sábado, 30 de abril de 2011
Bloco promove acções sobre actividade económica em Alcanena
Francisco Louçã: "Os portugueses têm o direito de conhecer esta dívida
Modelo de avaliação de professores mantém-se em vigor
Estudantes protestam contra aumento do preço das refeições

BPI lucra 45,3 milhões nos primeiros 3 meses do ano

Fecharam 1400 empresas este ano

sexta-feira, 29 de abril de 2011
Bloco promove acções sobre actividade económica em Alcanena
“Programa do PS tem perna muito curta”

O programa eleitoral do Partido Socialista, apresentado esta quarta-feira por José Sócrates, “é uma amostra de programa que tem a perna muito curta porque não vai durar mais que uma semana”, até ser apresentado o verdadeiro programa, o do FMI e da Comissão Europeia, que, esse sim, definirá a verdadeira política do PS, do PSD e do CDS, disse esta quinta-feira Jorge Costa, dirigente do Bloco de Esquerda.
A política de austeridade do FMI e da Comissão Europeia é o verdadeiro programa eleitoral desta “aliança FMI” do PS com a direita, prosseguiu o dirigente bloquista.
Quanto ao programa apresentado por Sócrates, Jorge Costa destacou que as promessas renovadas de combate à precariedade se chocam com a herança do código de trabalho de Vieira da Silva, que elevou a precariedade aos maiores níveis de sempre.
A outra proposta, a da reabilitação urbana, “é promessa antiga, e depois de seis anos de governo a habitação atravessa a maior crise de sempre”, sublinhou o dirigente bloquista e deputado por Setúbal, reafirmando que “o programa escondido do PS é o do FMI”.
A Batalha da Comunicação
Não existem receitas acabadas sobre como um partido pode vencer no campo da comunicação e marketing político. E a este respeito até podemos deixar para segundo plano as campanhas de rua e os comícios. A comunicação nestes momentos é feita sobretudo pela forma como o partido se posiciona perante a agenda e como consegue também influenciá-la. No fundo, como consegue um partido ficar bem na fotografia, ganhando a opinião pública, mas também a massa crítica da sociedade (comunicação social, opinion makers, etc). Assim sendo, uma entrevista ou um debate televisivo bem sucedido pode valer mais do que 50 comícios. E um bom posicionamento sobre um tema chave da campanha pode valer mais do que 1.000 outdoors.
Como se tem tornado evidente, o PS está de facto a recuperar nas sondagens apesar de estar a tomar as medidas mais austeras das últimas décadas. E tal subida é feita não apenas à custa do eleitorado do centro que está a conseguir conquistar despoletando uma espécie de síndrome de Estocolmo, mas também de um eleitorado mais à esquerda que, por pressão do voto útil ou não, parece disposto a confiar-lhe o seu destino numa perspectiva do mal menor. Parece igualmente evidente que tal se está a dever a uma estratégia de comunicação do PS que está a garantir que Sócrates passe entre os pingos da chuva, não cometendo erros significativos, ao mesmo tempo que os deslizes de comunicação dos seus opositores estão a empurrá-los para trás.
Tal demonstra ainda com maior clareza que será sobretudo nos domínios da comunicação que se jogará o resultado das próximas eleições. Gostemos ou não, mais do que o conteúdo, será sobretudo a forma como o mesmo será apresentado pelos diversos partidos que determinará o sucesso ou insucesso neste pouco mais de um mês que resta até ao grande dia. E parecem não existir pruridos que resistam a esta realidade crua: ou se consegue ganhar nestes domínios, ou então não surgirão surpresas agradáveis a 5 de Junho. É o tudo por tudo e convém que todos estejam cientes e preparados para esta batalha que se joga taco a taco.
CT quer um 3º turno na Autoeuropa

A Autoeuropa, maior fabricante de automóveis do país, voltou a rever em alta a produção prevista para 2011. Inicialmente estava programada a fabricação de pouco mais de 100 mil unidades neste ano. No final de Março, a administração anunciou que iria aumentar a produção de 120 mil unidades para 130 mil.
Nessa altura, foi negociado um acordo entre a CT e a Administração para reduzir a paragem colectiva do Verão para duas semanas, de modo a permitir que se atingisse a produção desses 130 mil veículos, fazendo parte desse acordo a passagem progressiva de 300 trabalhadores temporários para trabalhadores da Volkswagen.
Diante do novo aumento da produção, e a manter-se a actual tendência de alta nas encomendas,a CT considera que deve ser evitado o recurso a mais trabalho extraordinário, e deve ser antes criado um terceiro turno, “aumentando assim o emprego e garantindo a qualidade e a produtividade necessária”.
Carvalho da Silva: 'troika' quer mesmo destruir direitos dos trabalhadores

Para o secretário-geral da CGTP, no plano dos direitos dos trabalhadores, o que a ‘troika’ pretende “é mesmo destruir o fundamental daquilo que produziu o desenvolvimento da sociedade portuguesa".
Em entrevista à agência Lusa, o antigo primeiro-ministro dinamarquês Poul Rasmussen, criador do conceito da flexissegurança, considerou que a ‘troika’ que negoceia com Portugal as condições para o resgate financeiro vai tentar destruir os mecanismos sociais de protecção dos trabalhadores portugueses.
Rasmussen diz que o que tem visto “é que a maioria dos governos europeus, conservadores, adoram a palavra flexibilidade mas esqueceram-se da palavra segurança". E diz recear que a pressão da União Europeia e do FMI seja no sentido de desmantelar a protecção dos trabalhadores, de questionar os mecanismos de negociação colectiva. “Deixe-me dizer, eu desaconselharia profundamente a UE e o FMI de exigir a Portugal que acabe com a negociação colectiva", acrescentou, recomendando a Portugal que lute “para conseguir os melhores resultados das negociações”.
Para Carvalho da Silva, “as declarações são interessantes e vêm confirmar o que andamos a dizer. No que diz respeito à União Europeia, vimos chamando a atenção que a sua condução política e económica é hoje a expressão da vanguarda da ortodoxia neoliberal no mundo".
Economista, Poul Rasmussen é o actual presidente do Partido Socialista Europeu e foi o primeiro-ministro da Dinamarca entre 1993 e 2001.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
“Querem juntar no mesmo governo todos os que provocaram a crise”, diz Louçã

20% dos trabalhadores temporários estão no Estado

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde
Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente
Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente
à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena
O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.
Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.
Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.
Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.
Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.
Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.
Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.
A Deputada
Rita Calvário
Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?
Comunicado de Imprensa
Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR
Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.
Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.
Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.
A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.
Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.
A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.
No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.
No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.
Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.
Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.
O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena
Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República
Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.
O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.
Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena
Carta à AUSTRA
INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.