quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mercados começam as apostas sobre qual será o próximo país a cair

O casino está aberto e os proventos, para dizer a verdade são bastante tentadores. William Hill, a maior casa de apostas de Londres, vaticina que o próximo país a pedir auxílio será a Espanha. Paga 1,1 euros por cada euro apostado, enquanto que o resgate italiano é pago a 3 por 1, o da Bélgica a 5 por 1 e o hipotético resgate da Alemanha é pago a 500 por 1. Por Marco Antonio Moreno
Gráfico retirado de El Blog Salmón
Gráfico retirado de El Blog Salmón
Rendida a Grécia, e submetida aos draconianos planos de ajustamento e cortes que a troika UE/BCE/FMI impõe, o apetite dos mercados começa a procurar a próxima vítima. Portugal e a Itália são os favoritos para os detentores de títulos de dívida pública, dado que os seus crescentes défices começaram a provocar inquietação por serem maiores do que os seus governos prometeram. Isto, aos olhos do BCE, não é mais do que a demonstração clara e palpável da incapacidade e inépcia das autoridades para gerir as contas.
O erro de estigmatizar a dívida como “o grande problema”
Como assinalei há um ano, o problema não é a dívida mas o desemprego, o erro foi estigmatizar a dívida como o grande problema da economia, não tendo em conta que um problema de dívida não só pode eliminar-se controlando a despesa, mas também elevando o consumo, aumentando os investimentos e a recolha de impostos, entre outras coisas. Aplicando os cortes orçamentais como único remédio numa economia famélica, esta debilita-se ainda mais criando uma autêntica bomba de relógio.
Um exemplo, de que nas economias débeis o endividamento aumenta sempre, é dado pela dos Estados Unidos. Na primeira economia do mundo as dívidas hipotecárias e de cartões de crédito são agora maiores do que há cinco anos. Hoje, os consumidores têm uma dívida 37% maior do que há dez anos, e muito próxima do máximo de 2,6 mil milhões de dólares registados em Setembro de 2008. O nível actual da dívida de consumo está em 2,4 mil milhões de dólares, como indica Tom Lauricella em The Wall Street Journal.
A dívida hipotecária nos Estados Unidos chega aos 9,9 mil milhões de dólares e 23% desta dívida supera o valor das habitações que a originaram. De acordo com Robert Shiller, o preço das habitações pode ainda cair mais 25%. Tal como em Espanha, onde o milhão de propriedades à venda ameaça afundar os preços em 30%. Isto é o que pressiona a liquidez bancária e aumenta as tensões de insolvência que fazem as bolsas viver jornadas em vermelho, como as das últimas seis semanas. Nouriel Roubini advertiu ontemque “Espanha corre um risco significativo de perder o acesso ao mercado de capitais”.
Estados Unidos, o principal da lista
O FMI assinalou que os Estados Unidos devem aumentar o tecto da sua dívida dos actuais 14.300.000.000.000 dólares (14,3 biliões de dólares), dado que está à beira do incumprimento massivo. Com os incumprimentos das dívidas soberanas na ordem do dia, planos draconianos de ajustamento e precariedade financeira global, podemos ver o que está para vir no segundo semestre.
Este tipo de informações eram inimagináveis há três anos atrás. Que agora seja o próprio FMI a dizer que os Estados Unidos estão à beira do incumprimento massivo, encerra uma grave contradição do sistema: o FMI nunca auditou as contas da Reserva Federal dos Estados Unidos, mas fê-lo com as contas dos países do Terceiro Mundo e está agora a fazer com a Grécia. Tem sentido auditar países pequenos, cujo impacto e dano em caso de bancarrota é reduzido e não auditar os países grandes, onde se realizam as grandes fraudes financeiras?
Por isso não deve surpreender que, perante as versões interessadas que circulam segundo as quais a crise da dívida soberana que se desenrola actualmente na Europa é a maior ameaça para os mercados financeiros globais, os economistas do Banco da China assinalem que o autêntico problema “é o da dívida soberana dos Estados Unidos, dado que é muito mais perigosa que a crise da dívida europeia, ao estar ligada a todo o mundo” e como “a crise da dívida soberana dos Estados Unidos continuará a intensificar-se nos próximos anos, continuará a criar altos níveis de risco”.
Isto demonstra que as teses defendidas por Josef Ackerman, CEO do Deutsche Bank e membro do Comité Directivo do Grupo de Bilderberg, empregadas para impulsionar o resgate grego, ao afirmar que, “se a crise na Grécia se estende ao resto da zona euro, isto poderia constituir um desastre muito maior que a queda do Lehman Brothers”, eram falsas. Os maiores riscos correm agora por conta dos Estados Unidos e o resgate à Grécia em nada ajudou o governo grego dado que os interesses de Ackerman só defendiam a grande banca alemã. Sabe-se que as medidas de austeridade que se imporão à Grécia não garantirão nenhum horizonte prometedor para a Grécia e, depressa a veremos novamente em dificuldades como antecipa The Wall Street Journal, queestima para Setembroos próximos “resgates” à Grécia. Isto demonstra que, longe de ajudar os gregos, o plano de “resgate” da troika UE/BCE/FMI afunda mais a Grécia dado que ao proteger o sistema financeiro se destrói a qualidade de vida das pessoas.
Artigo publicado em El Blog Salmón, traduzido por Carlos Santos para esquerda.net

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Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

Clique aqui para ler

Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.