segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CDS defendia descida da TSU no seu programa eleitoral


A coligação do Governo está em crise: Paulo Portas, líder do CDS, diz que só não bloqueou alterações na TSU para evitar uma rutura e, em resposta, o PSD convoca cúpulas do partido. Contudo, o CDS sempre defendeu a descida da TSU (ver programa eleitoral, p.27), tal como denunciou esta segunda-feira o deputado do Bloco Pedro Flipe Soares.
António Pires de Lima e Paulo Portas contradizem o programa eleitoral do CDS de 2011 que defendia claramente a descida da TSU para relançar a economia. Foto de Ricardo Castelo/LUSA.
António Pires de Lima e Paulo Portas contradizem o programa eleitoral do CDS de 2011 que defendia claramente a descida da TSU para relançar a economia. Foto de Ricardo Castelo/LUSA.
Em declarações à imprensa, o deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, considerou as declarações de Paulo Portas uma "falácia", lembrando que durante a campanha eleitoral o CDS defendeu a redução da Taxa Social Única (TSU).
"O CDS que ontem dizia estar em desacordo com a TSU e o seu agravamento para os trabalhadores é o mesmo CDS que há um ano e dois meses tinha a redução da TSU no seu programa eleitoral como a grande medida para o relançamento da economia. Paulo Portas andou pelo distrito de Aveiro a defender a redução da TSU, o que demonstra que é um político com pés de barro porque se esquece do que andou aqui a dizer há um ano" declarou Pedro Filipe Soares, tal como Portas, eleito por Aveiro.
Este domingo, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, quebrou o silêncio e afirmou que discordou da medida da TSU, recentemente anunciada pelo primeiro-ministro, e defendeu "outros caminhos", explicando que não bloqueou a decisão para evitar uma crise nas negociações com a troika e uma "crise de Governo". No entanto, a direção do PSD não gostou das conclusões do CDS em relação às medidas de consolidação financeira e convocou os principais órgãos dirigentes do partido para responder a Paulo Portas, a comissão permanente e a comissão política.
De facto, no seu programa eleitoral, o CDS é bem claro quanto à sua posição em relação a mexidas na TSU. Conforme se pode ler no documento (ver p.27), apesar das reservas expressas, o CDS afirma que “sempre foi favorável a medidas de redução da Taxa Social Única, paga pelas empresas” e justifica-se indicando que “conceptualmente, essa ‘desvalorização fiscal’ ajuda o emprego e o crescimento”.
E somam-se contradições. Este sábado, o presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP, António Pires de Lima, reiterou o argumento de que os benefícios da redução da TSU para as empresas são "marginais" relativamente à criação de emprego e captação de investimento e está totalmente desligada da consolidação orçamental.
Desmentido o programa eleitoral do seu partido afirmou ainda: "Acho que toda a gente tem a noção de que a posição do CDS nesta matéria não é propriamente nova. Nunca viram o CDS ao longo dos últimos anos defender uma redução da Taxa Social Única para aumentar a competitividade da economia portuguesa e muito menos à custa dos trabalhadores”.
CDS tem responsabilidades diretas na questão da TSU e no recente perdão fiscal
O deputado Bloquista sublinhou ainda que tem sido com o Ministro da Segurança Social – ministro do CDS, Pedro Mota Soares – com quem a medida da TSU tem vindo a ser preparada pelo Governo e que "é o secretário de Estado do CDS, Paulo Núncio, o responsável por este perdão fiscal aos milionários que tinham dinheiro no exterior", pelo que "o CDS está no Governo a promover estas desigualdades" com as suas medidas.
Falando aos jornalistas frente à antiga dependência do BPN, hoje do banco BIC, Pedro Filipe Soares acusou o Governo de "proteger todas as isaltinices e loureirices" ao conceder um novo perdão fiscal. "O Governo promoveu recentemente uma amnistia fiscal, permitindo aos milionários que fugiram ao fisco e puseram o seu dinheiro no exterior, que agora regressassem pagando uma mera taxa de sete e meio por cento. Se pagassem o que deviam havia um encaixe superior aos cortes na função pública", criticou.
Pedro Filipe Soares disse ainda esperar a clarificação da posição do Presidente da República no próximo Conselho de Estado sobre o próximo Orçamento de Estado, tendo em atenção os limites constitucionais das medidas.

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Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

Clique aqui para ler

Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.