| Francisco Louçã e Mariana Aiveca foram à Autoeuropa, em Palmela, para insistirem na proposta da reforma completa para os trabalhadores que têm mais de 40 anos de descontos. "Queremos ajudar o país a pedir desculpa à geração de trabalhadores que foi sacrificada pelo trabalho infantil", afirmou o dirigente do Bloco. “Um trabalhador que tenha começado a trabalhar aos 11 ou 12 anos e que se reforme depois de 50 anos de trabalho vai perder 20 por cento da pensão. Trabalhou mais do que os outros, começou mais cedo e descontou mais tempo, mas vai ser punido em um quinto da pensão, o que é uma situação inadmissível”, disse Francisco Louçã. O dirigente do Bloco de Esquerda falou aos jornalistas durante uma sessão de esclarecimento, junto dos trabalhadores da Autoeuropa, sobre a proposta do Bloco. “Queremos ajudar o país a pedir desculpa à geração de trabalhadores que foi sacrificada pelo trabalho infantil e a compensar essas pessoas com aquele mínimo de respeito que é a aceitação de que, tendo pago durante 40 anos de descontos para a reforma, têm direito a poder obtê-la sem penalização”, disse Louçã. Jorge Gonçalves, trabalhador da área de prensas da Autoeuropa, poderia ser um dos beneficiários da nova lei, caso fosse aprovada a proposta do BE, uma vez que aos 54 anos de idade já tem 39 de descontos. “Tomando como princípio aquilo que o PS fez aprovar há uns tempos atrás, vou trabalhar até aos 65 anos, completando 50 anos de descontos”, disse Jorge Gonçalves, congratulando-se com a proposta do BE que lhe poderia dar direito à direito à reforma dentro de um ano. A proposta de lei do BE para a reforma completa aos 40 anos de descontos, já foi submetida a votação por duas vezes, na anterior legislatura de maioria absoluta do PS, mas foi chumbada pelo PS e pelo PSD. Um cenário que o Bloco acredita poder vir a alterar-se com a actual maioria relativa. |
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