Os alunos do curso de fotografia do Instituto Politécnico de Tomar estão acampados em greve no átrio da instituição desde a passada segunda-feira de manhã. A crescente desresponsabilização financeira do Estado no Ensino Superior tem provocado grandes dificuldades às próprias instituições, nomeadamente, no pagamento dos materiais necessários para o normal funcionamento das aulas.
A direcção do IP de Tomar remete a solução destes problemas para a própria Câmara de Tomar e para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Entretanto, neste compasso de espera para apuramento de responsabilidades, os estudantes continuam acampados, ao frio e à chuva, contra o facto de lhes caber, por via das políticas governamentais, o financiamento do seu próprio curso superior.
O Bloco de Esquerda considera inaceitável que a acrescer à escassez de apoios sociais do Estado, que respondam às reais necessidades sentidas pelos estudantes, a acrescer também aos aumentos sucessivos do valor das propinas que rondam actualmente os 970 euros.
Os deputados José Soeiro e José Gusmão (eleito pelo distrito de Santarém) questionaram hoje (documento em anexo) o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, sobre se tem conhecimento do que se passa no Instituo Politécnico de Tomar e sobre que iniciativas pretende o Ministro tomar no sentido de dialogar com os estudantes e de restabelecer as condições de funcionamento daquele curso.
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