sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Trabalhadores da CGD aderem à Greve Geral

"As medidas anunciadas pelo Governo configuram uma acrescida preocupação para todos os portugueses”, afirmam as comissões de trabalhadores das empresas do Grupo Caixa. Já os investigadores da PJ decidem esta quinta-feira a possível adesão à Greve Geral de 24 de Nov.
Trabalhadores da CGD aderem à Greve Geral
O congelamento de carreiras e promoções e "a anulação do direito do direito constitucional à negociação colectiva" motivaram a decisão de adesão à Greve Geral, tomada após a reunião de terça-feira com todas as comissões de trabalhadores do Grupo.
O anúncio foi feito esta quarta-feira. "As medidas anunciadas pelo Governo no âmbito do Orçamento de Estado configuram uma acrescida preocupação para todos os portugueses e a sua implementação representará um grave retrocesso social e uma agressão sem precedentes aos trabalhadores, mormente aos trabalhadores do Grupo Caixa", lê-se no abaixo assinado distribuído a todos os funcionários do grupo, citado pelo Diário Económico.
Na origem deste descontentamento está a redução salarial que irá abranger todos os trabalhadores no activo, em situação de acordo de suspensão de trabalho e aposentados pelo fundo de pensões.
Também o congelamento de carreiras e promoções e "a anulação do direito do direito constitucional à negociação colectiva" motivaram esta decisão, tomada após a reunião de terça-feira com todas as comissões de trabalhadores do Grupo.
Investigadores da Polícia Judiciária decidem adesão à Greve Geral
Os investigadores da Polícia Judiciária (PJ) decidem esta quinta-feira uma eventual adesão à greve geral de dia 24, numa votação a realizar em assembleias regionais em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro.
Carlos Garcia, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC/PJ), referiu em declarações ao Público que "não houve qualquer avanço" nas negociações com o Ministério da Justiça relativamente ao caderno reivindicativo daqueles profissionais.
Além de decidirem a eventual adesão à greve geral marcada para dia 24 deste mês, os associados da ASFIC/PJ irão também debater a possibilidade de realizarem uma greve às horas extraordinárias, o que afectaria o normal funcionamento da actividade de investigação.
Os investigadores da PJ realizaram há cerca de duas semanas um jantar de reflexão e debate sobre a situação sócio-profissional da classe e o “impasse” nas negociações com o Ministério da Justiça. “Queremos ver a nossa carreira adequada a um verdadeiro corpo de polícia e queremos ver o estatuto revisto à luz da legislação aprovada em 2008 para a função pública”, referiu então Carlos Garcia, alegando que, a acrescentar a tudo isto, desde 2005 a PJ “tem sofrido uma asfixia orçamental e de meios humanos”.
Na altura, Carlos Garcia apontou também as medidas anunciadas pelo Governo em matéria de cortes salariais e a extinção de serviços sociais como questões que podem levar os associados a ponderarem uma adesão à greve geral de 24 de Novembro, com um pré-aviso de greve a apresentar pela própria ASFIC. 

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