A Federação dos Sindicatos da Função Pública acusou esta terça-feira o Ministério da Educação de “pressionar” os trabalhadores das escolas a não aderir à greve de sexta-feira, dia em que milhares de alunos realizam uma prova de aferição.
Na convocatória, a federação sindical afirma que a greve nacional é “para exigir uma mudança de rumo político para o País, que garanta a defesa dos Serviços Públicos e dos trabalhadores deste sector”. Foto Paulete Matos.
Em comunicado enviado para à Lusa, a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FP) diz ter recebido “muitas e variadas informações” indicando que as direcções das escolas estão a “coagir os trabalhadores não docentes para não aderirem à greve nacional”.
Segundo a FP, os trabalhadores são informados de que terão “falta injustificada” caso não compareçam na escola esta sexta-feira: “Segundo nos foi relatado, em vários estabelecimentos de ensino, as respectivas direcções comunicaram aos trabalhadores que a eventual participação na greve resultaria na marcação de uma falta injustificada”.
O comportamento "reprovável e inaceitável" do ministério "denota uma evidente situação de coação e naturalmente, de violação da legislação sobre o direito à greve”, acusa a FP.
A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública dirigiu à ministra da Educação uma carta protestando contra esta situação e reclamando para que de imediato cessem todas e quaisquer atitudes de pressão sobre os trabalhadores.
A greve da Função Pública ocorre no dia em que, nas escolas, milhares de alunos estão a fazer as provas de aferição de português.
Ouvido pela TSF, o sindicalista Luís Pesca disse que o comportamento das direcções das escolas é “ilegal” e “inadmíssivel”. “Estão a fazer-se ameaças às pessoas de que irão ser prejudicadas na sua avaliação de desempenho e que poderão, no limite, ser-lhes marcadas faltas injustificadas”, explicou.
A greve da função pública que se realiza sexta-feira é uma forma de luta contra a redução dos salários, congelamento das carreiras e progressões, o trabalho precário e o aumento de impostos. Na convocatória, a federação sindical afirma que a greve nacional é “para exigir uma mudança de rumo político para o País, que garanta a defesa dos Serviços Públicos e dos trabalhadores deste sector”.
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