Nos primeiros seis meses de 2010, a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) detectou 8.812 trabalhadores com salários em atraso, e um montante global de 11,6 milhões de euros.
Manifestação da CGTP em Março de 2009 - Foto de Paulete Matos
Segundo o jornal “Sol”, no primeiro semestre de 2009 a ACT tinha detectado mais trabalhadores com salários em atraso do que em 2010, cerca de 10 mil trabalhadores em 2009 para 8.812 em igual período de 2010. No entanto, os montantes em atraso são muito superiores, verificando-se uma subida de 72%, de 6,7 milhões de euros (primeiro semestre de 2009) para 11,6 milhões de euros, em igual período de 2010.
Segundo os dados da ACT, para além dos 11,6 milhões de euros de salários em atraso, há que acrescentar as dívidas à segurança social, 2,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2010, o que significa um drástico agravamento de 91%, face ao período homólogo de 2009.
Arménio Carlos da comissão executiva da CGTP salienta, em declarações ao jornal, que os dados mostram que há um aumento do número de meses em atraso, mas considera que ainda é prematuro retirar conclusões sobre a evolução da situação. O dirigente sindical sublinha que:
“Particularmente no Norte, muitas empresas fecham na segunda semana de Agosto até meados de Setembro. Alguns trabalhadores já foram de férias sem receber os subsídios. Vamos ver como as coisas vão evoluir no regresso e no final do ano, com os subsídios de Natal”.
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