O Governo da Madeira enviou para o Ministério Público as declarações proferidas por Roberto Almada e Daniel Oliveira, que afirmaram que a "corrupção está institucionalizada e é legal" naquela região.
Os bloquistas Roberto Almada e Daniel Oliveira participaram num acção promovida pelo Bloco em frente ao edifício da Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal, durante a qual afirmaram que "a corrupção está institucionalizada e é legal" naquela região.
A decisão do Governo Regional foi esta segunda-feira divulgada numa nota distribuída pelo gabinete da presidência de Alberto João Jardim, numa reacção à iniciativa de pré-campanha para as legislativas promovida pelos bloquistas em frente ao edifício da Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal. Nesta participaram o coordenador regional, Roberto Almada, e o militante e comentador político, Daniel Oliveira.
"Num momento em que o PSD e Passos Coelho falam, no país, em desperdício do Estado, no Estado gordo, com objectivo de cortar no Estado Social, temos um excelente exemplo, na Madeira, de um Estado clientelar e corrupto", declarou Daniel Oliveira.
Para Daniel Oliveira, o líder do PSD-M e do Governo Regional é a "caricatura do regime", acrescentando que "o dr. Alberto João Jardim é o representante máximo do regime que ele tanto diz criticar, é o representante pleno dessa promiscuidade entre interesses públicos e privados em que pessoas usam o dinheiro dos contribuintes para enriquecer", cita o Diário de Notícias da Madeira.
"Na Madeira a corrupção está institucionalizada, é legal", disse, defendendo ser urgente colocar um travão à "impunidade absoluta" que o presidente do Governo Regional usufrui. “Na Madeira, os contribuintes pagam para enriquecer os amigos do dr. Alberto João Jardim", sustentou, acrescentando que "a autonomia não serve para dizer aos madeirenses que podem ser mais roubados do que o resto dos portugueses", sustentou.
"A Constituição da República aplica-se no país todo, a ética política não tem off-shores, não há espaços onde é dispensável", sublinhou ainda.
Segundo o coordenador regional, Roberto Almada não está em vigor na Madeira o regime das incompatibilidades e impedimentos para os titulares de cargos políticos, o que permite que "um deputado, de manhã, possa aprovar leis que o podem beneficiar à tarde". O candidato do Bloco pelo círculo eleitoral da Madeira garantiu que vai lutar, caso seja eleito para a Assembleia da República, para que esta lei seja aplicada na Madeira.
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