No editorial desta quinta-feira do Diário de Notícias da Madeira, o jornalista e ex-director, Luís Calisto, afirma que o seu pedido de demissão emerge do regime de excepção criado à comunicação social madeirense" pelo presidente do governo regional, Alberto João Jardim.
Calisto afirma ainda que Jardim está habituado a estraçalhar adversários e até companheiros seus na praça pública, e a fazer bullying com a imprensa com uma manobra vil e crapulosa. Calisto ainda acusou o presidente do governo regional de utilizar “os actos públicos para intimidar os empresários” que anunciavam no DN da Madeira e de reduzir “praticamente a zeros a publicidade oficial” no diário. Como parte da suposta estratégia de Jardim para sufocar o DN, o jornalista afirma que Jardim deu ordens às instituições públicas dependentes do governo regional para cortar as centenas de assinaturas que tinham do jornal.
Segundo afirmou o ex-directo do DN da Madeira, a estratégia de desvirtuar o mercado regional também está relacionada com o o benefício, em 1992, de um jornal concorrente, o Jornal da Madeira, com uma verba anual astronómica: “42 milhões de euros na última década que corresponde a cerca de dois euros por exemplar”.
“Recordemos que o Presidente da República, a Assembleia da República, a ERC, os tribunais, os partidos políticos, o governo de Lisboa - todos têm conhecimento dos criminosos atentados contra a liberdade de imprensa na Região. Infelizmente, o que esses dignitários e instituições fazem é vir cá elogiar a "superior qualidade da democracia na Madeira" e a "obra" realizada pelo "democrata" dr. Jardim”, conclui Luís Calisto.
Já em artigo publicado em Fevereiro de 2010 Calisto utiliza o destaque dos media ao caso “Face Oculta” para denunciar os casos ocorridos na Madeira e questiona: “Que acontecerá aquele continente se um dia se comprovar que o plano já resultou, como na Madeira? E se o governo de Sócrates tivesse mesmo cortado há mais de dez anos os anúncios oficiais a um órgão para os canalizar todos ao jornal da sua cor?”. Fazendo um paralelo com as denúncias de tentativa de utilizar a publicidade como castigo ou prémio, o que mereceu a pronta actuação da ERC, Luís Calisto questiona a diferença no tratamento dado por todos em relação aos facto ocorridos na Madeira.
Sem comentários:
Enviar um comentário