
CGTP e Bloco de Esquerda condenaram os sacrifícios que PS e PSD querem impor aos mais pobres. Francisco Louçã considerou que a aliança entre Sócrates e Passos Coelho representa "uma corrida para o abismo" e reafirmou as propostas alternativas do Bloco. Carvalho da Silva apelou ao aumento da luta social.
| Ao fim da manhã desta Quinta feira, delegações da CGTP e do Bloco de Esquerda reuniram na sede bloquista para debater a situação política e social actual. No final da reunião Carvalho da Silva e Francisco Louçã prestaram declarações à comunicação social. O secretário geral da CGTP considerou que as medidas anunciadas pelo governo são "muito violentas, muito duras para a esmagadora maioria dos trabalhadores, com sacrifícios enormes para os que têm mais baixos rendimentos". Considerando que "não estamos condenados a estas políticas", Carvalho da Silva afirmou que é preciso "travar" este caminho e anunciou a realização de um plenário da CGTP, com carácter de urgência, no próximo Sábado à tarde. "A nossa determinação será muito forte para uma mobilização dos trabalhadores e do povo português de resposta [às medidas do governo]", disse o secretário geral da CGTP. Carvalho da Silva afirmou ainda que "é inevitável e é indispensável um aumento da mobilização e da luta social, porque as injustiças são muito profundas e a violência sobre a vida das pessoas com menores rendimentos deste país é uma coisa muito dura". Francisco Louçã disse que "esta corrida para o abismo que representa a aliança entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho para diminuir os salários e aumentar os impostos é uma tragédia económica, é incompetência económica, é falta de respeito pela palavra dada, é falta de atenção aos problemas é não querer ter soluções". Salientando que há alternativa, Francisco Louçã disse que "podemos poupar 2.000 milhões de euros se tivermos mais justiça nos impostos e lembrou que "não há nenhuma taxa especial" sobre os bónus extraordinários como o de António Mexia, "que só por si representa, num ano, 300 anos do salário de um trabalhador qualificado". O coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda anunciou ainda o apoio do partido à manifestação da CGTP, convocada para o próximo dia 29 de Maio. A reunião entre o Bloco e a central sindical integra-se num conjunto de reuniões que a CGTP está a fazer com os partidos. A delegação da CGTP era composta pelo secretário geral Manuel Carvalho da Silva e por Maria do Carmo Tavares, Carlos Trindade e Ulisses Garrido da comissão executiva. A delegação do Bloco de Esquerda era composta por Francisco Louçã e pela deputada Rita Calvário. |
Luís Calisto acusa o regime de excepção criado à comunicação social madeirense por Alberto João Jardim.
A Assembleia da República decidiu encerrar o regime excepcional de contratação da empresa Parque Escolar, responsável pela transformação de 205 escolas secundárias. 

A empresa Douro Azul adjudicou à empresa NavalRia do grupo Martifer a construção de um navio-hotel de luxo num valor de 12,4 milhões de euros. O contrato entre estas duas empresas foi assinado na presença do Ministro da Economia, Vieira da Silva, a 18 de Fevereiro.
A economia portuguesa cresceu 1% no primeiro trimestre de 2010. José Gusmão assinala que as medidas que o governo quer aprovar vão "sabotar" esse crescimento.
A maré negra, que pode chegar a ser a pior da história dos Estados Unidos, ameaça provocar um desastre económico e ecológico nas praias, refúgios selvagens e centros de pesca da região.
Não é possível debater o serviço público de rádio e televisão sem que se levantem questões sobre o poder. Tipicamente do uso que o poder político do momento faz dos órgãos de comunicação social públicos. E essa é uma questão inevitável, mas que não nos pode fazer esquecer uma outra: o serviço público de rádio e televisão é um instrumento de poder da população. E é como tal que deve ser defendido. 
No quadro dos esforços assumidos ao nível da União Europeia para acelerar o processo de redução do défice orçamental, o ministro Teixeira dos Santos admitiu a possibilidade de aumentar os impostos. 
Na madrugada desta segunda-feira os ministros das Finanças da União Europeia aprovaram a criação de um novo “mecanismo de estabilização financeira”.
Na semana passada o Governo aprovou um decreto-lei que determina que os novos desempregados só poderão ter como montante máximo do subsídio de desemprego 75 por cento do valor líquido da remuneração de referência. Com esta alteração poupam-se 40 milhões de euros já este ano, segundo números divulgados pela própria Ministra do Trabalho.


