segunda-feira, 3 de maio de 2010

Portugal irá emprestar à Grécia 2.064 milhões

Grécia, UE e FMI chegam a acordo sobre a ajuda a Atenas. Os países
 da Zona Euro contribuirão com 80 mil milhões de euros, aprovaram os 
ministros das finanças europeus, este domingo, em Bruxelas.Grécia, UE e FMI chegam a acordo sobre a ajuda a Atenas. Os países da Zona Euro contribuirão com 80 mil milhões de euros, aprovaram os ministros das finanças europeus, este domingo, em Bruxelas.
 
O anúncio foi feito pelo Ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos: "A parte portuguesa corresponde a cerca de 2.064 milhões de euros equivalente à nossa participação no BCE [Banco Central Europeu]", disse o Ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, no final de uma reunião extraordinária dos ministros das Finanças da Zona Euro para aprovar o mecanismo de apoio à Grécia.
O ministro português sublinhou que "não há riscos de Portugal perder dinheiro" com esta operação que não foi desenhada para "ganhar dinheiro" mas sim para "dar estabilidade à moeda única".
“Nós teremos de assumir este compromisso e temos que o respeitar. O que está em causa não é propriamente a Grécia, é a moeda única, é a nossa moeda que é o Euro”, disse o ministro das Finanças.
Teixeira dos Santos também sublinhou a importância da mensagem dos ministros para “tranquilizar” os mercados e recordou que, no caso de Portugal, tudo será feito para que o país não seja alvo dos mesmos problemas da Grécia. “Nós tudo faremos para que o nosso programa [de estabilidade e crescimento] não falhe, para que os nossos objectivos sejam cumpridos”, disse o ministro, acrescentando que as várias medidas previstas no PEC serão debatidas na próxima sexta-feira no parlamento português, tal como a ajuda à Grécia.
O montante global do plano de apoio financeiro à Grécia nos próximos três anos situa-se nos 110 mil milhões de euros, sendo os países da Zona Euro responsáveis por 80 mil milhões desse montante e o FMI pelos restantes 30 mil milhões.
Também a Comissão Europeia veio recomendar este domingo a "activação" do mecanismo europeu de ajuda à Grécia, que considera "decisivo" para "garantir a estabilidade da Zona Euro", após o acordo alcançado com Atenas, que se comprometeu com um programa abrangente de austeridade.
"A Comissão considera que as condições para responder positivamente ao pedido do Governo grego estão preenchidas e recomenda que o mecanismo europeu coordenado de assistência à Grécia seja activado, afirmou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, em comunicado. No entender do presidente da Comissão Europeia, as medidas de austeridade negociadas com Atenas são "sólidas e credíveis".
A posição de Bruxelas surge após o anúncio de um acordo entre a Grécia, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou que o seu Executivo chegou a acordo com os parceiros internacionais sobre o pacote de ajuda financeira à Grécia.
"Hoje, subscrevemos o acordo concluído sábado com os europeus e o FMI", afirmou o primeiro-ministro da Grécia durante um Conselho de Ministros extraordinário em Atenas, transmitido em directo pela televisão grega.
De acordo com George Papandreou, o acordo alcançado prevê "grandes sacrifícios" para os gregos, mas que são "necessários" para evitar a "falência" do país.
O apoio à Grécia foi aprovado depois de ter sido apresentado, como contrapartida, o plano de austeridade aprovado pelo conselho de ministros grego que prevê poupanças adicionais de 30 mil milhões de euros nos próximos três anos para reduzir o défice para três por cento do PIB até o final de 2014.
Entre as medidas de austeridade já anunciadas contam-se a supressão dos 13.º e 14.º mês dos salários dos funcionários públicos e das pensões de reforma, a subida da taxa máxima do imposto sobre valor acrescentado (IVA) de 21 para 23 por cento e dos impostos sobre o álcool e o tabaco em 10 por cento, assim como o congelamento das contratações na função pública.

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