sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Poder de compra português recua desde 2005

Os números divulgados pelo INE são esclarecedores: o poder de compra dos portugueses está 30% abaixo da vizinha Espanha, e cada vez mais longe dos restantes países da UE.

 
Segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante ajustado às paridade de poder de compra situou-se em apenas 76% da média europeia.

"O nível caiu e manteve-se desde essa data. A diferença de 30% com Espanha e ainda maior com os outros países, o que apenas mostra que a crise nos afectou de forma mais forte do que no resto da União Europeia", afirmou Eugénio Rosa ao Correio da Manhã. O economista da CGTP  também membro da CGTP diz que a situação é ainda pior do que a que os números revelam porque "os dados referem-se à distribuição da riqueza por habitante e em Portugal essa distribuição é muito mal feita".

Nos últimos anos, o poder de compra em Portugal não foi capaz de recuperar, o que quer dizer que em geral o país está mais pobre que em 2005 e cada vez mais longe dos países que fazem parte da União Europeia.

Com um poder de compra 24% inferior à media dos 37 países representados no estudo do INE, Portugal está muito longe do primeiro grupo, onde pontifica o Luxemburgo, com 276% em relação à média, e mesmo do segundo grupo. Na verdade, o país ocupa a 22ª posição, e é o pior classificado num grupo que junta Chipre, Grécia, Eslovénia, República Checa e Malta.

A maior queda de poder de compra foi sentida na Irlanda, com uma descida de 30% em quatro anos. Já os países do leste europeu que aderiram à UE em 2004, como a República Checa e a Eslovénia, beneficiaram das maiores subidas neste índice.

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