segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mais de 700 presos em Nova York


Manifestantes do movimento Ocupar Wall Street foram detidos na ponte do Brooklyn e alegam que a polícia os conduziu a uma armadilha. Movimento está a crescer e a estender-se para Washington, São Francisco, Chicago e Boston.
As manifestações estão cada vez a ganhar mais peso. Foto de _PaulS_
Mais de 700 manifestantes foram presos sábado nos Estados Unidos, durante um protesto que bloqueou a ponte do Brooklyn, em Nova York, na 15ª jornada promovida pelo movimento Ocupar Wall Street, que mantém uma “acampada” no Zucotti Park, no centro de Manhattan.
A ponte liga a baixa de Manhattan ao bairro do Brooklyn, cruzando o East River.
A polícia alegou que não prendeu ninguém que se manteve no passeio, mas que os manifestantes foram para a estrada e assim bloquearam a ponte, o que é proibido. Mas os jovens dizem que foi a própria polícia que os conduziu e escoltou para a travessia rodoviária da ponte. Acusam, assim, a polícia de Nova York de os ter conduzido a uma armadilha.
Os manifestantes levavam à frente um cartaz onde se podia ler “We the People” (Nós, o Povo), as primeiras palavras do preâmbulo da Constituição dos EUA. Quando começaram as prisões, os manifestantes reagiram gritando “O mundo inteiro está a ver”, em alusão ao live streaming pela Internet que estava a decorrer no momento.
Em seguida, sentaram-se no chão e gritaram “Let them go!” diante de todos os jovens, alguns visivelmente menores, que estavam a se detidos. O protesto foi totalmente pacífico.
Segundo testemunhos citados pelo The New York Times, os detidos foram levados em dez autocarros e libertados em seguida. Há denúncias que alguns deles foram agredidos. Todos foram algemados. Cerca de 3 mil pessoas terão participado na manifestação.
As manifestações estão cada vez a ganhar mais peso, e os “indignados” norte-americanos, que denunciam a injecção de dinheiro público para salvar os bancos e a corrupção do sistema financeiro, recebem a cada dia apoio público de intelectuais como Noam Chomsky, o documentarista Michael Moore ou a actriz Susan Sarandon. Houve manifestações também em Washington, São Francisco e Chicago.
Já há uma nova acampada, desta vez em Boston, no Parque Dewey.

domingo, 2 de outubro de 2011

A racionalidade e a lei da selva


João Pereira Coutinho pergunta “não será do interesse de um patrão racional, e da empresa que ele dirige, manter um trabalhador eficiente?” O busílis da questão não é nem nunca foi a “eficiência” do trabalhador(a), a questão é mesmo a forma de contratação...
João Pereira Coutinho, colunista do “Correio da Manhã”, numa coluna que curiosamente se chama “A voz da razão”, afirmava que “não é possível discutir racionalmente a legislação laboral em Portugal”. Porque, afirma o colunista “o debate é caricatural e assenta nestas premissas: o patrão é sempre um verme e o trabalhador, uma vítima indefesa”.
E coloca uma pergunta, que segundo ele, está ausente do debate: “não será do interesse de um patrão racional, e da empresa que ele dirige, manter um trabalhador eficiente?”
É óbvio que João Pereira Coutinho defende a liberalização dos despedimentos, dizendo mesmo que “um mercado de trabalho que permita maior circulação de pessoas” dará lugar a “mais baixos níveis de desemprego”.
A caricatura que utiliza para o debate sobre a legislação laboral não serve, está ela própria refém de um estigma, mas a base de discussão deve ser exactamente sobre a relação entre a força produtiva e o poder do capital que detém a empresa. Olhar para o Mundo do trabalho e dizer que são todos iguais e que a relação entre o empregador e o empregado é uma relação normal, equiparada e justa é a mesma coisa que dizer que na selva são todos iguais. Não é por acaso que a expressão “lei da selva” é tão utilizada quando se fala de legislação laboral. É exactamente, porque na selva vence o mais forte, independentemente de todas as circunstâncias. Quando a legislação laboral deixar de proteger, sim proteger, os trabalhadores e trabalhadoras chegamos ao fim da linha. Deixam de existir os meios que permitem equilibrar a desigualdade de poderes que existe numa relação de trabalho.
Eu sei que custa a muitos aceitar aquilo que está inscrito na Constituição da República, (Art.º 53.º - Segurança no emprego) e artigo 58.º (Direito ao Trabalho), sobretudo a alínea a) do seu n.º 2: “Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover: a) a execução de políticas de pleno emprego.
Eu também sei que se levantam muitas vozes dizendo que é a marca “ideológica” da Constituição, que tudo isso está ultrapassado e, claro, que temos que deixar o mercado funcionar e que só assim haverá emprego, não para todos e todas, pois isso do pleno emprego também está “ideologicamente datado”.
Mas aqui é que está a questão: em primeiro lugar a Constituição não é neutra e não é por acaso que protege os trabalhadores(as), e em segundo lugar o mercado é insaciável, como se tem provado até à exaustão. Não foi em nome do mercado que se fez a primeira revisão das leis laborais, o Código de Trabalho Bagão Félix? E a segunda, o Código de Trabalho Vieira da Silva? E agora chega o 3.º assalto, directo à proibição de despedimento sem justa causa.
Mas a resposta à pergunta de JPC não é nenhum quebra-cabeças e responde-se com uma simples palavra: Sim. O busílis da questão não é nem nunca foi a “eficiência” do trabalhador(a), a questão é mesmo a forma de contratação – se pode contratar ao mês, não faz contrato a prazo de seis meses, se pode manter o contrato a prazo indefinidamente nunca passa a efectivo. Se pode fazer uma avença em regime de recibo verde, mesmo que seja um falso trabalhador independente ou mesmo uma falsa empresa em nome individual, nunca contrata esse trabalhador ou trabalhadora. E assim mantêm a espiral da exploração, da pressão sobre os salários, mantendo-os baixos. Assim cativa a seu favor os direitos dos trabalhadores, que nunca são exercidos na sua plenitude. Assim se mantém o exército de desempregados(as) e se tenta esgotar as forças de resistência.
O trabalhador defende-se com a sua “eficiência”, cuja avaliação depende do patrão, que muito rapidamente o substitui por outra “eficiência mais barata”, “com mais saúde”, “com menos filhos(as)”, mais “adaptada”, etc., etc.
Ontem, milhares e milhares de trabalhadores saíram à rua. TRABALHADORES, pessoas com direitos. Com a destruição das leis do trabalho, serão, não tenhamos dúvidas, vítimas.

Curto e triste, o país programado pelo Secretário de Estado da Cultura


O Secretário de Estado da Cultura, aquele que não tem ministro, falou.
Que confusão! Parte da confusão é mero desenvolvimento do desorganizado e desinformado quadro de conceitos traçado no texto do Programa do Governo. Passaram três meses e o nível de conhecimento do sector não parece ter aumentado significativamente.
Há uma boa notícia: a extinção do OPART, a “desfusão” da Companhia Nacional de Bailado e do Teatro Nacional São Carlos. Mas, além de termos ficado a saber que afinal o ACE [Agrupamento Complementar de Empresas] de Canavilhas é uma boa ideia para este governo, há ainda dois comentários sobre o futuro funcionamento dos três Teatros Nacionais [São Carlos, D. Maria II e São João], da Cinemateca e da Companhia Nacional de Bailado no mínimo infelizes.
Diz o senhor Secretário de Estado que a programação destas entidades deverá ser discutida com o seu gabinete dizendo simultaneamente que “não porá em causa nem um milímetro da autonomia artística”. Como são as duas afirmações compagináveis? Ainda: Deverá saber o senhor SEC que o plano de Actividades e Orçamento destas entidades sempre tiveram de ser apresentados e caucionados pela tutela… Então qual o propósito deste sublinhado? Pretenderá o SEC ser um “super-director-artístico”? Terá, afinal, Passos Coelho contratado um “grande-programador” para o país?
Não sendo completamente claro nos seus limites, o senhor SEC afirma que a gestão das seis EPEs [Entidades Públicas empresariais] transita para a ACE e que cada uma delas manterá intocável a sua identidade e autonomia artísticas. Mito, a mesma fantasia da tutela anterior: não é possível autonomia artística sem autonomia de gestão; a gestão de recursos humanos, materiais e financeiros é indissociável da gestão artística; influenciam-se mutuamente, têm de se fazer juntas em tempo real, são interdependentes.
E depois, a outra extinção: para a Cultura, Lisboa e Vale do Tejo deixa de ser região; regiões apenas no resto do país, na província. A justificação: esta população está geograficamente próxima dos organismos da administração central da cultura! É como propor eliminação da junta de freguesia onde se situam os paços de concelho de um município. Não é óbvia a perda de direitos específicos dessa população? Não é óbvio o tratamento desigual obrigando uns a tratar com intermediários e outros com órgãos com autonomia de decisão?
Por fim o argumento futebolístico: o número de espectadores. Na voragem de encontrar critérios numéricos de inquestionável objectividade para uma área cujo valor intrínseco reside precisamente no exercício da subjectividade. Claro que acompanhamos a exigência de que estes organismos possuam um serviço de envolvimento da comunidade (os chamados “serviços educativos”). Agora avaliar a eficiência e a qualidade do serviço prestado por entidades de produção e programação artística, de iniciativa governamental ou não governamental, pelo número de espectadores, é uma falácia, é perigoso, é irresponsável.
Este discurso coloca o governo na posição do dono de terras que exige ao agricultor a colheita de um produto agrícola sem nunca lhe ter dado as sementes. Sim, o que é preciso é uma política estruturada e consequente de formação de públicos para a arte, que torne a fruição artística um acto normal e não excepcional. Mas, que fique claro, mesmo aí, a avaliação do sucesso continuará a não poder ser aferido pelo número de espectadores. O que teremos no entanto será um país maior, um maior grau de autonomia da arte relativamente ao financiamento público.

A Esquerda e o combate à corrupção


Nesta entrevista ao esquerda.net, José Vitor Malheiros realça a importância da implementação de novas ferramentas essenciais para uma verdadeira estratégia de combate à corrupção. O jornalista pronuncia-se ainda sobre as debilidades do sistema judicial português no combate à corrupção.
Qual a sua opinião sobre a criação do crime de enriquecimento ilícito para os titulares de cargos públicos ou políticos?
Eu sou claramente a favor da criação do crime de enriquecimento ilícito. A corrupção é um crime que é muito difícil de investigar, é um crime invisível. É possível, por exemplo, que aconteça apenas num computador que está instalado num país qualquer distante, existem transferências de dinheiro que são feitas dessa forma. São, portanto, crimes que deixam um rasto muito difícil de seguir, que exigem competências muito particulares e, de facto, a melhor forma de os identificar é através de manifestações de riqueza que não são explicáveis para os seus detentores. A criminalização do enriquecimento ilícito, do enriquecimento não transparente, daquele que não é possível explicar, parece-me fundamental como ferramenta de combate à corrupção.
Qual é a importância do levantamento do sigilo bancário para o combate à corrupção?
Penso que o levantamento do sigilo bancário é também uma ferramenta fundamental num programa de combate à corrupção. É evidente que têm que existir mecanismos de defesa da privacidade, no entanto, o levantamento do sigilo bancário no caso de investigações criminais no âmbito de um programa de combate à corrupção parece-me absolutamente fundamental. Não me parece que seja possível defender a manutenção do sigilo bancário com base apenas na defesa de valores como a defesa da vida privada. As investigações policiais, as investigações criminais devassam, investigam forçosamente, inúmeros aspectos da vida privada das pessoas, por vezes com muito maior sensibilidade do que são os seus dados bancários.
Considera que, em Portugal, o sistema judicial é eficaz no combate à corrupção?
Não só os especialistas que têm investigado o fenómeno da corrupção, como os profissionais que trabalham na área do combate à corrupção, quer no sistema judicial, quer na investigação criminal, referem isso. Não se trata de uma questão de opinião. Existem relativamente poucas denúncias de corrupção, e essas denúncias são, esmagadoramente, feitas de forma anónima e não permitem o prosseguimento das investigações. Por outro lado, o número de acusações que é feito em Portugal pelo sistema judicial é, de facto, muito baixo, e a percentagem de condenações é praticamente irrelevante. O facto de pessoas que são condenadas verem sistematicamente as suas penas suspensas, fazerem sistematicamente recurso dessas penas e, por vezes, de forma prolongada ao longo dos anos, utilizando imensas manobras dilatórias, e acabarem por não ser sancionadas de forma nenhuma, tem duas consequências. Por um lado, contribui para o sentimento de que é inútil recorrer à denúncia, de que a investigação criminal e o sistema judicial não são operantes e, acima disso, para o sentimento de que, provavelmente, esses dois sistemas, que deveriam ser esteios de uma sociedade democrática, estão também eles corrompidos, são também eles pilares de um sistema corrupto.  
O regime de incompatibilidade poderá contribuir para o fim da “dança de cadeiras entre poder político e poder económico”?
É curioso que praticamente não existe nenhum emprego no sector privado que não venha acompanhado de alguma incompatibilidade. Uma pessoa não pode trabalhar numa empresa e, simultaneamente, noutra empresa do mesmo ramo, ou numa empresa concorrente. Isto acontece em praticamente todos os sectores. Na administração pública e no sistema político subsistem inúmeras situações onde não existe qualquer incompatibilidade. Nós vemos funcionários de autarquias que são simultaneamente trabalhadores de gabinetes de projectos de construção civil, vemos deputados que exercem, simultaneamente, a advocacia, o que me parece completamente inconcebível. A definição de um sistema que envolva toda a administração pública e todos os dirigentes políticos e que defina incompatibilidades e conflitos de interesses parece-me absolutamente fundamental. No entanto, tal como acontece relativamente aos registos de interesses e às declarações de património, entre outros, essas incompatibilidades não devem ser uma mera formalidade. Não se trata apenas da entrega de uma declaração que pode ou não ser verdadeira, que pode ou não estar desactualizada. Todos esses mecanismos são mecanismos que só funcionam se forem, de facto, escrutinados pelas autoridades, pelos media, pela sociedade em geral. É evidente que isso terá que ser analisado caso a caso, mas, no caso dos dirigentes políticos, todas essas declarações deveriam ser submetidas a um escrutínio sistemático por parte das autoridades.
Considera que a transparência é uma ferramenta central de qualquer estratégia de combate à corrupção?
A transparência é a ferramenta central de qualquer estratégia de combate à corrupção. Ainda que seja necessária uma polícia especializada e técnicos competentes em diversas áreas, o que é central, de facto, nessa estratégia é a exigência da transparência, porque quando nós temos transparência temos todos os grupos de interesses e as organizações que existem na sociedade e todos os cidadãos a poderem escrutinar aquilo que se passa. A transparência é importante não apenas porque obriga a pôr a nu, mas porque obriga a uma discussão. Temos muito para discutir. Há incompatibilidades que talvez façam sentido, outras não, há fontes de rendimento que são admissíveis numa circunstância e que poderão não ser noutra… Ainda que todos tenhamos a tentação de ver a corrupção a preto e branco, as coisas não são, por vezes, tão claras que nos permitam tomar uma decisão e condenar imediatamente, e não devemos fazê-lo de uma forma demasiado leviana. Esse debate que é necessário fazer a propósito do que é lícito e do que é que não é lícito, porque é que deve ser permitido e quando é que deve ser permitido e a quem é que deve ser permitido, é um debate que só é possível quando os dados, quando a informação de base está disponível para a sociedade debater. Por um lado, a transparência é fundamental para que haja fiscalização mas é fundamental também para que alimente um debate sobre quais é que devem ser as normas, os procedimentos e os critérios que devem ser seguidos.      
Como contrariar a corrupção “Robin dos Bosques”?
A corrupção “Robin dos Bosques” é um termo que eu inventei, não é uma designação técnica. Acontece que, em Portugal, muita gente tem a noção de que as leis são feitas pelos ricos para proteger os ricos e de que o sistema jurídico é um sistema essencialmente injusto que eterniza desigualdades. Quando se tem essa concepção é natural que se salte para a consequência de que combater essas leis, combater essas normas, desobedecer a essas normas jurídicas, pode não só ser moralmente aceitável mas até pode ajudar a equilibrar a balança de poder, pode ajudar a reduzir algumas desigualdades sociais. Ora o que a investigação nos prova é que isso não acontece. A corrupção não é, nunca em circunstância alguma, nem a pequena corrupção, um fenómeno de combate ou de redução das desigualdades sociais. A corrupção é um fenómeno de poder, sempre feita pelos poderosos, e está sempre ao serviço dos poderosos. A corrupção não é um mecanismo de transmissão de poder, é um mecanismo de eternização dos poderosos no poder. Para que os cidadãos em geral tomem consciência do quão perniciosa é a corrupção, e a corrupção não é apenas perniciosa porque desvia recursos públicos mas principalmente porque cria um descrédito no sistema político, na estrutura jurídica, nas leis, nos políticos e na própria democracia, é necessário existir informação de cariz técnico sobre aquilo que acontece, sobre as consequências de determinados actos, sobre a bondade de determinadas opções. É necessário, igualmente, assegurar o debate, que é um debate político no qual as organizações políticas têm uma particular responsabilidade. Não há nenhuma outra forma de convencer as pessoas de que mesmo a pequena corrupção não é aceitável, é perniciosa para toda a gente e não ajuda a combater as desigualdades, a não ser através da informação sobre os diversos processos de corrupção para que as pessoas adquiram consciência dos recursos que são desviados.

CGTP convoca semana de luta com greves


Entre 20 e 27 de Outubro, incluirá greves nos sectores privado e público. Carvalho da Silva afirma que os 100 dias de governo da direita “foram uma desgraça”e apela ao PS para que “não seja complacente com as políticas da troika”. Louçã diz que "o povo na rua é a melhor resposta".
Os 100 dias da governação PSD-CDS “foram uma desgraça”, diz Carvalho da Silva. Foto de Paulete Matos
A CGTP convocou, no final da manifestação que reuniu 130 mil pessoas em Lisboa e 50 mil no Porto (dados da central), uma semana de luta, entre 20 e 27 de Outubro, que incluirá greves nos sectores privado e público.
O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, acusou o primeiro-ministro de ter andado, “conscientemente, a mentir aos portugueses” durante a campanha eleitoral e afirmou que os 100 dias da governação PSD-CDS “foram uma desgraça”. O sindicalista lançou um apelo ao PS: “Não sejam complacentes com as políticas da troika”.
E explicou: “Queremos dizer, sem arrogância, que o Partido Socialista não pode continuar prisioneiro do memorando da troika. Não pode haver condescendência. Não pode haver hesitações, complacência com as políticas neoliberais e neoconservadoras”, disse.
Dinâmica de luta colectiva
Carvalho da Silva afirmou que o caminho que Portugal está a percorrer, cumprindo o memorando de entendimento com a troika, é o mesmo que conduziu a Grécia à sua actual situação. “A Grécia está como está, exactamente porque se submete às regras impostas pela troika”.
O secretário-geral da CGTP defendeu a necessidade de um projecto político alternativo, que aposte no combate à fraude e à evasão fiscal, e que taxe a verdadeira riqueza. “A solução está na construção de uma dinâmica e de uma luta colectiva”, frisou.
O sindicalista destacou que não se pode cortar nos direitos das gerações mais jovens. “É preciso continuar a lutar pelo direito à saúde, à segurança social, à protecção na velhice, por infra-estruturas que propiciem o desenvolvimento da sociedade.”
Em Lisboa, o desfile foi encabeçado pelos camionistas da TNC (empresa que abriu insolvência deixando os funcionários sem receber há dois meses), que foram fortemente aplaudidos à entrada da Avenida da Liberdade.
No Porto, a manifestação concentrou “entre 50 a 60 mil pessoas”, que mostraram assim estar contra a “política desastrosa que o governo está a impor”, disse João Torres, coordenador da União dos Sindicatos do Porto.
"O povo na rua é a melhor resposta", diz Louçã
O coordenador do Bloco de Esquerda, que marcou presença na manifestação de Lisboa, defendeu que "o povo na rua é a melhor resposta" para as medidas de austeridade dos barões do PSD que dirigiram o BPN e a Madeira.
"Os barões do PSD, alguns deles tão importantes, dirigiram o BPN, uma intrujice pegada. Há 35 anos dirigem a Madeira, uma vigarice nas contas, querem fazer crer ao país que empurrando-o para medidas de destruição, no caminho da Grécia, podemos evitar a crise da Grécia", acusou Francisco Louçã.
"Nós já estamos nessa recessão, isso é gravíssimo e por isso é que é preciso uma alternativa forte e o povo na rua é a resposta", defendeu.
Para Francisco Louçã, é indispensável que os trabalhadores defendam a Segurança Social e o Serviço Nacional de Saúde, e que denunciem a vigarice das contas, “das medidas que já retiraram metade do subsídio de Natal, agravando sistematicamente as condições de vida e de emprego".

“Quem ficou com o dinheiro na Madeira?”


Quem viveu acima das possibilidades não foi o povo da Madeira, diz Francisco Louçã. Foram os comparsas do Ali Babá, os que viveram à volta daquele governo e daquele regime. O coordenador do Bloco diz que as contas do ministro das Finanças não batem certo porque se esquecem de três parcerias público privadas nas rodovias que disparam a dívida da Madeira para 8.328 milhões de euros.
Louçã: Vítor Gonçalves esqueceu-se de três parcerias público privadas que disparam para 8.328 milhões de euros o valor total da dívida da Madeira. Foto de Paulete Matos
Durante sessão pública na noite de sexta-feira no Porto, Francisco Louçã disse que a conta da dívida da região autónoma da Madeira apresentada pelo ministro das Finanças não bate muito certo, porque Vítor Gonçalves “se esqueceu de três parcerias público privadas nas rodovias” que disparam para “8.328 milhões de euros” o valor total. Mas isso ainda não é tudo, porque ainda há que ter em conta o impacto do ‘off-shore’ da Madeira.
“A Madeira não recebe nada de impostos das empresas situadas no offshore, que são fantasmas, mas o produto é contabilisticamente inflacionado. De forma que a Madeira perde todos os anos fundos comunitários a que teria direito em função do nível de vida real, das madeirenses e dos madeirenses, porque há uma falsificação sistemática das contas por existência da zona franca”, apontou.
Assim, segundo o coordenador do Bloco de Esquerda, “a Madeira perde, no quadro comunitário actual, 900 milhões de euros a que teria direito de fundos de apoio ao desenvolvimento e de apoio social, só porque regista nas suas contas uma zona franca, de empresas fantasmas, de branqueamento de capitais e de fuga aos impostos”.
Para Louçã, é evidente que, na Madeira, “quem viveu acima das possibilidades dos outros foram os comparsas do Ali Babá, quem viveu à volta daquele governo e daquele regime, que tinham tudo e não deram nada”.
“O que é preciso que nos digam é quem é que ficou com dinheiro”, disse, acrescentando que este “está, naturalmente, à volta dos comparsas todos que viveram da facilidade, do amiguismo, dos contratos, das concessões, dos ajustes, das inaugurações ao longo de todos estes anos”.
Revisão em alta do défice
Sobre a revisão em alta do défice anunciada pelo Instituto Nacional de Estatística, o coordenador do Bloco de Esquerda disse que “o registo de que o défice é maior do que se esperava desencadeou imediatamente duas reações”.
“A primeira do PSD e do CDS a dizer que a culpa é do PS”, sublinhou, recordando, porém, que “nenhuma das medidas que cavou esta sepultura da economia portuguesa deixou de ter o apoio do PSD e depois chegou o acordo da troika, mais uma vez com o apoio de Passos Coelho e de Paulo Portas”.
Mas houve outra resposta: “Um secretário de Estado do Ministério das Finanças foi à tarde dizer: sim senhor, medidas extraordinárias. Lá deve ter recebido um SMS e depois saiu a dizer: 'não, na verdade as medidas extraordinárias são como a pescada, antes de o ser já o eram?. Nós estamos sempre em medidas extraordinárias”, disse Louçã, em tom irónico, acrescentando que o governo ainda “não percebeu que quanto maiores os impostos, maior a dificuldade de ter receitas tributárias porque mais pequena é a economia”.
Para Louçã, “toda a política e estratégia do governo é a velha estratégia dos feiticeiros da idade média que achavam que se alguém tinha algum sintoma de doença, na dúvida, abre-se uma veia. É preciso é sangrar o doente. Se o sangrarem bem ele vai ficar bom. Ora se o sangrarem ele morre. Feitiçaria não dá”, afirmou.

sábado, 1 de outubro de 2011

O banquete das privatizações


É um fartar vilanagem…à custa de recursos públicos que são de todos os portugueses. O Estado vai deixar de receber milhões em dividendos de empresas que vão ser vendidas a preço de saldo.
O plano de privatizações do governo de Passos Coelho é um verdadeiro banquete para os interesses económicos que se perfilam para abocanhar sectores estratégicos da economia portuguesa. É um fartar vilanagem…à custa de recursos públicos que são de todos os portugueses. O Estado vai deixar de receber milhões em dividendos de empresas que vão ser vendidas a preço de saldo.
Está em perspetiva a saída do Estado de importantes sectores e empresas estratégicas para o desenvolvimento do país nomeadamente nas áreas da energia, das comunicações, do transporte aéreo e ferroviário ou na comunicação social, a que se junta a abdicação das golden share na PT, EDP e GALP.
O que está em causa é a delapidação do erário público, dado que querem vender a qualquer preço um património que é de todos. Contabilizando apenas oito das vinte empresas e dois anos de operação, constata-se que geraram mais de 11 mil milhões de euros de resultados líquidos para os seus accionistas.
Trata-se de um plano de extorsão, com a entrega de empresas de referência, como os CTT, a ANA e a TAP, a EDP e a REN, o ramo segurador da CGD, dando passos na entrega total do sector financeiro aos grandes grupos económicos, ao mesmo tempo que se introduzem medidas que descaraterizam a função social e o funcionamento da CARRIS, da STCP e do Metro de Lisboa e Porto, com vista à alienação/concessão das carreiras e linhas mais rentáveis.
Estamos perante um plano irresponsável, que prevê a privatização das Águas de Portugal, num quadro de mercantilização da água, bem público essencial à vida, e a entrega das áreas mais rentáveis da CP ao sector privado, como a CP – carga, a EMEF, única empresa em Portugal de reparação e construção de material ferroviário, e a exploração das linhas ferroviárias.
Com este plano perdem as populações, que pagarão mais por menos e piores serviços públicos. Ficam sem transportes públicos, nas regiões do interior do país, bem como das grandes áreas metropolitanas com menos carreiras e cada vez mais caras e inacessíveis. Sem distribuição diária do correio em muitas zonas do país, a par da deterioração da qualidade do serviço prestado em termos nacionais. Com a perspetiva de aumento das tarifas de eletricidade para garantir os escandalosos lucros dos acionistas da EDP.
Nos seus Cadernos de Lanzarote, José Saramago dá a melhor resposta a estes políticos público-privados do rotativismo que nos governa:
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos

Luz e gás mais caros a partir deste sábado


O aumento do IVA de 6 para 23 por cento nas tarifas de luz e do gás entrou em vigor a partir deste sábado. Tarifa social para famílias desfavorecidas será paga pelos restantes consumidores, no caso do gás.
O IVA do gás passa de 6% para 23%. Foto de Paulete Matos
O aumento do IVA de 6 para 23 por cento nas tarifas de luz e do gás entra em vigor a partir deste sábado. Assim, as próximas contas já vão reflectir este aumento brutal.
A medida consta do acordo com a 'troika', mas o governo decidiu antecipar a sua aplicação para 1 de Outubro argumentando que a arrecadação extra de IVA servirá para pagar os desvios nas contas públicas.
Este sábado entra também em vigor um apoio social extraordinário ao consumidor de energia (ASECE), para reduzir o impacto do aumento de preços da electricidade e do gás natural sobre os consumidores economicamente vulneráveis, que permitirá um desconto de 13,8% aos beneficiários. O governo estima que 700 mil famílias vão beneficiar das tarifas sociais no caso da energia e 150 mil, no caso do gás. Podem requerer a tarifa social os beneficiários do complemento solidário para idosos, do Rendimento Social de Inserção, do subsídio social de desemprego, do 1.º escalão do abono de família e da pensão social de invalidez.
Mas os custos desta tarifa social do gás vão ser pagos por todos os clientes, ao contrário do que acontece com a electricidade, em que são os produtores a suportá-los.
O Ministério da Economia argumenta que em Portugal não existem produtores de gás, e por isso as regras são outras.

Tirar de comer a quem tem fome


Seis governos - os da Alemanha, do Reino Unido, da Suécia, da Holanda, da Dinamarca e da República Checa - querem reduzir em 75 por cento o montante dedicado ao europeu de assistência alimentar aos mais carenciados e extingui-lo em 2013.
No seu discurso sobre o estado da União, Durão Barroso fez uma declaração de amor incondicional à Europa. A sua Europa: uma União de "de disciplina e solidariedade", uma União a caminho da "confiança e do crescimento". A Europa de que falou é a que, vendendo ilusões, serve frias as decepções. O que se passou nesse dia não poderia ser mais revelador. Horas depois, o Parlamento que escutara Barroso discutiu o programa europeu de assistência alimentar aos mais carenciados. Estamos a falar do principal recurso de sobrevivência para 19 milhões de pessoas. Seis governos - os da Alemanha, do Reino Unido, da Suécia, da Holanda, da Dinamarca e da República Checa - querem reduzir em 75 por cento o montante dedicado a este programa e extingui-lo em 2013.
Este apoio aos mais pobres entre os pobres tem custado a cada europeu exactamente um euro por ano ou, se se quiser, um quinto de cêntimo de euro por dia. Reza a história que este bloqueio absurdo começou porque a França terá usado a sua parte nesta verba para comprar os bens alimentares directamente aos seus agricultores, o que os outros governos, suportados num processo judicial que ainda decorre, consideram "concorrência desleal". Por outras palavras: a Europa não se entende para colocar o programa alimentar em andamento e quem paga são os pobres. É com murros destes no estômago que se afogam as ilusões sobre o estado da União.
Que se clarifiquem as irregularidades, nada contra; mas que este episódio seja usado para acabar com um dos raros fundos de uso social, é vergonhoso. Sabemos que a União tem problemas estruturais - os que estão a acentuar cada vez mais a divisão entre os países do norte e os do sul; mas também sabemos que a pobreza tem aumentado, que as desigualdades se multiplicam e que os mais pobres não podem ficar sem resposta. Este programa usa os excedentes agrícolas em benefício de quem tem fome. É um bom programa e um programa bom. O seu bloqueio só é compreensível à luz de uma sociedade que é capaz de produzir excedentes, mas que não os quer usar decentemente.
Não deixa de ser sintomático que o discurso das ilusões tenha ocorrido no mesmo dia do debate sobre o programa alimentar. Barroso falou da "Europa da disciplina orçamental". Essa existe mesmo. É a que insiste nas medidas de austeridade que aumentam a pobreza e as desigualdades. E falou também da "Europa da solidariedade". Mas essa é a que vive no mundo das palavras e se dispensa de actos. Devia ser ao contrário, não é?
Artigo publicado no jornal “As Beiras”, 1 de Outubro de 2011

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

Clique aqui para ler

Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.