sexta-feira, 25 de março de 2011

Coligação PS-PSD é a economia do desastre

Aos que defendem o bloco central para depois das eleições, Francisco Louçã observa que a experiência prática da grande coligação entre PS e PSD já a temos, é a grande recessão que o país já vive.
“Queremos vencer aqueles que só olham para o país como se ele fosse propriedade de PS e PSD, que já estão a governar”, disse Francisco Louçã. Foto de Paulete Matos
O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, denunciou que está em preparação um governo de bloco central para depois das eleições que deverão ser marcadas em breve.
“O PS veio dizer que gostava que houvesse uma grande coligação. Mas essa grande coligação é aquilo que tem vindo a predominar entre estes partidos. A experiência prática da grande coligação entre PS e PSD já temos, é a grande recessão. É a economia do desastre”, disse.
Para Louçã, o resultado das medidas de austeridade anteriormente aprovadas, “com o apoio do PSD”, é uma recessão gravíssima. “Portugal é hoje o único país da zona euro, excepto os que tiveram uma intervenção, a Irlanda e a Grécia, que mergulhou numa recessão um ano depois de ter estado numa outra. É por isso que chegámos ao limiar da resistência”, disse.
Por outro lado, observou o coordenador do Bloco de Esquerda, o PSD já está a anunciar que queria fazer um governo com o PS. “E e o PS, pela voz do ministro das Finanças, veio hoje dizer que gostava que houvesse uma grande coligação”, afirmou, uma ideia que “tem vindo a predominar entre estes partidos”.
“Queremos vencer o PSD e queremos vencer aqueles que só olham para o país como se ele fosse propriedade de PS e PSD, que já estão a governar”, disse Francisco Louçã.
“Uma esquerda com a energia suficiente para trazer uma alternativa”, é o que o Bloco de Esquerda pretende apresentar.
Programa de crescimento e emprego
Recorde-se que o Bloco de Esquerda defende um programa que responda a uma estratégia de crescimento e de emprego, que passa por:
– Uma consolidação orçamental estruturada a partir da inventariação rigorosa das despesas inúteis e do combate ao desperdício na acção do Estado;
– O aumento das pensões mais baixas, através de um aumento intercalar, e a protecção dos apoios sociais, fundamentais para a democracia;
– O combate à precariedade, com o fim dos falsos recibos verdes ou do falso trabalho temporário e contratos a prazo, por via da integração em contrato efectivo de quem exerce trabalho efectivo permanente no Estado ou em empresas;
– Uma política de investimento para a criação de emprego;
– Uma política fiscal que contribua para a tributação efectiva do sistema financeiro.

Sem comentários:

Enviar um comentário