sexta-feira, 28 de maio de 2010
CGTP: Trabalhadores vão pagar 5 vezes mais do que empresários
Governo corta vagas nos estágios PEPAC
Sobre a crise e os meios de a vencer
Europa recua na redução de emissões poluentes
O documento com que a Comissão reabriu o debate sobre o corte das emissões poluentes, após o fracasso da cimeira de Copenhaga, revela que o objectivo de 20% de redução vai custar 48 mil milhões de euros por ano, quando há apenas dois anos se estimava uma despesa de 70 mil milhões anuais. Se a redução for de 30%, diz o mesmo documento, o custo sobe para os 81 mil milhões, um valor que a Comissão não está disposta a propor, a menos que outros países avancem nesse sentido, no quadro dum acordo global.
A Alemanha, a Itália e os países do leste europeu membros da UE já fizeram saber que estão contra a meta de 30% na redução das emissões, enquanto o novo governo inglês apoia esta medida unilateral. Por seu lado, o lóbi industrial movimenta-se contra a proposta. "Vemos isto como uma fixação fanática por objectivos numéricos", afirmou o líder da Eurfer, que reúne a totalidade dos industriais do aço europeus, acrescentando que a aprovação da meta de 30% iria "trazer desemprego e levar as fábricas para fora da Europa".
Do lado dos ambientalistas, a Greenpeace condena o "alarmismo da indústria" e a Friends of the Earth defende que os cortes nas emissões em 2020 deviam atingir os 40%, "o limite mínimo que precisamos para ter alguma hipótese de evitar a catástrofe climática e salvar as vidas de milhões de pessoas que irão sofrer efeitos devastadores, como as tempestades, secas e cheias cada vez mais frequentes".
Mário Soares acha que não votará em Alegre
«Eu não apoio ninguém senão isso [o candidato que o partido decidir apoiar]. Se for o Manuel Alegre, veremos, mas acho que não, que eu também tenho uma coisa muito importante, que é a minha consciência», acrescentou o antigo presidente da República.
Questionado sobre se poderia ir contra a decisão do PS nesta matéria, Soares não deixou grandes dúvidas na sua resposta: "Sempre pensei pela minha cabeça. Quando eu suspendi as minhas funções de secretário-geral para não apoiar o general Eanes, o partido ficou todo do outro lado". "Não me importei nada com isso, porque pensava segundo a minha consciência e foi o que fiz", rematou Soares.
O antigo presidente da República disse ainda que Fernando Nobre daria um bom presidente da República, mas escusou-se a declarar o seu apoio a qualquer candidato neste momento.
Bloco defende promoção dos genéricos
Contenção salarial não chegou ao Ministério das Finanças
A nova jurista é sobrinha do presidente da Associação Comercial do Porto e segundo o Correio da Manhã, no ano passado auferiu rendimentos pouco acima dos mil euros mensais. Os juristas do Ministério estão incomodados com esta situação, uma vez que passam a ganhar metade da nova contratada por um período de um ano, "renovável sucessiva e automaticamente por iguais períodos de tempo", segundo consta do despacho de nomeação assinado pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.
Esta nomeação polémica evidencia a contradição entre o discurso da contenção salarial para a generalidade dos trabalhadores e as contratações a peso de ouro no Ministério de Teixeira dos Santos, que agora equiparou o salário desta licenciada em Direito pela Universidade Católica do Porto com um master em gestão para juristas, ao rendimento bruto anual correspondente a adjunto de gabinete.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Alerta diante da biologia sintética
Há dois anos, foi proposta uma recomendação semelhante, que levou à proibição de fato de uma forma de geoengenharia chamada fertilização oceânica, método experimental que reduz o dióxido de carbono que há na atmosfera a fim de combater o aquecimento global. A palavra “geoengenharia” se refere a qualquer esforço humano, em grande escala, de adaptar os principais ecossistemas, e inclui propostas como bombear vastas quantidades de sulfato na estratosfera para bloquear a luz do Sol ou insuflar sal oceânico nas nuvens para aumentar a sua reflectividade.
“São preocupantes os impactos negativos da geoengenharia e das formas sintéticas de vida na África”, disse um representante do Malawi na sessão final da 14ª Conferência do Organismo Subsidiário de Assessoria Cientifica, Técnica e Tecnológica (SBSTTA 14) da Convenção sobre a Diversidade Biológica. Esta entidade é integrada por cientistas e técnicos dos Estados que fazem parte da Convenção. Este documento busca reduzir a acelerada perda de espécies que prejudica os ecossistemas da Terra, e o SBSTTA oferece assessoria e recomendações de especialistas nesse sentido.
“Não há dúvidas de que muitos sentem que a liberação de formas sintéticas de vida terá grande impacto sobre os objectivos da Convenção”, disse Spencer Linus Thomas, presidente do SBSTTA, que encerrou a sua reunião de duas semanas no dia 22. “Deveria ser aplicado o princípio da precaução, tal como está consagrado na Convenção”, disse Thomas à IPS.
Craig Venter, que ganhou fama mundial em 2001 ao decifrar o genoma humano, dirigiu a equipe de cientistas que divulgou, na semana passada, a criação da primeira célula bacterial vivente e capaz de se autorreproduzir com um código genético elaborado por um computador. Isto cimenta o caminho para a geração de organismos sintéticos mais complexos. Em 2005, Venter fundou a empresa Synthetic Genomics para usar genes retirados do mar e de outras partes a fim de criar organismos sintéticos que converteriam cultivos como o capim agulha (switchgrass) e o milho em etanol, além de produzir hidrogénio, separar um combustível não contaminante com fins de aquecimento ou degradar gases-estufa.
Mundita Lim, delegada das Filipinas na SBSTTA, pediu urgência aos países-membros da Convenção no sentido de desenvolver um acordo internacional com forte enfoque de precaução em relação aos “organismos vivos produzidos pela biologia sintética” em suas negociações bienais de outubro, em Nagoya, no Japão. “Acreditamos que a vida sintética não deveria se propagar no meio ambiente até que sejam realizadas avaliações científicas em um processo aberto, transparente e participativo que envolva todos os membros, bem como as comunidades locais e indígenas”, disse Lim.
Silvia Ribeiro, do não governamental Etc Group, disse à IPS que “há uma moratória de facto”, referindo-se à recomendação do SBSTTA. Algumas nações discordam quanto à redacção dessa sugestão, e isto será um tema polémico em Nagoya, onde os Estados-membros o examinarão mais detalhadamente. Ribeiro disse também que as recomendações do SBSTTA relativas a programas de geoengenharia equivalem a uma moratória mundial.
Em março, cientistas e defensores da geoengenharia participaram de uma conferência em Asilomar, no Estado da Califórnia, para discutir várias ideias sobre o tema, incluindo um “código voluntário de conduta”. Os “geoengenheiros estarão furiosos por causa desta moratória”, reconheceu Ribeiro. “A última coisa que querem é que a ONU intervenha. Querem autorregular suas experiências”, acrescentou. A proposta da moratória teve apoio quase unânime, com fortes declarações de países da América Latina, África, Ásia e Europa, ressaltou.
Os delegados destacaram a necessidade de ser empregado o enfoque da precaução, impedindo a geoengenharia enquanto a ciência não demonstrar que é segura e funciona conforme o prometido. Foi notória a discordância do Canadá neste e em outros assuntos, disseram muitos em Nairobi. “O Canadá é a ovelha negra das negociações sobre a mudança climática, e não surpreende ninguém que se destaque como principal objecção a esta proposta. A própria delegação se sentiu envergonhada”, disse Silvia Ribeiro.
Estas recomendações mostram a importância da Convenção sobre a Diversidade Biológica. Este “ainda toma as decisões, particularmente com base nos princípios e não na política”, ressaltou Ribeiro. Quanto aos Estados Unidos, não é signatário da Convenção e não tem nenhum papel oficial nas reuniões de Nairobi, que continuarão até o início de junho.
Tributação da Banca: Não é só justa…
De acordo com o mesmo relatório, a banca privada obteve . Estes lucros em nada servem para redinamizar a economia. No momento de crise em que o país e a Europa estão mergulhados, a banca privada obtém resultados fáceis, endividando-se com juros baixos para especular contra as dívidas públicas, a começar pela nossa. Ao mesmo tempo, continua a praticar juros proibitivos no crédito ao consumo e ao investimento contribuindo para o agravamento do ciclo vicioso da recessão.
A banca portuguesa nunca primou pelo seu empreendorismo, amor pelo risco ou visão estratégica para o país. Demasiado habituada aos mimos de poderes públicos que sempre a souberam poupar a qualquer dissabor, a banca portuguesa conta-se há muito entre os principais responsáveis do atraso crónico do nosso país. No entanto, no actual contexto, a banca portuguesa tem-se excedido na sua inutilidade. É um peso morto que os contribuintes continuam a suportar no esforço de combate à crise. Só há uma forma de fazer reverter uma parte dos seus lucros milionários para a recuperação económica: a tributação.
Uma tributação extraordinária seria absolutamente justificável, em face dos custos em que o Estado Português já incorreu, directa e indirectamente, por causa da actuação deste sector. Mas o Bloco nem vai tão longe: Para começar, que paguem o que está na lei. 25% de tributação efectiva, como acontece com tantas outras empresas com menos ginástica fiscal. Para que o dinheiro que gira na quinta dimensão especulativa, desça à terra, onde está o consumo e o investimento produtivo.
Esta proposta permitiria disponibilizar montantes absolutamente vitais para a concretização das políticas públicas de que o país precisa: políticas de investimento público, políticas sociais, políticas de aumento dos rendimentos do trabalho e de aumento da procura. Só a recusa do plano de austeridade e a aposta nestas políticas públicas pode dar a resposta urgente à crise e a resposta sustentada ao problema das contas públicas. A alternativa agiganta-se à escala da própria Europa. Uma crise económica e social sem precedentes. A receita que provocou a crise não será certamente o seu remédio. Alternativa está aí, para quem a quiser tomar como sua.
PS, PSD e CDS juntos para novo tango
De facto, quando olhamos para a distribuição das ajudas directas em Portugal nos últimos anos, verifica-se que, do montante total, uma grande fatia, que corresponde a 75% do bolo todo, foi para apenas 8% dos agricultores, enquanto que os restantes 92% de produtores receberam uma mísera fatia de 25%.
Torna-se muito difícil justificar esta elevadíssima concentração de apoios directos nas mãos de um punhado de grandes explorações, ainda para mais quando se sabe que a maioria do tecido produtivo agrícola português é constituído por pequenas explorações, muitas delas familiares. Tudo isto assume ainda maior gravidade quando sabemos que para receber aquelas ajudas nem é preciso produzir e quanto mais terra se tiver, mais se recebe.
Isto passa-se porque os mesmos critérios que são utilizados para a atribuição das ajudas no Sul também o são no Norte, apesar de todos sabermos que num caso predomina o latifúndio, enquanto que no outro é o minifúndio. Deste modo, a modalidade actual de aplicação do RPU tende a beneficiar as explorações agrícolas mais extensas e mais produtivas, mesmo que não produzam, em detrimento de todas as outras.
Esta opção foi da responsabilidade do Governo português e não da UE. Na realidade, o RPU pode ser afectado aos agricultores de acordo com duas modalidades muito distintas. Uma traduz-se na atribuição com base no registo histórico individual das ajudas directas objecto de “desligamento” (ausência de relação entre apoios e produção)e recebidas no triénio 2000-2002. Na outra modalidade, o montante global de direitos de pagamento atribuídos a cada Estado-membro é repartido primeiro por regiões e, depois, em cada uma delas e segundo critérios que promovam maior equidade, atribuído aos agricultores.
Erradamente, Portugal optou pela primeira modalidade. A recomendação pela regionalização do RPU, defendida pelo Bloco e apoiada pelo PCP na Comissão Parlamentar, possibilita uma melhor e mais justa repartição por todos os agricultores. Regionalizar o RPU permite apoiar as explorações agrícolas mais vulneráveis e situadas em zonas desfavorecidas, contribuindo para combater o risco do abandono e da desertificação, permitindo também associar as ajudas à dimensão das responsabilidades de gestão territorial e ambiental assumidas por cada agricultor. Estimularia a produção em todo o território (Portugal importa 70% do que consome) e contribuiria para fixar jovens na agricultura, nomeadamente em sectores modernizados como no caso da agricultura biológica.
Tanto o PS como o PSD e o CDS-PP rejeitaram esta opção pela regionalização do RPU durante o debate em Comissão, o que faz adivinhar que votarão em Plenário contra o projecto de Resolução apresentado pelo Bloco.
Ao conhecido par PS/PSD que já dançou no PEC, juntou-se agora o CDS para mais um tango, desta vez para impedirem em conjunto que alguma coisa mude para melhor na agricultura portuguesa.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
PSP desmente ter espancado estudantes no Bairro Alto
O jovem estudante não pode falar nem relatar o que aconteceu, uma vez que teve de ser submetido a uma cirurgia ao maxilar fracturado devido às agressões. Uma amiga sua, Filipa Gonçalves, visitou-o esta tarde e contou ao esquerda.net que Vasco se encontra agora internado no Hospital de S. José, em Lisboa. A recuperação do jovem durará três semanas, durante as quais permanecerá no hospital com a boca imobilizada, “tendo de se alimentar através de uma palhinha”. Para além de condicionado fisicamente, Filipa Gonçalves disse que encontrou o amigo “muito perturbado e fragilizado por causa do que aconteceu”.
O pai do estudante hospitalizado, trabalhador emigrante na Suíça, deslocou-se a Lisboa para acompanhar o filho e esteve, esta quarta-feira, na esquadra da Praça do Comércio para onde foram levados os dois jovens. Foi recebido pelo Chefe Borralho que repetiu a versão policial já divulgada na imprensa de que “nada aconteceu, nem na rua, nem na esquadra”. Para além disto, a PSP recusou ao pai do Vasco a entrega de um pedido de identificação do grupo de agentes presentes no local do espancamento.
Ao jornal Público, a PSP contou a sua versão dos factos: “Os jovens foram abordados porque houve uma comunicação de uma moradora que se queixava do barulho feito por jovens que estavam a pontapear caixotes do lixo na rua”, explica fonte da polícia. O agente que se deslocou ao local às 3h15, “devidamente identificado”, advertiu a jovem mas ela “recusou-se a acatar a ordem” e “recusou identificar-se”, sublinha a mesma fonte. “Os jovens foram levados para a esquadra porque não quiseram identificar-se no local”, garante a polícia. E acrescenta: “não lhes foi dado qualquer tipo de assistência porque não houve agressões por parte de nenhum dos agentes”.
Esta versão é integralmente contestada pelos jovens estudantes que reafirmam que em nenhum momento os agentes da polícia aceitaram identificar-se. As marcas das agressões são bem visíveis e falam por si.
A deputada Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, já dirigiu ao Ministro da Administração Interna uma pergunta para esclarecer urgentemente o que se passou com os jovens por considerar “evidente que a abordagem dos agentes da PSP excedeu em muito a necessidade objectiva de “controlar dois jovens que faziam muito barulho” e teve consequências muito graves”.
Na pergunta, a deputada do Bloco refere que “persistem relatos de cenas de violência policial completamente despropositada e sem nenhuma explicação directa” e que “estas cenas colocam em causa direitos fundamentais dos cidadãos que a PSP deveria proteger e não são admissíveis numa sociedade democrática”.
Neste sentido, o Bloco pergunta ao Ministério da Administração Interna (MAI) sobre as medidas que este irá tomar, de modo a identificar estes agentes da PSP e se irá proceder disciplinarmente e criminalmente. Além disso, Helena Pinto pergunta também sobre as medidas que o MAI irá implementar “de modo a colocar um fim aos abusos de uso da força por parte de agentes da PSP”.
Na foto, as marcas de agressão no braço de Laura Diogo.
Apoio aos desempregados também sofre cortes
Entre as medidas que acabam está o prolongamento do subsídio social de desemprego por mais seis meses para além do limite máximo anterior, que fora adoptado em Abril de 2009.
Outras medidas de apoio aos desempregados que acabam também antes do final do ano, são a redução do prazo mínimo de descontos para se ter acesso ao subsídio de desemprego, que era extraordinariamente de 365 dias, voltando o anterior limite, que exige mais descontos.
Também acaba a majoração do subsídio de desemprego para os desempregados com filhos, e o reforço do abono de família para os desempregados com rendimentos mais baixos.
Além disso, o governo decidiu também acabar com a medida que visava requalificar cinco mil jovens licenciados em áreas de baixa empregabilidade, adianta o Público.
Acaba também a redução em três pontos percentuais das contribuições pagas pelas empresas por cada trabalhador com mais de 45 anos, e também o apoio extraordinário às empresas que entram em lay-off.
No total, foram retiradas oito medidas da Iniciativa Emprego 2010 e anti-crise.
No final da reunião de concertação social, a ministra disse que “não vai haver retirada de protecção social” aos portugueses.
“Vamos, simplesmente, voltar ao que era o registo normal das medidas que estão em vigor em termos de protecção social no desemprego”, justificou
Projecto-Lei cria a Rede Nacional de Teatros
Cortes cegos na Saúde
João Semedo, do Bloco de Esquerda, acusou o Ministério da Saúde de estar a comportar-se "como a madrasta dos hospitais", afirmando ser "absolutamente desnecessário cortar no que é essencial: os recursos humanos".
"Já andaram a prometer tanta poupança... com tanta poupança escusavam de poupar no que faz mais falta", sublinhou.
O Governo anunciou na segunda feira dez medidas para cortar 50 milhões de euros na despesa do Serviço Nacional de Saúde, afirmando que se trata de conseguir "uma gestão mais eficiente" do SNS.
Mas tanto o PCP, quanto o CDS, quanto o PSD, além do Bloco, concordaram que se trata apenas de “cortes cegos”.
Os deputados não deram assim ouvidos à ministra Ana Jorge, que defendeu na comissão que é possível racionalizar a despesa sem pôr em causa os cuidados. "Nenhuma das medidas tem a ver com cortes na admissão de profissionais de saúde. Vai haver regulação na admissão destes profissionais, não cortes", disse.
O Bloco de Esquerda criticou ainda na comissão outra medida anunciada, que dispõe que as receitas médicas passem a informar o utente sobre quanto pouparia no caso de lhe ser prescrito um fármaco genérico. Para João Semedo, esta medida é de grande cinismo: "É absolutamente extraordinária a solução para fingir que está a promover os genéricos. O que não consegue fazer é confrontar-se com os médicos. Está a transferir o conflito para o doente, o que é imoral", indignou-se.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Estudantes agredidos por polícias em Lisboa
Transportes públicos vão ficar mais caros
Bloco propõe reabilitação urbana para recuperar economia
Governo apresenta mini-PEC da saúde
Mais de 1000 postos de trabalho em risco na BRISA
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Basta de levar pancada!
Defender o salário, o emprego e a prestação social.
Contra a aliança Finança/PS/PSD
Dia 29 de Maio, vamos todos para a rua – Manifestação em Lisboa, convocada pela CGTP
Só uma grande acção de protesto pode impedir o Governo de nos prejudicar ainda mais.
Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde
Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente
Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente
à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena
O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.
Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.
Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.
Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.
Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.
Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.
Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.
A Deputada
Rita Calvário
Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?
Comunicado de Imprensa
Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR
Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.
Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.
Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.
A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.
Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.
A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.
No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.
No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.
Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.
Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.
O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena
Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República
Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.
O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.
Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena
Carta à AUSTRA
INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.

