quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Passivos ambientais estão a ser recuperados, descontaminação no Barreiro e Alcanena em breve

Lisboa, Portugal 19/01/2011 16:59 (LUSA) 
Temas: Ambiente, Sociedade

   
*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***
Lisboa, 19 jan (Lusa) - A resolução das situações de passivos ambientais está a decorrer, como obras de descontaminação de terrenos no Barreiro ou intervenções nos coletores de Alcanena, "a curto prazo", disse hoje a ministra do Ambiente.
Dulce Pássaro, que falava à agência Lusa à margem de uma audição na Comissão Parlamentar de Ambiente e Ordenamento do Território, referiu que "os passivos ambientais que existem há décadas, resultaram de um modelo de desenvolvimento que não tinha em conta a sustentabilidade ambiental".
Por isso, "estamos agora a resolver essas situações", salientou, dando como exemplos a adjudicação "a curto prazo de intervenções na rede de coletores em Alcanena", além da intervenção na Quimiparque e na ex-Siderurgia Nacional, no Barreiro, ou a descontaminação de terrenos em Sines.
Segundo o Ministério do Ambiente, as obras de descontaminação dos terrenos da ex-Siderurgia Nacional e da Quimiparque, no Barreiro, deverão iniciar-se em fevereiro, mês em que, em Alcanena, será assinado o contrato de adjudicação da empreitada de remoção das lamas contaminadas e remodelação da rede de coletores.
Igualmente prevista para início do ano estava a descontaminação dos terrenos afetados pelas lamas industriais em Sines.
As pedreiras de Lourosa têm um projeto de solução ambiental e requalificação paisagística em curso e os terrenos contaminados da antiga fábrica INFAL, no Montijo, já tiveram os resíduos perigosos removidos em maio do ano passado.
"Complementarmente a estas intervenções em áreas de deposição de resíduos industriais, temos em marcha um importante plano de reabilitação de zonas mineiras abandonadas, com uma linha para a recuperação ambiental de áreas mineiras de urânio degradadas e uma outra para áreas de exploração de minérios polimetálicos também degradadas", explicou Dulce Pássaro.
A governante salientou que as duas vertentes do plano estão em curso e já se recuperaram algumas áreas mineiras degradadas como em Castelo de Paiva, em Vimioso, Vila Pouca de Aguiar, Nelas, Vale da Abrutiga em Tábua, Algares, S. João e Aljustrel.
O plano de ação integra 50 projetos de recuperação ambiental de antigas áreas mineiras de urânio degradadas, num montante de investimento de 60 milhões de euros, e 30 projetos de recuperação ambiental de antigas áreas de exploração de minérios polimetálicos, num valor de 58 milhões de euros.
EA.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim

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