quinta-feira, 7 de julho de 2011

Educação: Santana Castilho arrasa programa de governo

Um dos autores do programa do PSD para a Educação acusa Passos Coelho de ter "várias palavras" após deixar cair a promessa de revogar o modelo de avaliação quando chegasse ao governo.
"O homem de uma só palavra mostrou ter várias", disse Santana Castilho
"O homem de uma só palavra mostrou ter várias", disse Santana Castilho
"Passos prometeu suspender o processo de avaliação do desempenho dos professores? Prometeu! Mal tomou posse, sem pudor, confiscou, taxou e continuou. O homem de uma só palavra mostrou ter várias", acusa o professor universitário num artigo de opinião publicado esta quarta-feira no jornal "Público".
Santana Castilho ajudou o PSD a elaborar o programa eleitoral na área da Educação, mas o mal estar com Passos Coelho já tinha ficado evidente quando este apresentou um livro seu em vésperas do início da campanha eleitoral. O resultado final do programa não agradou a Castilho, que em plena apresentação se dirigiu a Passos Coelho, dizendo que "é preciso confiar nos professores e aquilo que está no programa não é confiar nos professores". No fim da apresentação, o agora primeiro-ministro prometeu a Castilho "melhorar o programa" após ouvir as suas críticas.
Agora, o programa de governo veio confirmar as preocupações de Santana Castilho, que não poupa também o actual ministro da Educação. "Nuno Crato lamentou o tempo que se perde com conflitos. Mas permite que continue o maior do sistema", diz Castilho, referindo-se ao modelo de avaliação ainda em vigor.
"Foi deplorável Pedro Passos Coelho ter dito que não revoga a avaliação do desempenho porque agora só tem três meses, quando, em Março, quando a propôs, tinha seis", acusa ainda o autor de "O Ensino Passado a Limpo". E pergunta ao primeiro-ministro se já se esqueceu que "em Novembro de 2009, o PSD deu ao PS um mês para fazer a mesma coisa".
"Entre o programa eleitoral do PSD e o programa do Governo, sumiram os princípios que deveriam nortear o futuro modelo. Dissimuladamente, como convinha!", remata o ex-apoiante de Passos Coelho.

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