quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Bloco responsabiliza austeridade pelo “enorme trambolhão” da economia

Deputada Ana Drago afirma não estranhar previsões do Banco de Portugal e responsabiliza “políticas de austeridade” pelo “enorme trambolhão” da economia. Economia contrai-se 1,3% e perdem-se cerca de 60 mil postos de trabalho até 2012.
Banco de Portugal prevê contracção da economia em 1,3 por cento em 2011 e a destruição de mais 59,8 mil postos de trabalho até ao final de 2012. Foto de Paulete Matos.
Banco de Portugal prevê contracção da economia em 1,3 por cento em 2011 e a destruição de mais 59,8 mil postos de trabalho até ao final de 2012. Foto de Paulete Matos.
A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago afirmou à Agência Lusa, em reacção aos dados divulgados pelo Banco de Portugal no seu Boletim Económico de Inverno, que “os números não são uma surpresa para ninguém” e que, apesar das “declarações irrealísticamente optimistas por parte do governo”, nem mesmo para este é uma surpresa “este enorme trambolhão na capacidade de criação de riqueza da nossa economia”.
Para Ana Drago, a contracção da economia em 1,3 por cento em 2011 e a destruição de mais 59,8 mil postos de trabalho até ao final de 2012 são resultado das “políticas de austeridade” e dos “cortes em todos os sectores de investimento público” e nos apoios sociais.
A deputada do Bloco alerta que este “cenário recessivo em toda a economia terá necessariamente impacto no cumprimento das metas do défice. Ou seja, vamos ter menos receita arrecadada por parte do Estado”.
Redução dos salários da função pública vai ter impacto no privado.
O Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal (BdP) salienta que a "redução média de 5% dos salários no sector público em 2011 deverá ter algum efeito sobre as negociações da contratação colectiva no sector privado".
O Banco de Portugal prevê ainda que o rendimento disponível real das famílias vai cair 2,4 por cento em 2011 e que o consumo público registará um decréscimo de 4,6 por cento este ano e de 1 por cento no ano seguinte. A inflação, por seu lado, quase duplica face ao Boletim anterior, passando de 1,4 por cento para 2,7 por cento, este ano.

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