CGTP e Confederação dos Agricultores recusam-se a assinar o acordo tripartido proposto pelo governo e que será apresentado na cimeira da zona euro em Bruxelas. CGTP afirma que a declaração é “inaceitável e prejudicial para o país” e que irá “aumentar a precariedade, o desemprego e a recessão”.
Carvalho da Silva. Foto de Tiago Petinga/Lusa(arquivo).
A CGTP e a Confederação dos Agricultores (CAP) recusaram assinar a declaração tripartida discutida esta quarta-feira na reunião de Concertação Social e que o governo pretende levar à cimeira em Bruxelas na próxima sexta-feira.
O documento prevê que os parceiros mantenham o diálogo no sentido de chegar a um acordo sobre as cinquenta propostas do executivo socialista aprovadas em Conselho de Ministros em Dezembro, entre as quais a simplificação dos processos de lay-out, a redução das indemnizações em caso de despedimento e a criação de um fundo que venha a financiar os despedimentos.
Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, considera que “a concertação está esvaziada de conteúdos concretos porque está desfocada dos problemas centrais” e que o documento contribui para “aumentar a precariedade, o desemprego e a recessão”.
O representante da CGTP afirmou que irá estar na próxima reunião de Concertação Social, apesar de ter consciência “de que este processo está fechado antes de se iniciar”.
Sem comentários:
Enviar um comentário