Para o presidente da AEP, "faz todo o sentido" a substituição do pagamento em dinheiro de uma parte do subsídio por pagamento em dívida pública. quarta-feira, 5 de maio de 2010
AEP quer subsídios de férias pagos em dívida pública
Para o presidente da AEP, "faz todo o sentido" a substituição do pagamento em dinheiro de uma parte do subsídio por pagamento em dívida pública. Marcha contra o Capital e a Guerra começa em Lisboa
Esta quarta-feira, parte de Lisboa a “Marcha Ibérica contra o Capital e a Guerra” que chegará a Madrid no dia 13 para a participação na IV Cimeira dos Povos – “Enlazando Alternativas”. | A cimeira alternativa será em Madrid, em simultâneo com a Cimeira América Latina, Caraíbas e União Europeia (ALC-UE), uma reunião de representantes dos governos dos países destas regiões, que decorerá de 15 a 19 de Maio. Entre as organizações envolvidas na marcha encontram-se o sindicato espanhol CGT (Confederación General del Trabajo), a rede contra a exclusão social Baladre e Ecologistas em Acção e a Plataforma Anti-guerra Anti-NATO portuguesa (PAGAN). “Os trabalhadores, os povos europeus e os imigrantes que vivem entre nós, sentem duramente os problemas causados pelo capitalismo global, como o desemprego, a perda de poder de compra, de direitos laborais e o envolvimento em guerras cuja legitimidade os governos não sabem explicar”, afirma a PAGAN que convoca esta marcha de protesto contra os cortes sociais na União Europeia e também em solidariedade com a Greve Geral na Grécia e contra o Programa de Estabilidade e Crescimento Europeu. Em Lisboa (esta quarta-feira, às 18h, no Largo de S. Domingos) e no Porto (dia 6 de Maio, na Praça da Liberdade, às 18h) serão organizadas “concentrações contra o capital e a guerra”, marcando simbolicamente o início da marcha de vários movimentos sociais, anti-militaristas e sindicais rumo à Cimeira Alternativa dos Povos. A caravana passará no Porto (dia 6), em Mérida (8), em Cáceres e Plasencia (9), em Navalmoral (10), em Toledo (11) e em Alcorcón (12) para chegar à capital espanhola a 13 de Maio. Em cada cidade serão organizadas acções de rua, encontros com as pessoas afectadas pela crise e mesas-redondas sobre temas como as implicações sociais do Tratado de Lisboa, a política militarista da União Europeia (UE) e do envolvimento da NATO, política agrícola e os perigos da energia nuclear. O programa de actividades inclui também a denúncia dos planos governamentais e da UE para salvar os bancos e promover a especulação financeira, a falta de políticas sociais e de acesso à habitação digna, especialmente para os jovens e das consequências sociais da actual crise económica global. Os objectivos comuns da marcha são "o combate ao desemprego e lutar pela redução da jornada de trabalho, impedir os Expedientes de Regulación de Empleo (ERE), os contratos-lixo e a reforma laboral; lutar pelos salários e pelo apoio social aos desempregados, assim como defender os serviços públicos e a distribuição da riqueza", explicam os porta-vozes destas organizações. Os movimentos querem construir uma “resistência ampla” contra os programas de austeridade impostos pela UE, tal como o que foi aprovado na Grécia pois, consideram, “é tempo de construir um modelo económico social e justo, sustentável e igualitário, contra o sistema que gera desemprego, reduz os salários reais, privatiza os serviços públicos e elimina direitos laborais, aumentando as despesas militares para financiar a guerra”. O Bloco de Esquerda respondeu ao apelo da Rede Biregional Europa América Latina e Caribe – “Enlazando Alternativas” e estará presente em Madrid no fim de semana de 14 a 16 de Maio para participar e contribuir em todos os debates e actividades no âmbito da “Conferência Alternativa dos Povos”. Para isso já lançou um convite geral à participação: Vem à Conferência Alternativa dos Povos em Madrid. |
Quase 10 mil assinaturas pela redução de alunos por turma
A petição promovida pelo MEP conta já com o apoio de quase dez mil pessoas em apenas uma semana, contrariando a opinião do Governo que o movimento acusa de “fugir à realidade”. | O Movimento Escola Pública (MEP) considera que se trata de “uma adesão extraordinária a esta causa mais do que justa e necessária”. De facto, a comunicação social tem dado eco e força a esta iniciativa que vai somando apoio entre professores, alunos, pais, sindicalistas e investigadores da área da Educação. Entretanto, o Governo rejeitou publicamente, esta terça-feira, a redução do número de alunos por turma como forma de melhorar o aproveitamento e a disciplina nas escolas, alegando dispor de dados que contrariam os argumentos da petição lançada pelo MEP, anunciou o secretário de Estado da Educação, João Mata. Citado pela Lusa, o secretário de Estado afirmou que a petição, que já recolheu mais do que as assinaturas necessárias para ser discutida no Parlamento, se baseia numa "ideia falsa" e "fortemente ancorada no senso comum". "Olhando para o sistema educativo no seu conjunto, para as cerca de 60 mil turmas existentes no ensino público, verifica-se que não existe uma correlação entre a dimensão das turmas e os resultados dos alunos", disse. Segundo o governante, os alunos não têm melhor aproveitamento escolar nas turmas mais pequenas. João Mata informou também que o país já tem quase 36 mil turmas com 21 ou menos alunos. "Temos 60% das turmas que têm no máximo 21 alunos, quando sabemos que o intervalo de referência para a constituição das turmas é 24 a 28", sustentou. No que respeita à relação entre o número de professores e o número de alunos, o secretário de Estado indica que em Portugal "para cada professor no Ensino Secundário existem oito alunos". Por sua vez, o MEP considera que o principal argumento apresentado, que diz que os alunos não têm melhor aproveitamento escolar nas turmas mais pequenas, é uma “forma surpreendente” dos responsáveis do Ministério de Educação “tentarem fugir à realidade”, esclarecendo que o objectivo não é reduzir o número médio de alunos por turma mas sim o número máximo. O movimento clarifica que quase todas as turmas pequenas em Portugal são constituídas a partir de alunos que já têm um historial grande de dificuldades: ou são turmas dos cursos profissionais - muitas vezes atirados para esta solução de recurso devido ao insucesso, ou são turmas das escolas TEIP, precisamente de bairros economicamente muito desfavorecidos, onde o insucesso é muito comum, ou são simplesmente turmas de repetentes. “De facto, muitas das turmas pequenas que existem hoje são constituída por alunos que não fizeram o seu percurso escolar normal”, afirma o movimento em comunicado, acrescentando que “presumir que estes alunos, mesmo em turmas mais pequenas, pudessem recuperar os anos perdidos, é uma ilusão”. Além disso, o movimento argumenta que se essas turmas pequenas existem, como nas escolas incluídas no programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), é porque “há um reconhecimento do Estado de que se trata de uma medida favorável ao sucesso escolar”. Por outro lado, o MEP explica que muitas das turmas pequenas se concentram também no 11º e 12º anos porque no 10º ano, com turmas de 28 alunos, e com todas as dificuldades que já vêm de tantas turmas grandes nos anos anteriores, grande parte dos alunos desiste de continuar a estudar. “O 10º ano é um ano de selecção em que só "os melhores" mantêm o percurso escolar até ao final do secundário”, conclui o movimento. Os promotores da petição pretendem “mudar esta realidade”, considerando que as medidas propostas trarão reflexos a médio prazo no sucesso escolar, principalmente se for aplicada a partir do Jardim de Infância e do Primeiro Ciclo. Por isso levarão a discussão desta propostas à Assembleia da República com o objectivo máximo de combater o insucesso escolar e melhorar a qualidade da escola pública. “Qualquer professor, mas também qualquer cidadão não professor, compreende que com turmas muito grandes é impossível um ensino mais humano e mais eficaz”, dizem, acrescentando que todos os professores convivem diariamente nas escolas com turmas de 28 alunos e sabem “como se torna difícil o seu trabalho”, para além dos encarregados de educação e dos alunos que “sabem o mesmo”. “Só o governo parece não querer ouvir”, sustenta o movimento. No entanto, conforme aponta Paulo Guinote, do blogue “A Educação do Meu umbigo”, o Governo surge peremptório nas sua opiniões acerca das medidas propostas pela petição, por via das declarações do Secretário de Estado, mas a própria Ministra da Educação Isabel Alçada dá sinais de pouco entendimento da tutela sobre a situação. A Ministra também recusou a ideia da diminuição do número de alunos por turma, argumentando com os estudos que demonstram que o país tem um número de alunos por turma que permite um trabalho efectivo: “Quando as turmas são muito pequenas, os resultados de aprendizagem são piores quando as turmas têm, por exemplo, 20 alunos. Isso causa perplexidade e incompreensão, mas é um facto que está estudado e comprovado”, referiu. Neste sentido a Ministra acompanha o conteúdo das propostas incluídas na petição que não solicitam a redução do número de alunos por turma para 10 ou 15, mas para 22 nos ensinos Básico e Secundário, “o que até está acima do limiar exemplificado por Isabel Alçada”, comenta o professor Paulo Guinote. |
Alegre lança-se à Presidência para defender o Estado social
Crise leva euro a mínimos
Moeda europeia caiu abaixo do patamar psicológico de 1,3 dólares e bolsas europeias tiveram fortes perdas. Zapatero desmente que Espanha tenha de recorrer a auxílio da UE e do FMI. terça-feira, 4 de maio de 2010
Projecto de Lei para integrar Mação na Unidade Territorial do Médio Tejo
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Bloco contra suspensão do TGV, proposta pelo CDS
Em conferência de imprensa, Francisco Louçã anunciou que o Bloco de Esquerda está contra a proposta do CDS-PP e defendeu a necessidade de investimento público para enfrentar os problemas da economia nacional. | "O projecto do CDS morreu, não tem coerência, viabilidade nem nenhuma resposta à economia nacional" declarou Francisco Louçã em conferência de imprensa realizada nesta Terça feira, a propósito da proposta do CDS que quer suspender a construção do TGV entre Lisboa e Madrid. Segundo Francisco Louçã, o Bloco está contra a proposta do CDS por duas razões. A primeira porque o país "precisa de um reforço de investimento que crie emprego, controlado, qualificado, ponderado, mas que seja decisivo na animação económica". Em segundo lugar, o Bloco considera que o país necessita da ferrovia, "por razões ambientais, económicas e por uma estratégia de desenvolvimento do sistema de transportes". Francisco Louçã referiu que "Portugal está a ser estrangulado pela falta de investimento, pela falta de estratégia de desenvolvimento, pela falta de criação de emprego", salientando que os números divulgados pelo Banco de Portugal indicam uma queda no investimento de 6.400 milhões de euros em 2009 e 2010 e de 6.300 milhões no próximo ano. E concluiu, sublinhando que se na actual "situação de incerteza, não há investimento privado", então "a única resposta coerente para uma economia que responde às suas prioridades é um investimento público, que tem de ser muito controlado". |
Quatro maiores bancos privados lucraram quatro milhões por dia
| No primeiro trimestre de 2010, em que o país tem vivido sob uma forte crise económica, os quatro maiores bancos privados tiveram 361,9 milhões de euros de lucros, menos 9,4% do que em 2009, quando obtiveram 399,7 milhões de euros de lucros. Segundo o jornal Diário de Notícias desta Terça feira, o Santander Totta teve 131,3 milhões de euros de lucro no primeiro trimestre de 2010. Menos 7,3% do que no primeiro trimestre de 2009, quando teve 141,6 milhões de euros. Já o BES obteve lucros de 119,1 milhões de euros, uma subida de 17,6% em relação ao período homólogo de 2009 (101,3 milhões de euros). O BCP teve lucros de 96,4 milhões de euros, menos 9,6% que em 2009 (106,7 milhões) e o BPI 45,1, menos 8,9% (50,1 milhões de euros). A redução nos lucros deveu-se, em parte, à redução da margem financeira, a diferença entre juros recebidos e pagos, devido às baixas taxas de juro. A margem financeira do global dos quatro bancos foi inferior em 13,3% ao primeiro trimestre de 2009. Os bancos compensaram a redução da margem financeira com o aumento das comissões, que no global subiram 13,1%. |
Semana Parlamentar
O momento politicamente mais importante da semana parlamentar foi o debate com o Primeiro-Ministro sobre o ataque especulativo a Portugal e as medidas de execução do PEC. Comentário da semana parlamentar pelo deputado José Manuel Pureza. Presidente da Alemanha ataca o capitalismo financeiro
Horst Köhler, que já foi director do FMI, ataca com severidade a indústria financeira e exige consequências drásticas. Por João Alexandrino Fernandes, de Tübingen, Alemanha, para o Esquerda.net. segunda-feira, 3 de maio de 2010
Portugal irá emprestar à Grécia 2.064 milhões
Grécia, UE e FMI chegam a acordo sobre a ajuda a Atenas. Os países da Zona Euro contribuirão com 80 mil milhões de euros, aprovaram os ministros das finanças europeus, este domingo, em Bruxelas. "Precários nos querem, rebeldes nos terão!"
Sob o lema “Dá a volta à precariedade”, o MaydayLisboa 2010 concentrou-se no Largo Camões em Lisboa, ao início da tarde, onde várias pessoas se foram juntando e preparando a manifestação que dali seguiu em direcção ao Martim Moniz, para integrar o desfile da CGTP até à Alameda. Também no Porto, a parada Mayday integrou o desfile da CGTP, na sua parte final, afirmando a sua diversidade, as suas propostas e palavras de ordem.
Implementada protecção da subida do nível do mar
A União Europeia decidiu implementar dois programas de protecção do seu litoral: Os programas Theseus e Pegaso abrangem 20 países.Artigo de Rui Curado Silva
| Na sequência da publicação de trabalhos científicos que indicam uma subida do nível do mar entre 20 e 80 cm até ao final deste século, da divulgação de estudos que revelam a erosão de 20% da orla costeira europeia e da destruição causada pela tempestade Xynthia, a UE (União Europeia) decidiu implementar dois programas de protecção do seu litoral. Os programas THESEUS e PEGASO abrangem 170 mil quilómetros de costa europeia abrangendo 20 países. Estes dois programas representam um investimento de cerca de 13,5 milhões de euros, no entanto calcula-se que este investimento permitirá dividir por quatro o custo dos estragos causados pela subida do nível do mar. O programa THESEUS consiste na avaliação das consequências económicas, ambientais e sociais da subida do nível do mar e na elaboração de medidas de organização do litoral mais apropriadas. O seu orçamento é de 6,5 milhões de euros e conta com a participação de 31 instituições europeias. O programa PEGASO tem por objectivo a aplicação do protocolo de gestão integrada das regiões costeiras do Mediterrâneo, que permite aos estados em causa gerir conjuntamente o litoral, independentemente das fronteiras legais que dividem o mesmo meio natural. Neste programa participam 23 instituições de 15 países coordenadas pela Universidade Autónoma de Barcelona. A EU contribui em 7 milhões de euros para este programa. A subida do nível médio da água do mar observada nos últimos 100 anos deve-se à diminuição da massa dos glaciares e à expansão térmica dos oceanos causadas pelo aquecimento global. Apesar de o nível do mar ter subido cerca de 120 metros desde o fim da última era glaciar (há cerca de 21 mil anos) acabou por estabilizar há 2 mil anos atrás. No entanto, desde o início da era industrial o planeta aqueceu e a partir do final século XIX o nível do mar começou a subir a uma taxa progressivamente crescente. Durante o século XX, o nível do mar subiu em média cerca de 1,7 mm por ano. Nas últimas décadas esta média subiu para cerca de 3 mm por ano. No entanto, a evolução do nível do mar não é uniforme, por exemplo nas últimas décadas o nível o Índico Ocidental desceu e o nível do Índico Oriental e do Pacífico Ocidental registaram as subidas mais elevadas do planeta. Desta forma, a destruição do litoral é mais uma consequência do aquecimento global que afectará de forma desigual diferentes regiões do mundo a que se juntarão ainda as desigualdades inerentes à capacidade de diferentes povos para lidar com catástrofes naturais. Rui Curado Silva, investigador no Departamento de Física da Universidade de Coimbra. |
domingo, 2 de maio de 2010
Quando a crise bate não toca a todos
Nas últimas semanas temos assistido a um ataque especulativo ao Euro sem precedentes. Este ataque e a crise profunda em que mergulhámos coloca Portugal numa situação ainda mais difícil. Mas o que se passou em Portugal na última semana não deixa de ser curioso pelas piores razões. Não é só de moeda que estamos a falar. Pelo menos do seu valor facial. Se assim fosse, teríamos, pelo menos, de encontrar a outra face da moeda, e essa é, infelizmente, sempre a mesma. Com efeito, o ataque especulativo ao Euro só teve uma comparação à altura com o ataque que foi feito aos desempregados. sábado, 1 de maio de 2010
“Privatizações são ataque à democracia”
Numa sessão em Portalegre, Francisco Louçã criticou o encontro entre Sócrates e Passos Coelho e declarou que "as privatizações são um ataque à democracia" e um "mau negócio" para Portugal. | Num jantar comemorativo do 1º de Maio em Portalegre, realizado a 30 de Abril, Francisco Louçã criticou o encontro entre Sócrates e Passos Coelho, salientando que é "cruel" que tenham concordado na redução do subsídio de desemprego e sublinhando que é preciso combater o entendimento entre PS e PSD, "perante o aumento do desemprego e das dificuldades". Referindo-se à privatização dos CTT, o coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda disse: "Os correios dão oitenta milhões e se o Governo os vender perdemos os correios e os oitenta milhões". Segundo a agência Lusa, Francisco Louçã considerou igualmente que a redução do investimento e a diminuição das políticas de coesão são "o maior disparate que se pode fazer" e salientou: "Nós precisamos de mais investimento, de criação de postos de trabalho, de mais qualificação, de salários melhores, de direitos, é isso o 1ºde Maio" |
Desemprego em Portugal atinge os 10,5%
Segundo o Eurostat, taxa voltou a subir mais 0,2 pontos percentuais que em Fevereiro. Portugal tem o oitavo desemprego mais alto da União Europeia. O avaliador
Contra as políticas do desastre social
A taxa de desemprego continua a crescer, somando níveis históricos a recordes históricos. Já vamos nos 10,5%, de acordo com o Eurostat, o que nos coloca no 4º lugar dos países europeus com maior índice de desemprego. Em números oficiais significa que há quase 600 mil pessoas sem emprego, o que significa que em termos efectivos o número é muito superior. Estes valores quase que triplicaram nos últimos 10 anos: no final de 1999 existiam 215,2 mil desempregado/as. Mariano Gago: “Pirataria é fonte de progresso”
O ministro fez a afirmação num Fórum sobre a Internet em Madrid, apesar do ministério desmentir a interpretação. A associação dos clubes de vídeo diz que vai processar o Estado. | No Fórum sobre a governança da Internet, o ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, salientou a valorização da produção cultural pela distribuição gratuita através da Internet e afirmou, generalizando: "A prirataria foi, desde sempre, uma fonte de progresso e uma fonte globalização". Segundo o jornal Público de Espanha, Mariano Gago exemplificando com a música pop, disse: "Hoje em dia, um grupo pode adquirir uma notoriedade impensável graças à Internet e inclusive depois poderá rentabilizar em concertos ou, porque não, aumentar as suas vendas de discos graças à popularidade". Perante estas declarações de Mariano Gago, a Associação de Comércio Audiovisual de Portugal (ACAPOR), onde se filiam os clubes de vídeo, anunciou que vai processar o Estado "pela sua inacção e complacência perante a pirataria na Internet". Para o presidente da ACAPOR as declarações do ministro "são a demonstração cabal de toda a política de interesses que minam a indústria criativa em prol das empresas de comunicações e, em especial, da PT". Para a ACAPOR, os fornecedores de acesso à Internet não estão interessados a combater a descarga ilegal de ficheiros na Internet, porque beneficiam com isso e salientam a PT, porque é participada pelo Estado. O ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior (MCTES), em comunicado, considera que as notícias sobre as declarações do ministro são "possivelmente" "uma incorrecta interpretação de um debate complexo", sublinhando que o MCTES "condena naturalmente toda a pirataria que retira aos produtores e autores a capacidade de prosseguirem a sua criação" e que "transfere ilegitimamente para empresas distribuidoras o valor devido". Leia no esquerda.net o artigo de Ricardo Lafuente, publicado em Dezembro de 2009: Mas a lei está do nosso lado |
Água para pessoas, não para relvado
Os preparativos para o Campeonato Mundial de Futebol num estádio em Durban, África do Sul, mostram bem todas as prioridades deformadas do negócio do desporto. Por Dave Zirin. Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde
Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente
Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente
à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena
O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.
Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.
Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.
Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.
Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.
Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.
Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.
A Deputada
Rita Calvário
Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?
Comunicado de Imprensa
Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR
Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.
Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.
Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.
A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.
Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.
A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.
No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.
No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.
Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.
Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.
O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena
Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República
Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.
O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.
Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena
Carta à AUSTRA
INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.



