"Carta Contra a Indiferença" identifica como a poluição e o desrespeito pelos caudais ecológicos mínimos no Tejo, que passa por 5 distritos, afectam as populações ribeirinhas. domingo, 9 de maio de 2010
"Vogar contra a indiferença, pelos nossos rios"
"Carta Contra a Indiferença" identifica como a poluição e o desrespeito pelos caudais ecológicos mínimos no Tejo, que passa por 5 distritos, afectam as populações ribeirinhas. O negócio PT/TVI: uma história mal contada
Ao contrário das profecias precipitadas e interesseiras de alguns analistas e comentadores, apenas duas semanas de audições bastaram para justificar a utilidade e importância do inquérito parlamentar à tentativa de compra da TVI. - Que houve uma primeira e fracassada tentativa de compra da TVI, a partir do Taguspark, liderada por Rui Pedro Soares, destacado membro do PS e administrador de ambas as empresas, operação de que a administração da Taguspark só foi informada quase dois anos depois.
- Que, falhado o plano Taguspark, se lhe seguiu um plano B, tendo como comprador a PT e no qual o mesmo Rui Pedro Soares foi uma peça central.
- Que, nesta segunda versão, a compra da TVI não era apenas uma transacção comercial mas incluía, também, a mudança de funções de José Eduardo Moniz, convidado por Zeinal Bava para consultor da PT. O seu afastamento da direcção da TVI, era um passo indispensável para a domesticação da sua linha editorial.
- Que não foi nem a PT nem a Prisa que puseram fim às negociações entre a PT e a TVI mas sim o governo de José Sócrates que, à última hora, impôs a sua vontade à administração da PT, com receio de não poder iludir aos olhos da opinião pública a simpatia com que olhava e acompanhava este negócio e as suas implicações na TVI.
Plenário reafirma plano de viabilização da Alicoop
Fornecedores, credores, trabalhadores e senhorios das lojas do grupo reiteraram aprovação do plano, que ainda não avançou por falta de apoio da Caixa Geral de Depósitos. Obras: Louçã concorda com adiamento, mas propõe reabilitação
Coordenador do Bloco de Esquerda diz que se impõe o esforço de um projecto de investimento na reabilitação de 200 mil casas degradadas. A Eurolândia arde
No caso grego quem está no banco dos réus não são os bancos freneticamente especulativos, mas os Estados sociais. A falência pública grega beneficiaria a quem? Por Michael Kratke. sábado, 8 de maio de 2010
Governo reduz meta do défice para 2010

No final da cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da Zona Euro, em Bruxelas, José Sócrates admitiu que o Governo português pode adiar grandes investimentos públicos. O apertar do cinto para conseguir a redução do défice dos 8,3 por cento, previstos no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), para 7,3 por cento, pode mesmo a ser feito com o adiamento de grandes obras públicas, admitiu o primeiro-ministro em Bruxelas.
Mais de 86 mil hectares arderam em 2009
Segundo a AFN durante o ano de 2009 contabilizaram-se 26.339 ocorrências que corresponderam a 86.016 hectares de área ardida, mais 69 mil hectares em relação a 2008. O fascismo financeiro
A virulência do fascismo financeiro reside na capacidade para lançar no abismo da exclusão países inteiros. Por Boaventura Sousa Santos sexta-feira, 7 de maio de 2010
E agora, quem paga a crise?
É razoavelmente universal a consideração de que foram os bancos e os especuladores financeiros os responsáveis pela crise que vivemos. Foi a cegueira pelo lucro e a desregulação dos mercados financeiros que criaram as condições para que existisse tamanha irresponsabilidade dos bancos, ao ponto de colocar em risco a economia real. É a esta ganância que temos de agradecer a enorme quantidade de homens e mulheres desempregados em Portugal. Desemprego já passa dos 15% em 35 concelhos

O distrito do Porto é o mais afectado com 14% da população activa no desemprego. O governo anunciou cortes até 300 milhões nas prestações sociais e vai dificultar o acesso ao RSI a quem vive em bairros sociais.
De acordo com esta projecção, quase metade dos concelhos de Portugal continental - 125 dos 278 concelhos analisados - apresenta uma taxa de desemprego entre 10% e 15%. No que respeita aos distritos, para além do Porto (14%), seguem-se Vila Real (13,9%), Bragança (13,3%), Faro (12,9%), Portalegre (12,7%) e Braga (12,4%).
O governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros novas restrições aos apoios sociais, atingindo em particular os desempregados e beneficiários do Rendimento Social de Inserção. A ministra Helena André pretende cortar 90 milhões este ano e outros 199 milhões em 2011 nas prestações sociais e para o conseguir quer implementar mais entraves ao acesso à prestação social para os mais pobres.
Assim, o agregado familiar dos candidatos ao RSI (que em média não ultrapassa os 80 euros mensais por beneficiário) irá sofrer alterações, podendo vir a contar os rendimentos dos pais e até dos filhos de quem se candidata à prestação. Mas há mais: no caso de viver numa habitação social, esse apoio será contabilizado como rendimento, o que não acontece nem mesmo no Complemento Solidário para Idosos, onde as condições de acesso são mais apertadas. Esta medida poderá retirar os apoios sociais a muitos dos actuais beneficiários, já que uma parte significativa dos mais de 367 mil inscritos no RSI reside em habitação social.
Os beneficiários do RSI poderão perder mais facilmente o apoio social, caso recusem uma oferta de emprego ou de formação, não podendo voltar a candidatar-se por um prazo de dois anos. Actualmente o prazo de afastamento era de um ano. Nos primeiros seis meses em que recebe o RSI, o beneficiário será obrigado a frequentar cursos de formação ou outras iniciativas de validação de conhecimento.
Governo quer cortar nas pensões dos mais pobres
Quase um milhão de reformados com pensões mínimas e sociais podem ser obrigados a entregar comprovativos das fontes de rendimento.Estes pensionistas recebem 189 euros - no caso das pensões sociais para quem não descontou pelo menos 15 anos para a segurança social - ou entre 246 a 379 euros, no caso das pensões mínimas para quem não descontou o tempo ou os valores suficientes para ter uma reforma acima dos valores mínimos fixados.
Estas exigências já são feitas actualmente a quem recebe o Complemento Solidário para Idosos e foram apontadas como um dos grandes entraves ao acesso a esta prestação social, pela burocracia acrescida que representavam para quem, em boa parte dos casos, mal consegue ler ou escrever.
O objectivo do governo é cortar ainda mais no pagamento das prestações sociais, fazendo com que um idoso, se por exemplo receber dinheiro da venda de um terreno ou juros de um depósito bancário, possa perder de imediato o direito à sua pensão.
Aprovada tributação das mais valias bolsistas
O Parlamento aprovou hoje as propostas para tributar rendimentos da bolsa e introduzir a taxa de 45% no IRS, a par do empréstimo à Grécia.A tributação das mais valias mobiliárias a 20 por cento foi aprovada com os votos favoráveis da esquerda parlamentar. As propostas do Bloco, que já tinham sido discutidas no dia em que o governo decidiu finalmente avançar com a medida de taxar os lucros na bolsa no IRS, foram aprovadas junto com iniciativas do PS e PCP sobre a matéria.
A proposta do governo para introduzir um novo escalão no IRS para os rendimentos anuais acima de 150 mil euros também foi aprovada com os votos da esquerda. Mas não escapou a algumas críticas do deputado bloquista Pedro Filipe Soares, que diz que “esta medida não é menos que uma tentativa tímida de justificar que o pagamento do PEC é feito por todos, quando na verdade não o é”. Citando o antigo ministro e deputado do PS Paulo Pedroso, o bloquista disse que “o Governo vai buscar mais dinheiro às prestações sociais do que” à nova taxa de IRS, cuja receita está avaliada em 30 milhões de euros no próximo ano.
Os deputados aprovaram também o empréstimo à Grécia, no meio de muitas críticas sobre o papel que a União Europeia tem assumido na gestão da crise grega. Cecília Honório acusou a Europa e o FMI de financiarem a especulação contra a Grécia, insistindo na proposta de criação de uma agência de notação europeia “que denuncie o lixo tóxico” das agências de rating. Recusar este empréstimo “seria impor a bancarrota à Grécia, seria a política da terra queimada”, acrescentou a deputada do Bloco.
Bloco/Açores debate serviço público de tv
Com o tema “Serviço Público de Rádio e Televisão numa Região Ultraperiférica como os Açores: luxo ou necessidade”, as próximas jornadas parlamentares do Bloco/Açores têm lugar este sábado em Ponta Delgada. O objectivo é "debater o Serviço Público de Rádio e Televisão dos Açores, procurando chegar a conclusões que permitam, através de futuras iniciativas legislativas do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, alcançar um serviço que dê uma melhor, mais digna, e mais eficiente resposta a este direito de todos os açorianos, e que leve, realmente, em consideração, as suas especificidades e, também, potencialidades únicas", revela o site do Bloco/Açores.
Os parlamentares bloquistas açoreanos querem responder a questões relacionadas com o Serviço Público de Rádio e Televisão como “o que é”, “para que serve?”, “quais as obrigações?”, tendo em conta a especificidade do arquipélago – "acentuada dispersão geográfica, distanciamento dos grandes centros urbanos, diversidade cultural, ligação com a diáspora".
O painel da manhã de sábado irá também identificar as lacunas existentes no actual modelo e na actual legislação, e conta com a participação de Diana Andringa, jornalista e membro do Conselho de Opinião da RTP, Ricardo Oliveira, editor executivo do Diário de Notícias da Madeira, Paulo Simões, director do jornal Açoriano Oriental e rádio Açores TSF, Ana Cristina Gil, directora do curso de Comunicação Social e Cultura da Universidade dos Açores, e ainda um representante dos alunos deste curso.
O painel da tarde pretende "auscultar as expectativas e necessidades de promoção e divulgação da actividade de inúmeros produtores culturais de diferentes áreas e de diversas ilhas" relativamente ao Serviço Público de Rádio e Televisão nos Açores. Este painel conta ainda com a presença de Catarina Martins, deputada do Bloco de Esquerda na Assembleia da República.
Maré negra está para durar
A BP prevê que o principal meio de combate esteja operacional 18 dias depois da explosão da plataforma no Golfo do México. Os 11 trabalhadores directamente vítimas da explosão da plataforma petrolífera Deeper Horizons, no Golfo do México, continuam desaparecidos desde o dia do acidente, 22 de Abril, presumindo-se que estejam mortos. A mancha poluente tem agora bem mais de 200 quilómetros de extensão e apesar de terem sido tomadas várias medidas parcelares para a combater, continua a alastrar. A BP informou que conseguiu tapar o mais pequeno dos vários furos no tubo entre o poço e a plataforma petrolífera através dos quais o crude continua a verter. A cúpula que deverá envolver a zona sinistrada de modo a conter a fuga deverá estar concluída apenas durante o fim de semana e poderá estar operacional na segunda-feira, segundo as previsões mais optimistas. Nessa altura, de acordo com um porta-voz da BP, o objectivo será levar o petróleo até à superfície para o dispersar através de métodos químicos. As duas semanas que passaram já desde a explosão sem que a BP consiga por em prática aquela que considera ser a principal forma de combate à catástrofe ecológica faz com que responsáveis norte-americanos insistam na tese de que o grupo não estava preparado para dar resposta a uma emergência deste tipo. De acordo com informações citadas pela comunicação social internacional, a BP têm em seu poder um relatório recente, encomendado pelo grupo, segundo o qual um desastre deste tipo era praticamente impossível.
As autoridades dos Estados norte-americanos ameaçados – Lousiana, Missipi, Alabama e Florida – têm desenvolvido esforços próprios para conter a mancha negra mas não compartilham das previsões da BP segundo as quais o fenómeno agora é controlável a curto prazo. Afirmam que a dimensão da tragédia é cinco vezes maior do que a inicialmente prevista e que o petróleo continua a ser derramado nas águas oceânicas a um ritmo de cinco mil barris por dia e não de mil barris – a versão do grupo petrolífero responsável.
Os organismos dos Estados Unidos responsáveis pelas operações de contenção da mancha de petróleo mobilizaram forças militares e grupos de presos para participarem nas acções, que vão desde a instalação de barreiras de contenção da progressão do crude até à limpeza de praias e dos próprios animais, especialmente aves, atingidos pela poluição. As autoridades calculam que sejam necessários vários meses para que a situação volte à normalidade. A maré negra do Golfo do México está já entre as mais graves catástrofes ecológicas registadas no planeta.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Subsídio de desemprego: sindicatos recusam acordo com Governo

A reunião de concertação social para a revisão do subsídio de desemprego terminou sem acordo, pois as centrais sindicais não aceitaram a nova regra dos 75 por cento, dizendo até que alterações só poupam 2% em relação ao orçamento para 2010.
| A proposta apresentada pelo Governo e discutida esta quarta-feira em concertação social, prevê que o montante mensal do subsídio de desemprego não possa ser nunca superior a 75 por cento do valor líquido da remuneração de referência. Actualmente, a lei estipula que esse limite corresponda à própria remuneração líquida. A UGT e CGTP não aceitaram a imposição do novo limite, embora cada uma das centrais tivesse posições diferentes face à proposta global do Governo. A UGT começou por defender um limite de 85 por cento em vez dos 75 por cento, mas o Governo recusou. Já a CGTP recusou liminarmente a alteração. “A reunião terminou sem acordo entre as partes porque o Governo não alterou nada no limite dos 75 por cento”, justificou João Proença aos jornalistas. A CGTP, numa postura mais crítica, acusou o Governo de “encenação de diálogo” nesta discussão, por não ter alterado nada em relação ao que propôs na semana passada. Arménio Carlos, do executivo da Intersindical, justificou o desacordo da central com o facto de a proposta de revisão do subsídio de desemprego baixar o montante desta prestação para os desempregados com salários superiores a 650 euros e causar uma redução nos salários por via da alteração do “emprego conveniente”. Além disso, a ministra do Trabalho afirmou na reunião da concertação social que a imposição de um limite para o subsídio desemprego igual a 75 por cento da remuneração líquida fará poupar ao Estado cerca de 40 milhões de euros em 2010. No entanto, os representantes sindicais afirmam que a grande poupança anunciada até como argumento para as alterações corresponde a menos de 2 por cento da verba orçada para 2010. A ministra não confirma. A controvérsia não é nova. Quando a medida foi anunciada, o ministro das Finanças apresentou-a como necessária para permitir a consolidação das contas orçamentais. Dias depois, no Parlamento, José Sócrates esquivou-se a responder directamente à questão do deputado do Bloco Francisco Louçã sobre a poupança orçamental que a Segurança Social iria ter com a redução do subsídio de desemprego. Tendo sido várias vezes questionado, o Primeiro-ministro adiantou que desconhecia quanto iria custar, porque “nenhum estudo de impacto tinha sido feito”, explicando que o objectivo era “adoptar uma medida justa e que proporcionasse uma maior empregabilidade dos desempregados”. Já a Ministra do Trabalho considera que “estas medidas nunca tiveram a ver com a poupança, mas sim com fazer voltar os desempregados, o mais rapidamente possível, ao activo”, disse no final da reunião de concertação social. Mas as alterações não se ficam por aqui. Os desempregados vão ter que trabalhar por menos dinheiro, devido à conjugação de duas das medidas mais polémicas que o Governo apresentou aos parceiros sociais. Assim, e caso o diploma do Ministério do Trabalho seja aprovado no Parlamento, os desempregados serão obrigados a aceitar um trabalho no primeiro ano de desemprego que lhes ofereça um salário igual ao subsídio, acrescido de dez por cento. Até aqui, apenas era considerado emprego conveniente (ou seja, um trabalho que o desempregado não podia recusar) o que nos primeiros seis meses oferecesse um salário igual ao subsídio de desemprego acrescido de 25 por cento Como o montante do subsídio se reduzirá para a maioria dos desempregados, a bitola será sempre mais baixa. “Estas medidas não têm justificação, porque a actual legislação também não permite que o subsídio de desemprego seja superior ao que o trabalhador recebia no activo e esta prestação social resulta dos descontos que o trabalhador fez quando estava a trabalhar”, disse o Arménio Carlos da CGTP no final do encontro. Só os subsídios mais baixos e os mais altos vão escapar à nova regra que impede que a prestação ultrapasse os 75 por cento do salário líquido que o desempregado tinha no activo. Já as medidas que reduzem o salário oferecido aos desempregados afectarão a generalidade dos desempregados. O texto do Governo prevê também uma maior flexibilização do regime de acumulação de rendimentos de trabalho com prestações de desemprego, nomeadamente com o subsídio de desemprego parcia |
Ministra da Educação condenada por desobediência
A Ministra foi esta quinta-feira condenada por desobediência ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja e ao pagamento de uma multa por não ter sido retirada a avaliação do concurso de professores. | Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), citando o tribunal, afirma que Isabel Alçada foi condenada ao "pagamento de sanção pecuniária compulsória", cujo montante diário foi fixado "em oito por cento do salário mínimo nacional mais elevado em vigor", por cada dia de atraso para além de 4 de Maio e até ao cumprimento do que foi decidido provisoriamente. O salário mínimo nacional está este ano fixado em 475 euros, pelo que o Governo terá de pagar 38 euros por cada dia de incumprimento. Conforme o Esquerda.net noticiou, a Fenprof anunciou que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja decretou uma providência cautelar no sentido da não consideração da avaliação de desempenho no concurso de colocação de professores, cuja fase de aperfeiçoamento das candidaturas termina esta quinta-feira. Ao decretar a providência, o tribunal estabelecia que o ministério deve "pugnar pelo reajustamento da candidatura electrónica, permitindo que esta se faça sem a aplicação daqueles itens, que devem ser abolidos neste concurso, e com isso prosseguindo o concurso regularmente". O acórdão confere às partes cinco dias "sobre a possibilidade do levantamento, manutenção ou alteração da providência". Entretanto, o Ministério da Educação já se pronunciou num nota informativa enviada à imprensa: "Só hoje à tarde é que o Ministério da Educação tomou conhecimento da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja relativa ao concurso de professores para o ano 2010/2011", afirma a tutela, no comunicado. O gabinete da ministra adianta também que o Ministério "vai recorrer" da decisão e que a tutela "cumpre escrupulosamente a lei e as decisões dos tribunais". No entanto, na quarta feira, à saída de um debate no plenário da Assembleia da República, o secretário de Estado adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, afirmou que o Ministério tinha sido notificado nesse dia da "citação" do tribunal, embora considerasse que a mesma "não correspondia a nenhuma decisão". |
Bloco quer alterações ao subsídio de desemprego discutidas na AR
José Manuel Pureza, anunciou que o Bloco vai pedir a apreciação parlamentar do decreto-lei do Governo que altera as regras do subsídio de desemprego "para que fique clara a posição de cada partido sobre esta matéria". Em conferência de imprensa, no Parlamento, o líder parlamentar do Bloco, José Manuel Pureza, reiterou a oposição da sua bancada às novas regras do subsídio de desemprego, que foram aprovadas em Conselho de Ministros, na generalidade, esta quinta-feira. José Manuel Pureza assinalou que o primeiro-ministro, José Sócrates, comunicou que estas novas regras iam ser aplicadas já este ano, no final de um encontro com o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, para discutir medidas de consolidação orçamental. "Do ponto de vista do bloco central, os desempregados são os principais responsáveis pela crise", acusou o líder parlamentar do Bloco, acrescentando: "Nós contestamos, de maneira clara e total, essa versão das coisas". Para o Bloco, "o subsídio de desemprego é um direito de que são titulares aqueles e aquelas que descontaram ao longo de anos de trabalho" e "não uma prestação que possa ser objecto de corte", disse José Manuel Pureza. Assim, o Bloco vai requerer nesta sexta-feira a apreciação parlamentar deste decreto-lei do Governo porque entende que "esta não deve ser uma matéria de decreto-lei, mas sim uma matéria de debate parlamentar". "Uma escolha tão grave para o país, para a democracia e, sobretudo, para aqueles que são os titulares do subsídio de desemprego, não pode ser feita sem um amplo debate de todas as forças políticas", defendeu. Pureza contestou que as novas regras de atribuição do subsídio de desemprego fomentem o regresso ao mercado de trabalho, como invoca o Governo, apontando as "200 mil pessoas desempregadas que não têm qualquer apoio social" e que, apesar disso, continuam no desemprego. Segundo José Manuel Pureza, trata-se também de uma medida para a qual o Governo avançou "sem ter qualquer estudo quer sobre o impacto dessa mesma medida, quer no mercado de trabalho, quer na contenção da despesa". "É uma opção puramente ideológica por parte do Governo. É a expressão de uma suspeição sobre os beneficiários de subsídio de desemprego", sustentou. De acordo com as novas regras, que fazem parte do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e deverão entrar em vigor em Julho, o subsídio de desemprego não poderá ultrapassará 75 por cento do valor da remuneração de referência. Para além disto, segundo as novas medidas, os desempregados ficam obrigados a aceitar ofertas de emprego cuja remuneração seja superior em dez por cento ao valor do subsídio de desemprego que recebem. |
“Agência de rating europeia é uma questão em aberto”
O Presidente do BCE afirmou que a possibilidade de uma agência de rating europeia “devia ser analisada a nível global”, na conferência de imprensa que seguiu a reunião dos governadores, esta quinta-feira, no CCB em Lisboa. | Jean Claude Trichet, que liderou a conferência de imprensa que se seguiu à reunião do conselho de governadores Banco Central Europeu (BCE) no Centro Cultural de Belém, foi por várias vezes questionado sobre a actuação das agências de rating e a possibilidade de vir a ser criado um avaliador a nível europeu, ou mesmo de este ser o BCE. A estas questões, o Presidente do BCE explicou que não queria pronunciar, mas que garantiu que esta “é uma questão em aberto”. “Devia ser uma coisa analisada a nível mais global”, disse o responsável, não deixando de considerar que “quanto mais competição melhor”. Na conferência de imprensa também foi anunciado que o BCE decidiu manter a principal taxa de juro inalterada no seu mínimo histórico em 1 por cento, pelo décimo terceiro mês consecutivo. O conselho, que se reuniu em Lisboa, numa das duas reuniões anualmente realizadas fora da sede do BCE (em Frankfurt), decidiu ainda manter as restantes taxas de juro, nos 1,75 por cento e 0,25 por cento. “Portugal não é a Grécia”, mas só conseguirá sair do radar dos mercados e dos especuladores se acatar as “recomendações” do BCE em matéria de redução do défice, avisou também Jean-Claude Trichet, na conferência de imprensa. Trichet aproveitou ainda para deixar um aviso: “se o BCE diz que a Grécia não está em risco de incumprimento e que vários países já estão a fazer o que é preciso para sanear as contas públicas, então essa é a verdade”. E desvalorizou as sentenças das agências, que tanto têm penalizado Portugal nas últimas semanas. O Presidente do BCE, ladeado por Vítor Constâncio e por Lucas Papademos, o vice-presidente da autoridade europeia que será substituído pelo português a 1 de Junho, disse que não existem soluções rápidas para que os países se livrem dos maus tratos a que alguns (como Grécia e, mais recentemente Portugal) têm sido sujeitos nos mercados de dívida pública. A receita avançada não é nova: cortar no défice, fazer reformas estruturais, abrir a economia à concorrência global, disciplinar salários. |
América Latina ameaça boicotar cimeira com a UE
Uma dezena de países latino-americanos não reconhecem a recente eleição do presidente das Honduras, Porfirio Lobo, e ameaçam estar ausentes da Cimeira UE-América Latina, a realizar-se em Madrid, de 17 a 18 de Maio. PT/TVI: Silva Pereira contradiz Mário Lino
O deputado do Bloco João Semedo apontou uma contradição entre as declarações do ministro Silva Pereira e do ex-ministro Mário Lino sobre o momento em que o Governo decidiu comunicar à PT a oposição à compra da TVI. | Na reunião da comissão de inquérito desta quinta-feira à actuação do Governo na tentativa de compra da TVI, João Semedo assinalou que o ex-ministro das Obras Públicas Mário Lino tinha afirmado que falou com o primeiro-ministro no dia 25 de Junho de 2009 “ao fim da manhã ou ao princípio da tarde”. O deputado do Bloco de Esquerda, relator desta comissão de inquérito, citou a transcrição da audição de Mário Lino em que o ex-ministro referiu o momento em que foi decidido comunicar a oposição do Governo ao negócio: “Eu tinha falado com o primeiro ministro no dia 25 ao fim da manhã ou ao princípio da tarde e tínhamos combinado que eu ia convocar o dr. Henrique Granadeiro para o dia 26 de manhã para lhe dizer que o Governo estava contra aquilo e assim fiz”, disse Mário Lino, na audição, no passado dia 19 de Abril. No entanto, quarta feira, o ministro da Presidência do Conselho de ministros, Pedro Silva Pereira, afirmou aos jornalistas, à saída da audição, que foi a entrevista do presidente da comissão executiva da Portugal Telecom (PT) - na RTP, dia 25 de Junho à noite - a “defender o negócio” da compra da TVI que “tornou necessário” que o Governo comunicasse formalmente a sua oposição ao negócio”. “Foi portanto essa entrevista do engenheiro Zeinal Bava que defendeu, aliás brilhantemente, esse negócio de acordo com os interesses estratégicos da PT, que tornou necessário, justificável e bastante compreensível para quem esteja de boa fé que o Governo tenha no dia seguinte a necessidade” de comunicar formalmente a oposição ao negócio”, afirmou Silva Pereira. Na reunião desta quinta-feira, que tinha como objectivo discutir a estrutura do relatório, João Semedo afirmou que o que o ministro Silva Pereira disse “não é verdade, pura e simplesmente”. “Dei este exemplo, para que todos tenhamos a consciência que há detalhes muito importantes na realização do relatório”, afirmou o deputado. A questão do momento em que o Governo decidiu comunicar à PT a sua oposição ao negócio foi levantada pelos deputados de inquérito depois do presidente da PT, Henrique Granadeiro, ter afirmado que se encontrou num jantar dia 25 de Junho à noite com o primeiro-ministro e que lhe comunicou que a PT não ia avançar com o negócio. Por outro lado, disse Granadeiro, o primeiro ministro não lhe disse que o Governo se iria opor ao negócio. A posição do Governo só foi transmitida numa reunião convocada pelo então ministro Mário Lino para o dia seguinte. |
Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde
Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente
Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente
à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena
O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.
Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.
Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.
Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.
Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.
Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.
Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.
A Deputada
Rita Calvário
Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?
Comunicado de Imprensa
Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR
Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.
Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.
Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.
A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.
Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.
A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.
No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.
No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.
Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.
Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.
O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena
Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República
Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.
O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.
Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena
Carta à AUSTRA
INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.


