, ordenou a abertura dum processo disciplinar contra o oftalmologista Henrique Fernandes e o anestesista Matos Godinho, considerados os promotores daquela iniciativa em que os médicos expressavam a sua preocupação com o futuro do sistema de saúde.
O Ministério Público arquivou a queixa do administrador no passado dia 6 de Abril, argumentando que "a utilização do papel timbrado da instituição para a elaboração do abaixo-assinado não configura qualquer ilícito criminal, assim como o seu envio pelo serviço de expediente". E decidiu, pelo contrário, avançar com uma acusação a Fernando Girão por violação de correspondência.
Maré negra alastra nos EUA
A plataforma Deepwater Horizon explodiu a 20 de Abril e afundou-se dois dias depois, consumida pela chamas, vitimando onze trabalhadores. A mancha de petróleo ameaça o delta do Mississipi e as fugas de petróleo - foi encontrada uma nova a 1500 metros de profundidade - situam-se a 80 quilómetros da costa do estado norte-americano de Louisiana.
"Vou dizer directamente. Os esforços da BP para controlar o vazamento no bloco obturador do poço não tem sido bem sucedidos", informou a contraalmirante Mary Landry, confirmando as suspeitas de que esta se pode tratar da maior maré negra de sempre na história dos Estados Unidos.
O presidente Barack Obama já disponibilizou os meios do Departamento de Defesa para tentar conter o derramamento. A estratégia adoptada passou pela queima controlada do petróleo no mar, dificultada pelos ventos e correntes na região. A mancha cobre já uma área de 74,1 mil quilómetros quadrados.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
“Ataque especulativo ao euro”
O Bloco de Esquerda entende que as agências de rating estão «a servir para um ataque especulativo ao euro» e defende a «criação de uma agência de rating europeia pública» porque estes ataques irão continuar enquanto não houver medidas coordenadas, disse o deputado José Gusmão. | Esta quarta-feira, com todos os títulos no vermelho, a bolsa de Lisboa tem vindo a afundar-se cada vez mais desde a abertura do mercado. Já perde quase 6 por cento, todos os títulos arrastam o PSI-20 para uma queda de 5,77 por cento. O sector financeiro é dos que mais penaliza o índice nacional. O BCP, o BPI e o BES registam quedas entre os 6 e os 8 por cento. A pressão é semelhante nos principais mercados europeus. Madrid perde cerca de 3 por cento. Londres, Frankfurt e Paris desvalorizam quase 2 por cento. Esta é a situação que sucede os acontecimentos desta terça-feira, quando a Standard & Poor's baixou o rating da dívida da república portuguesa, de A+ para A-, e reviu igualmente em baixo a notação da CGD para A-, cortando também os ratings'dos principais bancos em Portugal, entre os quais se conta o BPI e o BES, para A-, respectivamente. Já o BCP viu a sua notação descer de AA- para BBB+. O euro desvalorizou-se face ao dólar e atingiu o mínimo de Abril de 2009, as bolsas de Lisboa e Atenas voltaram a cair fortemente e a perspectiva da dívida pública portuguesa mantém-se negativa. O deputado Bloco de Esquerda José Gusmão afirmou que este «ataque especulativo» está «nesta fase» focado na dívida pública portuguesa, o que «exige de Portugal e da UE políticas concertadas contra à crise, que promovam o crescimento e a criação de emprego». Para José Gusmão, estes aspectos são «a única condição para a sustentabilidade das contas públicas no médio prazo», disse em declarações à Lusa. O Bloco defende ainda a «criação de uma agência de rating europeia pública», que «é a única forma de a UE se defender de ataques especulativos que irão continuar enquanto não houver medidas coordenadas ao nível da UE a este respeito», argumentou José Gusmão. Já o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, considerou, esta terça-feira, que «o país tem de responder a este ataque dos mercados», acrescentando que «é tempo de o Governo e de os partidos, em especial o PSD, se entenderem quanto a isto: há que executar as medidas necessárias». Num comentário a estas afirmações do ministro das Finanças, o deputado bloquista «presumiu» que Teixeira dos Santos «queira dizer ao país que todos os partidos se devem unir em torno das políticas do Programa de Estabilidade e Crescimento [PEC]», um apelo a que o Bloco não vai responder. «Ora, isso nós não iremos fazer, por um motivo muito simples: é que as políticas do PEC agravam a crise, agravam a situação das contas públicas, agravam o problema do crescimento e do desemprego, que é, para nós, um problema fundamental», explicou o deputado que garante que isto não quer dizer que o Bloco não tenha «toda a solidariedade para com a economia portuguesa e para com o país perante esses ataques especulativos». Esta «solidariedade» expressa-se na proposta que o Bloco apresentou na Mesa da Assembleia da República para a criação da agência europeia de rating, que José Gusmão espera que reúna o apoio de «todos os partidos». |
Bloco recusa plano de ataque aos desempregados

"Eles só estão de acordo numa coisa: atingir as vítimas da crise", afirmou Francisco Louçã após o encontro entre Sócrates e Passos Coelho.
"Não é o défice, mas sim a estagnação da economia que provocou o ataque à dívida. A economia recuou aos níveis de 2006. Estamos a perder tempo. Estagnação é desemprego e desemprego é miséria", realçou Francisco Louçã, sublinhando sempre que "a chave da economia portuguesa é o desemprego".
Sobre o encontro entre Sócrates e Passos Coelho, em que acordaram antecipar algumas medidas previstas no PEC, o dirigente bloquista diz que "os dois só estão de acordo para uma única política: antecipar cortes nos subsídios de desemprego e reduzir as prestações sociais, pondo os desempregados a trabalhar abaixo do salário mínimo, ou seja, para atingir as vítimas desta crise".
"Depois de se ter criado o maior nível de desemprego em Portugal, vem agora o bulldozer contra os desempregados", prosseguiu o dirigente bloquista. "Esta é uma política insensata, insensível e duma ferocidade social que não é aceitável numa democracia responsável", acrescentou Louçã, propondo em alternativa "pedir sacrifícios a quem nunca os fez", como introduzir o pagamento duma taxa mínima de 25% de IRC para o sistema financeiro, taxando também com o mesmo valor o dinheiro transferido para off-shores, "que é o dobro do necessário para reequilibrar as contas públicas".
"António Mexia ganhou mais de 3 milhões, João Rendeiro levou 8 milhões e diz agora que é o mesmo banco que levou à falência que lhe deve pagar os impostos, os administradores do BCP levaram mais de 100 milhões quando deixaram o banco após as fraudes. É altura de fazerem alguma coisa por este país", desafiou Louçã.
Governo reduz subsídio de desemprego
A Ministra do Trabalho, Helena André, propôs esta quarta-feira aos parceiros sociais uma redução substancial do valor do subsídio de desemprego, impedindo-se que a prestação possa ser superior a 75% do valor líquido da remuneração de referência. Na reunião de concertação social que ocorreu durante a tarde, a ministra do Trabalho propôs que o montante mensal dos subsídios de desemprego não possa ser nunca superior a 75 por cento do valor líquido da remuneração de referência. Esta proposta faz parte de um conjunto que tem como objectivo rever o regime de subsídio de desemprego de modo a promover "um mais rápido regresso à vida activa".
Professores: concentração contra a avaliação no concurso
Fenprof convoca protesto para a próxima segunda-feira, em frente à residência oficial do primeiro ministro, e apresentará uma queixa na PGR porque há "ilegalidade e injustiça no concurso de colocação de professores. | A concentração, marcada para as 11h, consta do plano de acções de luta da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), aprovado no fim de semana passado em Congresso Nacional e que foi esta quarta-feira divulgado em conferência de imprensa pelo secretário geral do sindicato, Mário Nogueira. Será ainda solicitada uma reunião ao grupo parlamentar do PS e outra ao Presidente da República, Cavaco Silva. "O objectivo é contestar a consideração da avaliação de professores no concurso de colocação", afirmou Mário Nogueira, em declarações à Lusa, acusando a presidência do conselho de ministros de "mandar na Educação". Durante o congresso da Fenprof, o dirigente sindical já tinha acusado o primeiro ministro, José Sócrates, de ser o responsável por esta decisão, que considerou um "acto de mesquinhês política" de alguém que "continua a ter uma atitude revanchista contra um grupo profissional que despreza". "Para se resolverem os problemas na Educação é preciso que haja uma equipa para o Ministério da Educação. Neste momento, nós temos uma secretaria de Estado da presidência do Conselho de Ministros, que, sem competência política, vai tentando gerir as coisas na Educação", acrescentou o secretário geral da Fenprof. Na conferência de imprensa, em Lisboa, e referindo-se à queixa que irá ser apresentada, ainda esta semana, na Procuradoria Geral da República (PGR) contra a consideração da avaliação no concurso deste ano de colocação de professores, Mário Nogueira explicou que aí "existem ilegalidades e situações de legalidade duvidosa” e que se assim for, “estamos perante uma situação em que a própria PGR pode intervir". "Aquilo em que sustentamos a nossa queixa é considerar que a avaliação nos concursos é legal, mas desencadeia um conjunto de ilegalidades que proporcionalmente são mais gravosas (…) e, portanto, justificam uma iniciativa legal de suspensão", disse. Entre essas "situações injustas e irregulares", explicou, estão as dos professores que por diferentes situações - licença de parto, isenção de componente lectiva, entre outras - não foram avaliados no último ciclo avaliativo, o primeiro em que a avaliação foi quantitativa. Mário Nogueira referiu-se ainda às variações de escola para escola e às situações em que a uma mesma nota quantitativa correspondem, nos diferentes casos e por razões mecânicas, diferentes notas qualitativas. "Isto é de tal ordem que qualquer solução cria situações ou injustas ou ilegais ou irregulares. Só mesmo uma teimosia de um primeiro ministro que anda cego de se vingar dos professores e que coloca acima daquilo que deve ser um concurso público", disse o sindicalista. A resolução do Congresso prevê também um conjunto de iniciativas relativas ao regime de gestão das escolas, entre as quais uma abordagem da questão da indisciplina e violência. A federação pretende ainda mobilizar os professores para as iniciativas do 1.º de Maio e para Manifestação Nacional da Administração Pública, no dia 29 do mesmo mês, com concentração inicial à porta do Ministério da Educação, em Lisboa. |
Petição pela redução do número máximo de alunos por turma
O Movimento Escola Pública promove uma petição pela garantia da igualdade de oportunidades no acesso e no sucesso para todos os alunos, uma iniciativa subscrita por sindicalistas, movimentos, estudantes, associações de pais e académicos. | O Movimento Escola Pública (MEP) promove o lançamento da Petição Pública pela redução do número máximo de alunos por turma esta quinta-feira, 29 de Abril, pelas 16h, na Livraria Ler Devagar em Lisboa, na LXFactory (Rua Rodrigues de Faria, 103). A Petição contém uma lista de primeiros subscritores de várias áreas da educação e será apresentada, em conferência de imprensa, por Miguel Reis (Professor, MEP), Helena Dias (ex-Presidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais, MEP) e Paulo Guinote (Professor, Autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”). Na lista de subscritores encontram-se líderes sindicais como António Avelãs (Professor, Presidente do SPGL - Sindicato dos Professores da Grande Lisboa), Mário Nogueira (Fenprof - Federação Nacional dos Professores) ou Manuela Mendonça (Professora, Coordenadora do SPN – Sindicato de Professores do Norte), membros dos principais movimentos de professores como o MEP, MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), APEDE (Associação Portuguesa em Defesa do Ensino), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), o Movimento Escola Moderna e Albino Almeida (Presidente da CONFAP – Confederação Nacional das Associações de Pais), entre outros. Os subscritores consideram que com turmas mais pequenas é possível melhorar o combate ao insucesso escolar, ajudando igualmente a prevenir fenómenos de indisciplina. Trata-se, dizem, de uma medida que reúne um consenso social alargado e que “urge pôr em prática”. A petição é então subscrita, anunciam, por encarregados de educação, mães e pais, por professores, por alunos, por cidadãos “para quem a qualidade do ensino na escola pública e o direito ao sucesso para todos/as é uma prioridade”. “Não se pode falar do direito ao sucesso para todos com professores com 7 e 8 turmas. Não se pode falar com verdade sobre planos de recuperação, ou quaisquer estratégias individualizadas, com turmas sobrelotadas e professores/as com 160 ou 170 alunos”, lê-se na petição. Propõem-se nesta petição que no Jardim-de-infância e no 1.º ciclo do ensino básico, a relação seja de 19 crianças para 1 docente, alterando-se para 15 quando condições especiais (como a existência de crianças com necessidades educativas especiais ou outros critérios pedagógicos julgados pertinentes, no quadro da autonomia das instituições) assim o exijam. Deve ainda ser colocado um assistente operacional em cada sala de JI. Do 5.º ano ao 12.º ano, o número máximo de alunos por turma proposto é de 22, descendo para 18 sempre que se verifiquem as condições acima enunciadas, e cada professor não deverá leccionar, anualmente, em mais de cinco turmas, num limite de 110 alunos. Ler a petição e conhecer os subscritores. |
Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde
Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente
Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente
à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena
O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.
Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.
Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.
Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.
Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.
Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.
Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.
A Deputada
Rita Calvário
Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?
Comunicado de Imprensa
Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR
Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.
Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.
Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.
A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.
Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.
A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.
No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.
No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.
Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.
Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.
O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena
Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República
Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.
O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.
Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena
Carta à AUSTRA
INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.


