quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Responsáveis da Administração Interna pedem demissão

Director-geral da Administração Interna e director da Administração Eleitoral pediram demissão na sequência das falhas informáticas no dia das presidenciais. Bloco espera que ministro cumpra o seu compromisso e retire as devidas “ilações e consequências políticas” perante uma situação de tal gravidade.
Director-geral da Administração Interna, Paulo Machado. Foto MIGUEL A. LOPES/LUSA.
Director-geral da Administração Interna, Paulo Machado. Foto MIGUEL A. LOPES/LUSA.
Segundo noticiou a Sic Notícias, o Director-geral da Administração Interna, Paulo Machado, e o Director da Administração Eleitoral, Jorge Miguéis, apresentaram o pedido de demissão na sequência dos problemas ocorridos no acto eleitoral de 23 de janeiro de 2011, e que, segundo o porta-voz da CNE, Nuno Godinho de Matos, contribuíram para o aumento da abstenção.
O pedido de demissão dos dois responsáveis do Ministério da Administração Interna, tutelado pelo Ministro Rui Pereira, irá ser avaliado depois "da conclusão do inquérito sobre os referidos factos".
Bloco espera que ministro cumpra o seu compromisso
A deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto considera que não basta que o ministro Rui Pereira peça desculpas aos portugueses pelas falhas no acto eleitoral. “O pedido de desculpas do ministro Rui Pereira é muito pouco perante a gravidade da situação”, afirmou Helena Pinto, adiantando que o Bloco espera que o ministro cumpra o seu compromisso, apresentando explicações depois do término do inquérito instaurado que, segundo Rui Pereira, terá a duração máxima de duas semanas.
Para esse efeito, o Bloco de Esquerda já entregou um requerimento, que foi aprovado, e que solicita uma audição especial do ministro da Administração Interna sobre esta matéria no Parlamento.
Nessa audição, a deputada do Bloco espera que sejam retiradas as devidas ilações e consequências políticas “daquele que foi um apagão no sistema informático” que pôs em causa o normal decorrer do acto eleitoral e o exercício do direito de voto por parte dos cidadãos e das cidadãs portugueses/as.
Quanto ao pedido de demissão do director-geral da Administração Interna e do director da Administração Eleitoral, Helena Pinto declarou que “não nos admiramos que responsáveis da administração interna apresentem a sua demissão” na sequência dos acontecimentos registados na noite eleitoral.
O que não é compreensível para o Bloco é que alguns responsáveis da administração interna tenham vindo a público culpabilizar os próprios eleitores pela confusão que se instaurou no passado dia 23 de janeiro.

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