quinta-feira, 7 de abril de 2011
Chantagem ou democracia
Apresentação do livro ‘Portugal Agrilhoado, A economia cruel na era do FMI’
Governo vai diminuir número de entradas gratuitas nos museus e palácios nacionais
É hora de julgar os crimes económicos contra a humanidade?
PT paga 3 milhões de euros a dois ex-administradores em 2010
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Governo “tem agora os bancos privados a morder a mão que os ajudou"
terça-feira, 5 de abril de 2011
Bancos portugueses deixam de dar crédito ao Estado
Ainda na noite desta segunda-feira, Carlos Santos Ferreira, presidente executivo do BCP, falou abertamente sobre o pedido de ajuda, numa entrevista à TVI. Ricardo Salgado, do BES, provavelmente fará o mesmo esta terça-feira.
Trata-se de pôr o Estado a tomar medidas para salvar os bancos embora seja dito que o Estado português necessita mesmo dos tais 15 mil milhões de euros para cumprir com os seus compromissos até final de Junho.
O Negócios explica que a decisão dos bancos de não emprestarem de momento mais dinheiro ao Estado não é uma retaliação, e que resulta de uma “sobre-exposição no último ano”, em que os bancos portugueses “têm estado activamente a financiar o Estado” português, quer servindo de intermediários com o Banco Central Europeu (BCE) quer indo directamente aos leilões de títulos de dívida. Contudo, os bancos portugueses têm financiado o Estado a juros muito mais altos comparados com os que pagam quando recorrem ao crédito do próprio BCE.
No entanto, agora os grandes bancos deixaram de ter mais margem para isso, o que o Negócios sugere que resulta pelo menos em parte dos cortes de rating da dívida nos últimos dias – e a que se acrescentou já esta terça-feira o da Moody’s – para níveis pouco recomendáveis, o que prejudica os balanços de quem tem títulos da dívida portuguesa.
Esta posição dos bancos vai no entanto restringir muito as possibilidades de financiamento do Estado, que já tem os mercados quase fechados e anunciou recentemente um programa de emissão este trimestre de títulos de dívida apenas de curto prazo de sete mil milhões de euros.
Juros da dívida pública a cinco anos superam os 10 por cento
Os juros das obrigações portuguesas estão em alta em todos os prazos. Na maturidade a cinco anos, os juros da dívida portuguesa superaram pela primeira vez os 10 por cento e seguem a ganhar 12,4 pontos base para 10,042 por cento.
Os juros da dívida a dois anos subiram para 8,854 por cento, enquanto os juros das obrigações a 10 anos estão nos 8,666 por cento. A taxa de juro da dívida a dois anos continua, assim, acima da remuneração das obrigações com maturidade a 10 anos. Um sinal de que existem receios de que Portugal não cumpra o pagamento da dívida (o jornal Diário Económico avança esta terça-feira que o incumprimento poderá ser de 40 por cento) e algo que já não acontecia desde 2004 com a dívida portuguesa.
Esta terça-feira a Moody’s baixou o "rating" de Portugal em um nível de A3 para Baa1 e disse que poderá efectuar mais cortes. A Moody’s afirma que quem ganhar as eleições legislativas vai ter que recorrer ao Fundo de Estabilização Europeu "com carácter de urgência".
Bloco diz que bancos querem que seja accionada ajuda do fundo europeu
“O que parece é que os bancos estão a pedir a intervenção do Fundo [Europeu] de Estabilização Financeira”, disse o deputado bloquista José Gusmão.
Esta situação, comentou o deputado, “mostra como foi trágica a opção do Governo de responder a esta crise económica através de uma política de austeridade assimétrica”.
Quanto a uma ajuda intercalar, José Gusmão disse que o Bloco de Esquerda não sabe de que mecanismo se trata.
Eis que chegam os abutres
As justificações são pouco originais - temem a instabilidade política e social, duvidam da nossa capacidade para cumprir as metas do défice e consideram que temos dificuldade em conseguir fontes estáveis de financiamento.
Continuam a fazê-lo com a suposta seriedade de quem não tem nada a ver com o assunto, munidos de uma legitimidade que ninguém lhes conferiu, pelo menos não de forma democrática.
No dia 24 de Março, tanto a Fitch como a S&P reduziram o rating português, na sequência da não aprovação do último pacote de austeridade e a resignação do primeiro-ministro.
O analista de crédito da S&P afirmou na altura esperar “que o governo sucessor não tenha escolha a não ser adoptar uma versão destas propostas de reforma, dado o interesse aparentemente reduzido dos investidores pela divida portuguesa (...).”
Este não é um aviso sem consequências, já que foi o causador de um novo máximo nos juros da divida pública, em todos os prazos. E por cada vez que a ameaça de uma empresa privada - como a S&P - relativamente aos desígnios da política nacional agrava as condições de financiamento da economia, a democracia sai enfraquecida.
Desde Janeiro de 2010, a Moody’s reduziu o rating da República 4 níveis, a Standard & Poors 5 níveis e a Fitch 6. Mas desde Janeiro de 2010, o défice não é seis vezes maior e a nossa incapacidade de crescer não piorou quatro vezes. A única variável que acompanhou a evolução dosratings foram mesmo os juros da divida pública (e outros instrumentos financeiros).
Sempre que uma agência de rating anuncia um novo corte, ou diz aos jornais que está a pensar fazê-lo, os juros batem recordes, tornando cada vez mais penoso pagar a nossa dívida futura e aproximando-nos da bancarrota.
O peso dos juros tornou-se no principal problema da nossa economia – não pedimos emprestado para investir, ou para despesas sociais, mas para conseguir suportar os juros das novas emissões de divida pública. Entretanto, a degradação dos ratings dificulta também o financiamento das empresas e dos bancos privados, hipotecando qualquer hipótese de recuperação do investimento privado nos próximos tempos.
Não existem cortes “preventivos” nos ratings. Quando o processo começa, o que se segue é uma contínua degradação das condições de financiamento da economia, com consequências ao nível das contas públicas e da percepção do risco pelos mercados, que leva a novos cortes, e assim sucessivamente até à bancarrota. E eis que chegam os abutres, prontos para especular com o que resta e comprar por tuta-e-meia o Estado a preço de saldo.
Provedor de Justiça questionou INE sobre pergunta dos recibos verdes
"Qual o modo como exerce a profissão indicada?" tornou-se uma questão polémica devido à sugestão de resposta feita no questionário dos Censos em curso, que indica que deve ser assinalada a opção "trabalhador por conta de outrem" caso a pessoa "trabalhe a recibos verdes mas tenha um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efectiva e um horário de trabalho".
Esta questão já deu origem “a 544 reclamações até agora [17:00 de segunda feira]”, acrescentou a assessora do Provedor de Justiça.
Acção judicial para substituir pergunta que "encobre falsos recibos verdes"
A polémica foi lançada quando os movimentos de precários denunciaram que a pergunta tentava branquear a situação dos falsos recibos verdes.
Na altura o Instituto Nacional de Estatística (INE) esclareceu que "nos Censos nunca será possível recolher informação sobre todas as questões de interesse para a sociedade" e que "no contexto dos Censos está em causa conhecer a situação face ao mercado de trabalho de facto e não de direito, de acordo com as categorias usuais".
Na passada quarta-feira, três movimentos de trabalhadores precários (FERVE, Precários Inflexíveis e Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual) e os promotores do protesto Geração à Rasca entregaram uma acção judicial no Tribunal Administrativo de Lisboa exigindo a alteração da pergunta. No dia seguinte, o Tribunal deferiu a intimação e terá enviado um pedido de esclarecimento ao INE relativamente ao conteúdo da pergunta 32 dos Censos 2011.
Os precários, que já tinham apelado anteriormente à apresentação de uma queixa junto do Provedor de Justiça, exigem que o INE admita o erro, “para que a maior operação estatística no país não se transforme num instrumento para branquear a verdadeira dimensão da enorme fraude social que são os falsos recibos verdes”.
No início de Março, o Bloco de Esquerda requereu a realização, com carácter de urgência, de uma Audição com o Governo, através do Ministro da Presidência, por considerar que “o processo de Censos (…) contém indicações para os recenseadores que podem encobrir e mascarar a realidade dos falsos recibos verdes”.
INE obrigado a retirar duas perguntas do inquérito dos Censos 2011
As perguntas em causa são: uma relativa às uniões de facto, na qual se pede para se identificar se o parceiro é do mesmo sexo ou de sexo diferente; a outra diz respeito à identificação das pessoas que estavam presentes no dia 21 de Março no alojamento do inquirido.
Estas duas perguntas foram consideradas pela Comissão Nacional de Protecção de Dados como sendo informação «sensível», da esfera da «vida privada», pelo que este organismo proibiu o INE de registar na bases de dados estas informações.
Apesar do INE ter tido muito tempo para preparar a operação, o pedido de autorização para o tratamento das respostas ao Censos só foi feito à Comissão de Protecção de Dados no dia 10 de Março.
"Precisamos de mentiras novas" porque Sócrates contou "história" que "não é convincente"
"É altura de dizer ao primeiro-ministro que ou ele aprende alguma coisa com a experiência dos sucessivos pacotes de austeridade, que conduziram ao empobrecimento do país no último ano ou, lamento dizer-lhe, mas precisamos de mentiras novas, porque de facto, esta história que é vendida por José Sócrates aos portugueses não é convincente", declarou a deputada do Bloco aos jornalistas, no Parlamento.
De acordo com Ana Drago, a cada novo conjunto de medidas de austeridade, como "cortes nos salários, cortes nos abonos de família, cortes nos subsídios de transportes de doentes, congelamento das pensões", José Sócrates "tem vindo a dizer que este é o momento em que se consegue colocar um ponto final na crise da dívida pública" e "hoje repetiu exactamente a mesma história" a propósito do pacote que a oposição chumbou no Parlamento, levando à sua demissão.
Mas "essa história não bate certo ao longo do último ano" e "a verdade é que o país tem estado a empobrecer, a capacidade de produção de riqueza da nossa economia está a diminuir, entrámos em recessão", acrescentou.
Por outro lado, Ana Drago considerou que na entrevista à RTP o primeiro-ministro manifestou "uma certa satisfação em atacar o PSD", o que disse compreender, "porque, de facto, o PSD vai dizendo, com alguma alegria, que, não só o PEC IV era pouco, como era necessário ir mais longe nos pacotes de austeridade".
"E, portanto, é sobre este debate que eu creio que os portugueses têm de reflectir nos próximos tempos porque, de pacote de austeridade e de PEC em PEC, o país tem perdido a sua capacidade de responder a uma crise social e económica gravíssima", concluiu.
PCP e Bloco de Esquerda reúnem-se sexta-feira
As direcções do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda vão reunir-se na próxima sexta-feira às 11 horas na Assembleia da República. Na agenda do encontro estão consultas mútuas sobre a crise política e social que o país atravessa. A reunião foi proposta pela Comissão Política do Bloco de Esquerda e aceite pela direcção do PCP.
Para Jorge Costa, dirigente do Bloco, “a troca de impressões que se vai realizar é muito importante e vem na sequência de múltiplas convergências na recusa da política do FMI que já está a ser aplicada em Portugal”.
Recorde-se que na sexta-feira o coordenador do Bloco, Francisco Louçã, anunciou que vai propor à VII Convenção, de 7 e 8 de Maio, uma estratégia de unidade à esquerda, no sentido de diálogos com o PCP, sindicalistas e socialistas.
“O caminho que faremos é para desenvolver a capacidade de aproximação entre os distintos sectores da esquerda, sabendo que, no Parlamento e na vida social, nos temos encontrado na recusa da recessão, com o PCP, com sindicalistas, com trabalhadores e activistas sociais que são independentes, com gente que se tem abstido e com muita gente que tem votado no PS não aceitando hoje as políticas de recessão”, disse, acrescentando que defende uma estratégia que promove “todas as pontes necessárias e todos os diálogos possíveis”, de modo a “construir uma alternativa que possa governar, liderar e alterar as regras desta economia que se tem fechado no desastre económico”. Na mesma oportunidade, Louçã observou que “na luta contra as medidas liberais e em defesa dos salários e do emprego, PCP e BE têm tomado posições convergentes”.
Em resposta, Jerónimo de Sousa disse este domingo que, para as legislativas de 5 de Junho, o PCP mantém a coligação com o Partido Ecologista “Os Verdes”. Mas está disposto a entender-se numa aliança pós-eleitoral com o Bloco de Esquerda. “Há muitos homens e mulheres, portugueses, preocupados com o futuro do país, que procuram dar uma contribuição para travar este rumo. Em relação ao BE, é preciso que clarifique os seus objectivos. Mas não temos nenhum preconceito em considerar que existam portugueses também preocupados com a situação dispostos a fazer um esforço para esse governo patriótico e de esquerda”, disse o secretário-geral dos comunistas, que sublinhou: “A concretização da política necessária à resolução dos problemas nacionais exige a formação de um governo patriótico e de esquerda capaz de assegurar uma nova fase da vida do país marcada pelo desenvolvimento, a justiça e o progresso social, um governo para salvar o país e não um governo dito de salvação nacional”.
Gasolina atinge valor recorde
Esta segunda-feira o preço da gasolina subiu para o valor mais elevado de sempre: 1,599 euros por litro como referência, o que significa que nos postos já se está a pagar mais de 1,6 euros por litro, dado que os revendedores cobram normalmente preços superiores aos de referência. O preço do gasóleo não sofreu ainda alterações.
Desde o início do ano, a gasolina já aumentou 12 cêntimos por litro e o gasóleo subiu 16 cêntimos. Um depósito de 50 litros de gasolina custava em Janeiro 74,2 euros, menos 5,75 euros do que agora.
O último relatório da Comissão Europeia mostra que Portugal tem dos combustíveis mais caros entre os 27 Estados-Membros, antes e depois de impostos. De acordo com o último relatório de Bruxelas, que compara preços com impostos, Portugal tem a sétima gasolina mais cara da União Europeia a 27 países. Quanto ao gasóleo, Portugal apresenta o oitavo preço mais elevado do mercado.
Se não se levar em conta os impostos, os preços da gasolina e do gasóleo sobem para a sexta e segunda posições entre os países da UE com os combustíveis mais caros.
Recorde-se que a Galp teve no ano passado lucros de 441 milhões de euros, 27,9% mais que no ano anterior. Já Américo Amorim, um dos principais accionistas da Galp (o seu grupo Amorim-Energia tem 33,34% da empresa) teve a sua fortuna aumentada 1.100 milhões no ano passado, sendo o 200º homem mais rico do mundo.
Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde
Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente
Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente
à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena
O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.
Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.
Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.
Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.
Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.
Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.
Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.
A Deputada
Rita Calvário
Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?
Comunicado de Imprensa
Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR
Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.
Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.
Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.
A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.
Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.
A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.
No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.
No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.
Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.
Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.
O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena
Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República
Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.
O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.
Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena
Carta à AUSTRA
INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.

