quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Como funciona a Lei dos Despejos

A proposta de Lei de Revisão do Arrendamento Urbano cria condições para que mais de 100 mil famílias possam perder as suas casas.
Finalmente a Ministra Assunção Cristas apresentou a proposta de Lei de Revisão do Arrendamento Urbano, ou como já muitos lhe chamam a Lei dos Despejos, e infelizmente foi sem surpresa que se verificou que o Governo criou condições para que mais de 100 mil famílias possam perder as suas casas.
Atualmente os contratos de arrendamento das chamadas rendas antigas (pré-Regime de Arrendamento Urbano, RAU) representam, de acordo com os Censos 2011, apenas 33% dos arrendamentos e nos últimos 20 anos o número de famílias com este tipo de contratos desceu de 41% para 255 mil.
O Governo volta assim à fórmula do Governo de Santana Lopes (2004), mas desta vez gritando que não faz mais do que cumprir o Acordo com a Troika, o que mantém o PS à distância e permite à direita liberalizar o mercado de arrendamento, mesmo que isso signifique o despejo de centenas de milhares pessoas, sem que os senhorios façam obras e sem que o Estado tenha meios para ajudar quem ficar na rua.
Esta proposta de lei, que deverá ser aprovada pela maioria parlamentar em tempo recorde até meados de fevereiro, cria um regime de transição acelerado para os contratos pré-RAU e inaugura uma suposta “negociação” entre o senhorio e o inquilino que abre portas a um despejo-simplex.
O prazo mínimo de 5 anos do contrato de arrendamento deixa de existir (por defeito é de 2 anos), o que permite que os proprietários forcem novos contratos e subam as rendas todos os anos.
Se um inquilino ficar 2 meses sem pagar a renda, ou se se atrasar 4 vezes mais de 8 dias durante um ano, pode ser imediatamente despejado, sem que se tenha de ir a tribunal. E se o senhorio quiser fazer obras “profundas” ou se quiser a casa para ir para lá morar basta que informe com dois anos de antecedência o inquilino, que assim pode ficar sem a casa onde sempre viveu.
Mecanismo de negociação
O mecanismo de negociação da renda é a parte mais ideológica e grotesca desta proposta de lei, pois parte do principio que senhorio e inquilino estão em igualdade de circunstâncias para negociar e abre portas aos despejos. Assim, de acordo com a proposta de lei, o senhorio propõe um valor para a nova renda e o inquilino pode contrapropor outro valor. Se chegarem a acordo a renda sobe no mês seguinte; se não, o senhorio pode pagar 60 vezes a média do que ambos propuseram e, se não tiver dinheiro para a indemnização, o contrato altera-se automaticamente para 5 anos e para uma renda máxima que corresponde a 1/15 do valor patrimonial tributário do imóvel (cuja fórmula é ininteligível para o cidadão comum).
Se uma família ganhar menos de €2.450/mês (se pensarmos numa família em que ambos trabalham e cuidam do sogro ou sogra pensionista, ultrapassamos este valor com facilidade), a atualização não é imediata e rege-se pelo limite de1/15 do valor patrimonial tributário do imóvel, subindo no máximo até 25% do total do rendimento da família, o que pode significar aumentos imediatos de mais de 100% logo após a aplicação da lei. E este contrato tem apenas a duração de 5 anos, findos os quais a família pode ir para a rua se a Segurança Social não encontrar meios de ajudar o inquilino.
Este procedimento é semelhante para quem tenha 65 anos ou mais, ou uma deficiência com grau de incapacidade superior a 60%.
No final destes 5 anos, a renda sobe para o valor que o proprietário quiser. Se não chegarem a acordo, caberá à Segurança Social encontrar uma solução para a família, ainda que não o Estado não tenha casas para a habitação social.
Se, no entanto, não houver acordo entre senhorio e inquilino, a proposta de lei prevê um despejo rápido e sem intervenção do tribunal.
Processo de despejo ou despejos-simplex
O NRAU (Novo Regime de Arrendamento Urbano, Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, previa que ninguém poderia ser despejado sem que houvesse uma decisão de um tribunal. No entanto, e ao contrário da prática democrática de que quem decide no caso de um diferendo entre duas pessoas deve ser o tribunal, o Governo cria um Procedimento Extrajudicial que garante despejo garantido em 3 meses.
Assim, se o contrato cessar por atrasos nos pagamentos, se caducar (como acontece no fim dos 5 anos de transição que a lei prevê para os mais pobres e com mais de 65 anos ou com deficiência), se o proprietário quiser a casa de volta (denúncia livre) ou se o proprietário disser que vai fazer obras ou que precisa da casa para a família, o senhorio tem apenas de se dirigir ao Balcão Nacional de Arrendamento.
Este Balcão Nacional de Arrendamento (BNA), que devia chamar-se Balcão dos Despejos, recebe o requerimento do senhorio, notifica o inquilino para deixar a casa e se o arrendatário não contestar o tribunal emite uma autorização de entrada na casa do inquilino e este é despejado por um procedimento meramente administrativo e sem que sejam ouvidas as partes.
Aliás, é muito difícil que o arrendatário possa contestar, visto que para o fazer é obrigado a pagar uma caução, a taxa de justiça e a depositar as rendas vencidas.
É a Lei dos Despejos, feita para os mais fortes
Debaixo da propaganda da reabilitação urbana e da necessidade de incentivar o mercado de arrendamento, a Ministra Assunção Cristas do CDS-PP apresenta uma lei que transfere todas as facilidades e poderes ao lado mais forte da relação: o proprietário.
Existem hoje em Portugal mais de 700 mil fogos desocupados que estão fechados para permitir a especulação imobiliária e em vez de se agir fiscalmente, obrigando a que estes fogos entrem para o mercado de arrendamento e permitindo que mais pessoas possam arrendar, forçando também o valor das rendas, o Governo aponta baterias a 255 mil famílias, na sua maioria pobres e idosos. Esta lei é feita para proteger a especulação imobiliária dos bancos, fortalecer a posição dos proprietários e permitir a desocupação de casas em zonas históricas para a reabilitação de luxo, mesmo se para isso 100 mil famílias tenham de ir para a rua.
O Bloco de Esquerda defende o caminho contrário, é necessário forçar a entrada das 700 mil casas desocupadas no mercado de arrendamento, nomeadamente através da criação de uma bolsa de arrendamento que permita que as pessoas acedam a casas a preços controlados e que, com isso, voltem a ocupar as cidades. Compreendemos ainda os problemas dos chamados “senhorios pobres” que, até por representarem uma pequena parte do total dos proprietários, devem ser apoiados pela Segurança Social, no caso de se verificar que os inquilinos também têm carências económicas.
Estas medidas, em conjunto com um plano de reabilitação urbana que permita melhorar as condições de vida das pessoas e fomentar a criação de emprego, são o caminho de uma alternativa que se opõe aos interesses dos bancos.

O pingo amargo da evasão fiscal

O grupo Jerónimo Martins fatura mais de 8 mil milhões de euros, mas não pode contribuir com o pagamento de impostos para o país que lhe garante os lucros.
Segundo a imprensa, os 56% que a família Soares dos Santos detém na Jerónimo Martins, dona da marca Pingo Doce, passaram a ser controlados indiretamente, através de uma sociedade com sede na Holanda. A passagem das ações da família de Alexandre Soares dos Santos para uma sociedade na Holanda, onde estão sediados vários offshores, foi feita no último dia de 2012. Em outras alturas, Alexandre Soares dos Santos já tinha admitido retirar a participação de Portugal por questões fiscais.
Estamos perante mais uma manifestação do grande patriotismo dessas figuras beneméritas da pátria, como Alexandre Soares dos Santos. Isso de pagar impostos, sofrer grandes reduções nos salários, fazer sacrifícios, é para a arraia-miúda…
Os portugueses servem para comprar nos supermercados a preços, frequentemente demasiado altos, para garantir os chorudos lucros do grupo Jerónimo Martins.
Servem também para trabalhar nos supermercados com baixos salários, contratos precários, a qualquer dia ou hora (até no 1º de Maio).
Enquanto o comum dos cidadãos se vê confrontado com o agravamento das suas condições de vida, com a destruição dos seus direitos laborais e sociais, com a liberalização dos despedimentos, outros há, que imunes às dificuldades que o país enfrenta, aumentam todos os anos os seus lucros, sem assumirem qualquer responsabilidade social.
O grupo Jerónimo Martins fatura mais de 8 mil milhões de euros, mas não pode contribuir com o pagamento de impostos para o país que lhe garante os lucros.
A nossa sugestão só pode ser uma. Se Portugal não serve para sede ou para pagar impostos, então levem os supermercados para a Holanda.
Se os portugueses só servem para comprar e pagar os chorudos lucros e para trabalhadores precários, não precisamos de tais beneméritos no nosso país. Por cá precisamos de empresas económica e socialmente responsáveis que ajudem o progresso do país.
Como é óbvio esta continuada evasão fiscal dos grandes interesses económicos só é possível com a colaboração dos políticos público-privados (agora do PSD-PP), parte interessada nos interesses em jogo. O crime compensa porque quem tem o dever de defender o interesse público, não promove um verdadeiro combate à evasão fiscal e comporta-se como marioneta dos interesses privados…

Bloco contesta despedimentos nas Novas Oportunidades

O despedimento de 214 trabalhadores dos Centros Novas Oportunidades ameaça suspender a qualificação escolar e profissional de milhares de pessoas. A deputada Catarina Martins pediu explicações ao ministro da Economia.
O despedimento de 214 trabalhadores dos Centros Novas Oprtunidades ameaçam o percurso de qualificação de milhares de pessoas.
O despedimento de 214 trabalhadores dos Centros Novas Oprtunidades ameaçam o percurso de qualificação de milhares de pessoas. Foto Tiago A. Pereira/Flickr
"O Bloco de Esquerda vê com profunda preocupação o despedimento que hoje se concretiza de 214 trabalhadores do IEFP e não aceita nem compreende que estas pessoas cessem funções sem que lhes sejam pagas as indemnizações devidas", diz a deputada bloquista no requerimentoentregue esta terça-feira na Assembleia da República.
O Bloco recorda que foi um despacho de 2008 que permitiu a contratação de mais de 200 profissionais em reconhecimento, validação e certificação de competências, "a maioria dais quais já exercia anteriormente funções no IEFP, IP numa situação de ilegalidade profissional, uma vez que eram falsos recibos verdes". Com o despedimento agora anunciado de 214 trabalhadores, Catarina Martins quer explicações do ministro Álvaro Santos Pereira sobre "o futuro dos milhares de pessoas que se encontram a ser completar percursos de qualificação escolar e/ou profissional nos Centros Novas Oportunidades do IEFP e cujo percurso formativo corre o risco de ficar suspenso".
O Bloco de Esquerda estranha ainda que numa altura em que o desemprego atinge 12,4% da população, segundo os dados do último trimestre de 2011 divulgados pelo INE, seja a entidade responsável pela qualificação e pela promoção do emprego que vá proceder ao despedimento destes trabalhadores.

Portugal é o único país onde a austeridade exige mais aos pobres

De acordo com a Comissão Europeia, dos seis países europeus mais afetados pela crise, Portugal é o único onde as medidas de austeridade estão exigir mais aos pobres do que está a ser pedido aos mais ricos. O estudo não leva em consideração as medidas adotadas pelo novo Governo, pelo que a situação deverá ter-se agravado entretendo.
Portugal é o único país onde a austeridade exige mais aos pobres
Foto de Paulete Matos
Um estudo da Comissão Europeia, analisando o impacto das medidas de austeridade entre 2009 e Junho de 2011, indica que Portugal é o único país onde as medidas de austeridade têm exigido um esforço financeiro superior aos pobres do que aquele que é pedido aos mais ricos.
O documento, que compara os efeitos das políticas seguidas em Portugal, Grécia, Irlanda, Espanha, Reino Unido e Estónia, indica que “as alterações aos benefícios e ou pensões tendem a afetar os mais pobres de forma mais forte”.
As medidas de austeridade originaram perdas entre 4,5% a 6% do rendimento para os 20% dos cidadãos mais pobres a residir em Portugal. No caso das famílias com filhos, esta queda foi ainda mais acentuada, resultando em perdas que podem ir até aos 9%. No extremo oposto, dos rendimentos e dos sacrifícios exigidos, encontram-se os 20% com rendimentos mais elevados, que apenas sofreram uma diminuição de 3%.
O estudo não leva ainda em consideração as medidas implementadas na sequência do memorando assinado com a troika, e da nova maioria de direita, período correspondente ao reforço da política de austeridade ea tendência regressiva se acentuou.
A conclusão final do estudo é que a austeridade em Portugal, de 2009 até Junho de 2011 foi a mais regressiva deste conjunto de 6 países. “Portugal é o único país com uma distribuição claramente regressiva”, pode ller no estudo “The distributional efects os austerity measures: a comparison of six EU countries”.
Portugal é, também, o país onde o impacto na distribuição do esforço pelas classes de rendimento é mais assimétrico, penalizando mais uma vez os cidadãos de menores rendimentos.(ver gráfico).
Os autores do estudo indicam que, por dificuldades técnicas, não conseguem incorporar nos seus cálculos o impacto resultante dos cortes orçamentais nos serviços públicos. Outros estudos, no entanto, são unânimes em considerar que são os cidadãos com menores posses quem mais sofre com a degradação da qualidade dos sistemas de educação ou de saúde.  

Bloco defende internet aberta e democrática

O Bloco anunciou hoje a apresentação no Parlamento de um projeto que salvaguarda “o princípio universal da neutralidade na Internet”. O documento pretende impedir que, como tem vindo a ser tentado nos EUA e alguns países europeus, as operadoras cheguem a acordo com grandes empresas para criar uma rede a várias velocidades.
A neutralidade da internet é um dos seus princípios fundadores, garantido que toda a informação é disseminada pela rede à mesma velocidade, independentemente do tipo de dados, da sua origem ou destino, sem nenhuma discriminação. É esse princípio, que está na base do sucesso da própria internet e da sua democratização, que permite que a informação de um portal como o esquerda.net seja distribuída com a mesma prioridade do que a do New York Times ou das maiores empresas mundiais.
Francisco Louçã, que apresentou o projeto de resolução do Bloco no final de uma visita à Fundação para a Computação Científica Nacional, indicou que “hoje há um grande debate internacional sobre a neutralidade da Internet”, nomeadamente no Senado dos Estados Unidos, e que “já houve uma resolução do Conselho Europeu para garantir que os operadores de telecomunicações não podem tratar diferenciadamente os vários utilizadores de serviços suportados pela Internet”.
“O que estava a acontecer nos Estados Unidos é que o tráfego na Internet era tratado de forma diferenciada conforme o tipo de utilizador», lembrou o deputado do Bloco de Esquerda, considerando que “os que pagavam mais tinham uma Internet mais rápida e com uma estrutura mais garantida e os que pagavam menos eram forçados a viver com uma Internet com piores condições de débito de informação”.
Países como o Japão, Noruega, Holanda e Chile já aprovaram legislação para salvaguardar a neutralidade da internet, existindo vários países europeus com projetos no mesmo sentido a aguardar discussão nos parlamentos nacionais. Francisco Louçã garante que “esta é uma das grandes batalhas no século XXI”, apresentando como exemplo o que “aconteceu nas revoltas árabes, em que o acesso à Internet foi sistematicamente fechado por vários dos regimes que estavam a ser postos em causa pelas pessoas que se manifestavam”.
Salientando que a importância de uma internet livre é uma das condições da democracia, o coordenador da comissão política do Bloco recordou que o acesso à rede, e com elas os meios de comunicação e difusão dos manifestantes pró-democracia, permaneceu por terem ”sobrevivido algumas das redes de Internet, por exemplo das universidades”.
 

GNR baleou jovem e tentou ocultar responsabilidades

GNR baleou jovem que tentou evitar operação stop na madrugada na passagem de ano. Famílias e amigos do rapper de Santa Maria da Feira, que se encontra em coma induzido, estão indignados com a GNR, alegando que a força policial tentou ocultar o disparo.
GNR baleou jovem e tentou ocultar responsabilidades
foto retirada de www.h2tuga.net
Fábio Ribeiro Vitó, rapper de Rio Meão (Santa Maria da Feira) com 21 anos, foi baleado pela GNR, depois do carro em que seguia na madrugada da passagem de ano ter tentado evitar uma operação stop. O jovem encontra-se em coma induzido devido à gravidade dos ferimentos. A bala entrou pelo abdómen e saiu pela perna, não tendo atingido órgãos vitais, mas causando hemorragias internas que o mantêm em estado reservado.
O incidente ocorreu às sete horas da manhã de dia 1 de Janeiro, quando o jovem baleado pela GNR estava a caminho de casa na companhia de um amigo, que ia a conduzir, e da namorada, que se encontrava no banco de trás. Depois de terem tentado inverter a marcha, quando se aperceberam de uma operação stop, o carro foi parado poucos metros depois por um carro da polícia. No meio da confusão, e mesmo depois de terem visto a mancha de sangue que envolvia Fábio, os restantes ocupantes do carro nem se aperceberam que o cantor tinha sido baleado.
A força policial não fez qualquer referência ao ferimento quando chamou os bombeiros, dizendo tratar-se de “um acidente”, nem quando deixou o rapper na triagem do hospital. De acordo com a família, só quando o médico chamou a atenção para os graves ferimentos e chamou a Polícia Judiciária é que a GNR passou a admitir ter disparado.
Família e amigos do cantor estão indignando com o comportamento da força policial. Em causa está não apenas o tiro, e a forma aparentemente gratuita como um agente policial recorreu ao uso da arma de fogo, mas também a tentativa de ocultar a origem do incidente. “Quando os familiares tentaram saber o que se passou, a chefe do posto disse que o militar escorregou e disparou sem querer”, declarou Vítor Couto, produtor musical do cantor, ao Jornal de Notícias.
Nos últimos três anos é a terceira vez que um cidadão é baleado depois de se ter recusado a parar em operações stop. Destas operações, que foram criticadas pelo Bloco de Esquerda e em alguns textos na imprensa, resultaram duas mortes. Em Agosto de 2008, Vítor Hugo, jovem de 28 anos, morreu depois de ter sido baleado pela GNR na cidade do Porto. Em Março de 2010, um agente da PSP matou outro jovem músico, MC Snake. O agente autor do disparou foi condenado pelo tribunal, a 20 meses de cadeia com pena suspensa, por homicídio por negligência grosseira.
 

Pingo Doce passa a pagar impostos na Holanda

O capital maioritário que a família Soares dos Santos detém na Jerónimo Martins, empresa proprietária do Pingo Doce, passaram a ser controlados indiretamente através de uma sociedade na Holanda, país com um regime fiscal muito mais suave.
Pingo Doce passa a pagar impostos na Holanda
A família Soares dos Santos passou, no último dia de 2011, o controlo dos 56% que detém na Jerónimo Martins para uma sociedade com sede na Holanda. A operação é puramente cosmética, dado que a propriedade da sociedade holandesa também pertence à família Soares dos Santos, e pretende apenas fugir à tributação em Portugal.
Em comunicado emitido ontem, o detentor do capital maioritário da empresa que detém o Pingo Doce, garante que a operação para efeitos fiscais lhe garante o mesmo capital social e direitos de voto na Jerónimo Martins SGPS.
Não é a primeira vez que o grupo Jerónimo Martins é notícia por razões fiscais. Em Outubro de 2010, quando se soube que o Orçamento de Estado para 2011 iria alterar o regime fiscal sobre os dividendos recebidos pelas SGPS, esta empresa distribuidora antecipou o pagamento de dividendos para beneficiar de uma taxação mais favorável.
Há vários meses que Alexandre Soares dos Santos, cujas empresas têm apostado massivamente em campanhas publicitárias que realçam a responsabilidade social da empresa, vem ameaçando retirar a participação de Portugal caso a tributação em sede de IRC não seja suavizada.  
Em declarações à imprensa hoje de manhã, depois de uma visita à Fundação para a Computação Cientifica Nacional, Francisco Louçã recordou que esta situação não é um caso isolado. “Dezanove das vinte empresas do PSI 20 já estão cotadas na Holanda e não houve ninguém que dissesse nada. O que eu ouvi, na passagem do ano, foi o ministro da Economia dizer que acabámos 2011 muito bem”.
O coordenador da comissão política do Bloco considera que esta política de fiscalidade agressiva está na origem da atual crise que se vive no país. “Estes donos da economia fazem tudo o que é possível para não pagarem impostos, para obrigarem os outros contribuintes a pagarem os seus custos e para fugirem às suas responsabilidades. Foi assim que Portugal chegou onde está”, concluiu. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012: o ano das privatizações

O quadro é negro: Governo PSD-CDS vai privatizar mais de quatro mil milhões de euros de activos em 2012, o dobro do previsto inicialmente com a troika. Com os planos de Passos Coelho, em 2014, a Caixa-Geral de Depósitos será o último reduto do Estado na economia.
2012: o ano das privatizações
Em 2012, o Governo PSD-CDS irá privatizar cerca de quatro mil milhões de euros em ativos estratégicos, cerca de 70 por cento do total do plano de privatizações, orçamentado em 5,5 mil milhões, segundo os documentos da segunda revisão do memorando da troika. Foto de Paulete Matos
O Governo liderado por Passos Coelho acordou com a troika concentrar a quase totalidade do 'pacote' de privatizações no próximo ano, em vez de o dispersar ao longo do período do programa de assistência financeira (2011-2014), como estava inicialmente previsto.
Segundo adianta o jornal Sol,esta alteração irá tornar 2012 ‘o ano das privatizações’ em Portugal e marcará a saída quase total do Estado da economia. Em meados de 2014, para quando se supõe o término do acordo com a troika, a única posição relevante do Estado na economia será a Caixa Geral de Depósitos, na banca. Mas energia, águas, telecomunicações, transportes ou comunicação social estarão nas mãos de privados, tal como a vidas das pessoas estarão ainda mais austeras, com a qualidade e o acesso aos serviços públicos ameaçados e à mercê da vontade dos mercados.
Em 2012, o Governo PSD-CDS irá privatizar cerca de quatro mil milhões de euros em ativos estratégicos, cerca de 70 por cento do total do plano de privatizações, orçamentado em 5,5 mil milhões, segundo os documentos da segunda revisão do memorando da troika.
O plano inicial, assinado em Junho, contemplava receitas de privatizações de dois mil milhões de euros este ano e em 2012. O atraso nas operações e a falta de condições de mercado levaram o Governo a concentrar as vendas em 2012. No plano original da troika, o Executivo propunha-se privatizar a REN e a TAP até final de 2011. Nenhuma destas operações se concretizou.
Para além da conclusão da venda dos 21 por cento da EDP já em Janeiro, o Governo quer alienar a REN até Julho e a TAP no quarto trimestre de 2012. Em 2012 avança também a venda de um dos canais da RTP e da Águas de Portugal.
Nos últimos 20 anos, o Estado vendeu quase 30 mil milhões de euros em empresas públicas e participações em sectores estratégicos. Nos primeiros anos, foram as empresas portuguesas as principais compradoras, seguidas das europeias. Com a crise da dívida soberana, são agora países emergentes, como a China, o Brasil ou Angola, os principais candidatos a adquirir posições que abrem portas ao controlo de sectores como a energia, águas e transporte aéreo. A Three Gorges ‘ganhou’ a EDP e outras empresas chinesas já revelaram interesse na REN, por exemplo, adianta o Sol.

O destino às avessas

2011 não deixará saudade mas é preciso que faça parte da nossa memória. Não esquecer cada medida, cada justificação, cada mentira, cada promessa.
O ano que agora termina não deixará saudade e marcará a história do nosso povo. Um ano em que se viveu debaixo da catadupa das medidas de austeridade, em que os direitos foram esmagados pela doutrina do “vivemos acima das possibilidades” e o empobrecimento se tornou regra para a maioria.
2011 é o ano do ajuste de contas com o 25 de Abril, o ajuste de contas com o mundo do trabalho. O ano em que a culpa foi apontada à esquerda. Aquilo que em 5 de Junho parecia uma solução e uma saída, rapidamente se transformou numa amarga realidade e cada vez fica mais claro que não está em causa a “saída da crise” mas sim destruir tudo aquilo que constitui o nosso património democrático: a alteração das leis laborais, a destruição do serviço nacional de saúde, do transporte público colectivo, a diminuição dos salários e do poder de compra, o roubo nas SCUT, a venda dos anéis que restavam com a concretização do milionário negócio para a China com a aquisição da parte detida pelo Estado na EDP, a imoral lei do arrendamento e até o direito universal de acesso à televisão está em causa com o chamado “apagão analógico”, símbolo da insensibilidade social e do desprezo pelo interior do país, marca indisfarçável da prática deste Governo.
2011 é o ano em que milhares de portugueses e portuguesas perderam o seu posto de trabalho. Milhares de mulheres voltam a casa numa situação em que a sua cidadania, tão duramente alcançada, é amputada quando são afastadas do mercado de trabalho. Milhares de jovens vivem mês a mês com o futuro preso em 500 euros.
2011 é o ano da suprema hipocrisia que colocou a caridade no lugar da política social: existem uns – homens, mulheres e crianças, muitíssimo pobres, que recebem uns cabazes com alimentos e vão ter umas isenções depois de preencherem uns formulários e do Estado espiolhar bem as suas imaginárias contas bancárias e os outros, que ganham 600 euros e são classe média.
2011 é um ano em que parece que tudo nos foge entre os dedos como se fosse areia. É um ano de derrota, de decepção, de frustração, de depressão. Mas também é o ano em que o país saiu à rua em manifestações imensas, é o ano da Greve Geral que foi o primeiro sinal de que não aceitaremos o “destino” que nos apresentam como inevitável.
2011 não deixará saudade mas é preciso que faça parte da nossa memória. Não esquecer cada medida, cada justificação, cada mentira, cada promessa. A velocidade actual dos acontecimentos leva a que nem tudo fique registado na nossa memória. Mas, mais do que nunca ela é necessária para fortalecer a participação, para não aceitarmos passivamente tudo o que nos dizem, para nos tornarmos actores da mudança. A luta promete e 2012 terá que ficar na história como o ano em vivemos o nosso “destino” às avessas (1) e a democracia se reconstrói em cada nova forma de luta e na rua.

1- Não esquecendo os “apelos è emigração” que também marcaram este ano, revisitei a Moda do Emigrante do GAC, que diz assim: Somos um rio que corre/Por entre margens diversas/Que lentamente percorre/O seu destino às avessas/Mas é nas margens do povo/Que havemos de ser torrente/P’ra fazer um país novo/Num sentido bem diferente
 

“Não nos resignamos”

O presidente da República não poderia estar mais certo quando, na habitual mensagem de ano novo, afirmou que o povo português não se resignará. 2012 será um ano de lutas decisivas por aqueles que são os pilares da nossa democracia.
Cavaco Silva tinha a lição bem preparada quando gravou a sua mensagem de ano novo transmitida este domingo.
Uma das palavras a ser estrategicamente utilizada foi a palavra “inevitável”. Já estamos bastante habituados à mensagem da inevitabilidade. A ajuda externa era inevitável, os memorandos de entendimento firmados com a troika eram inevitáveis, as medidas de austeridade são inevitáveis. Perante todo este panorama de uma imensa conjugação de inevitabilidades, o presidente da República explica aos portugueses que apenas nos resta “manter a coesão nacional” e cumprir os compromissos assumidos com Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional.
“Somos todos responsáveis”, realçou Cavaco Silva, numa tentativa de branquear a responsabilidade daqueles que, de facto, criaram esta crise. Como se Portugal não estivesse a pagar até hoje a fatura decorrente do longo período durante o qual o atual presidente assumiu o comando do governo e abriu caminho ao esvaziamento do Serviço Nacional de Saúde, apostou num modelo de mão de obra barata, de baixas qualificações, arruinou a produção nacional e desbaratou os fundos comunitários.
O presidente da República assegurou que estará sempre ao nosso lado, e que terá sempre uma “palavra de solidariedade e de esperança”. Sim, é exatamente isso, e apenas isso, que esperamos do chefe de Estado português. Palavras de solidariedade e de esperança enquanto nos reduzem os salários, nos obrigam a trabalhar gratuitamente, nos retiram os subsídios de férias e de Natal, facilitam os despedimentos, aumentam a eletricidade o gás, condicionam o acesso à saúde, aumentam o custo dos transportes, privatizam bens e serviços essenciais e, simultaneamente, enchem os cofres da banca e dos grandes grupos económicos.
Cavaco Silva sublinhou que não nos resignaremos. Sim, tem toda a razão. Porque as nossas vidas valem mais do que as fortunas deles e porque sabemos que quem nos meteu na crise não nos tira dela.
Em 2012, travaremos, todos e todas, lutas decisivas em defesa da escola pública, do acesso à saúde, do emprego, da segurança social, lutas contra este modelo de Estado mínimo e de direitos mínimos que põe em causa os pilares da nossa democracia.

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

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Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.