sexta-feira, 1 de abril de 2011

Tocá Rufar: é tempo de ajudar

Um incêndio no início de Março destruiu a sede do projecto, destruindo mais de 2 mil instrumentos e causando prejuízos de um milhão de euros. Para seguir em frente com as suas actividades, a associação está a pedir donativos.
“Não desistimos, vamos seguir em frente com as nossas actividades, ensaios, espectáculos, da forma que conseguirmos”, diz um comunicado da associação
No dia 1 de Março de 2011, pelas 15h, um incêndio destruiu o TamborQfala, sede do projecto Tocá Rufar. O fogo destruiu cerca de 2 mil instrumentos e causou prejuízos avaliados em mais de um milhão de euros.
Apesar de combatido por várias corporações de bombeiros do distrito de Setúbal, o pavilhão ficou destruído, bem como os bombos, 15 computadores e todo o arquivo de 14 anos de história do grupo (incluindo mais de 400 cassetes com gravações).
Segundo o fundador do projecto, Rui Júnior, o incêndio terá sido provocado por trabalhos de soldadura integrados na reparação dos telhados de pavilhões do complexo industrial.
A perda deixou a maior orquestra de percussão tradicional portuguesa sem os recursos necessários para dar continuidade ao trabalho educativo, artístico e cultural que a sustentam.
O Tocá Rufar nasceu em 1996 a partir de um convite da Expo 98 dirigido a Rui Júnior para a concepção de um espectáculo de percussão baseado na rítmica tradicional portuguesa.
Em 1999 constitui-se como Associação – ADAT – Associação dos Amigos do Tocá Rufar, devido à necessidade de disponibilizar aos inúmeros interessados a formação artística. Hoje, a ADAT extravasa o seu propósito inicial como associação, respondendo por uma orquestra de percussão, uma companhia de música e pelo desenvolvimento de oficinas de percussão em todo o país, continuando a atrair crianças, jovens e adultos, realizando parcerias com diversas instituições públicas e privadas, companhias profissionais, artistas, grupos comunitários, crianças com necessidades especiais e escolas oficiais.
A associação pede agora a todos os que sentirem no coração esta perda, que enviem os sinceros donativos para a conta da ADAT - Associação dos Amigos do Tocá Rufar:
NIB 0036 0050 99100254775 90
IBAN PT50 0036 0050 9910 0254 7759 0
Ou pela linha de apoio 760 50 10 90 (0,60 € + IVA por chamada)
“Não desistimos, vamos seguir em frente com as nossas actividades, ensaios, espectáculos, da forma que conseguirmos”, diz um comunicado da associação, que conclui:
“O melhor modo de nos ajudarem é também divulgar o sucedido pelo maior número de pessoas possível e gritar bem alto que vamos continuar e lutar para renascer e fazermos sempre cada vez melhor.”

O precedente

O fim do modelo de avaliação dos professores pode e deve ser assumido como um importante precedente perante outros modelos em vigor. O modelo de avaliação dos funcionários públicos - SIADAP - é o exemplo que salta logo à vista neste sentido.
A revogação no Parlamento do actual modelo de avaliação dos professores foi o culminar de um braço de ferro que envolveu toda a classe docente contra uma tutela que persistiu em ser míope até ao fim. Com o empenho de todos os que estavam a ser prejudicados por tal modelo, conseguiu-se dar a volta à persistência do actual Executivo, conseguiu-se ganhar a opinião pública e até da improvável direita surgiram, de forma interesseira ou não, sonantes apoios. Mas a luta dos professores serviu também para demonstrar que a avaliação de desempenho profissional faz obviamente sentido, mas que a sua imposição contra tudo e contra todos é contraproducente. E que um modelo de avaliação só tem a ganhar se definido e consequentemente respeitado por todas as partes envolvidas. A sua sustentabilidade depende disso mesmo. Neste sentido, o fim do modelo de avaliação dos professores pode e deve ser assumido como um importante precedente perante outros modelos em vigor. O modelo de avaliação dos funcionários públicos - SIADAP - é o exemplo que salta logo à vista neste sentido.
O SIADAP assenta numa série de pressupostos semelhantes aos que estiveram na base da modelo de avaliação dos professores. Surgiu precisamente com o argumento que era preciso avaliar uma classe profissional de privilegiados, desse por onde desse. E que quem o questionasse, no fundo apenas estaria a defender o "regabofe" até então vigente. Por outro lado, assumiu-se igualmente que um sistema de quotas seria um elemento essencial para distinguir a boa da má moeda, esquecendo-se que tal acentuaria irremediavelmente as deficiências do modelo. A maioria dos funcionários perceberam então que, por mais que dêem o litro, a sua progressão na carreira passa a ser uma miragem. Por último, os problemas e sérias limitações do SIADAP também foram evidentes desde o início - falta da sua aplicação séria por parte das entidades públicas, crescendo de desmotivação em toda uma classe (o contrário do seu propósito, portanto), ausência de melhorias na qualidade dos serviços públicos. No fundo, à semelhança do modelo de avaliação dos professores, a avaliação da generalidade dos funcionários públicos também está desacreditada desde o início da sua aplicação. Mas por pura teimosia política, insiste-se em procurar ignorar o problema.
A luta dos professores foi ganha de forma inesquecível nas ruas. Com um espírito de união e determinação ímpar. De qualquer modo, para lá de podermos discutir se o tal espírito é possível no contexto actual em classes mais heterogéneas, importa que a revogação do referido modelo de avaliação seja assumida como um importante precedente e não como uma excepção. Os sindicatos da função pública têm portanto toda a legitimidade para agarrá-lo de forma inteligente e as diversas forças políticas deverão também ser coerentes com o posicionamento recente que assumiram relativamente aos professores. Se a avaliação dos professores e o SIADAP correspondem a modelos tão semelhantes, não parece existir qualquer razão objectiva para que o segundo não seja desde já seriamente colocado em causa.
Os bons exemplos servem naturalmente para abrir caminhos. Assim sendo, que o exemplo dos professores sirva para demonstrar aos funcionários públicos que vale a pena opor-se a um modelo sem sentido. Mas que sirva também para demonstrar aos seus representantes, sindicais e políticos, que os precedentes não podem nem devem ser ignorados, muito menos assumidos como excepção. Estranho seria que as causas justas fossem assumidas como circunstanciais.

Greve dos trabalhadores da CP marcada para a próxima sexta-feira irá condicionar o tráfego ferroviário já a partir desta noite. CP prevê “fortes perturbações na circulação dos comboios”. Estão agendadas várias greves no sector dos transportes para a próxima semana. ARTIGO | 31 MARÇO, 2011 - 13:19 Segundo um comunicado da administração desta empresa, prevêem-se “fortes perturbações na circulação dos comboios”. Foto de Paulete Matos. Os trabalhadores dos transportes continuam a sua luta contra os cortes nos salários e as privatizações no sector e pelo respeito pelos acordos de empresa e contratação colectiva e pela defesa postos do trabalho. Os trabalhadores da CP agendaram, para esta sexta-feira, dia 1 de Abril, uma nova paralisação. Segundo um comunicado da administração desta empresa, prevêem-se “fortes perturbações na circulação dos comboios”, nomeadamente atrasos e supressões, entre as 17.30h e as 20.30h no caso dos Serviços de Longo Curso, Regionais e Inter-regionais e entre as 05:00h e as 08:00h no caso dos Serviços Urbanos de Lisboa e Porto. Neste mesmo comunicado, a CP admite que «os impactos destas Greves devem ocorrer não só no dia e período indicado, como também nos dias 31 de Março e 2 de Abril» e informa que não serão disponibilizados transportes alternativos pela empresa. Apenas foram decretados serviços mínimos para os serviços Urbanos de Lisboa e Porto e serviços de Longo Curso. Para a próxima semana, estão ainda marcadas as seguintes paralisações no sector dos transportes: - 4 de Abril, greve na Soflusa, duas horas por turno. - 5 de Abril, greve no Metro de Lisboa, das 5.30h às 12h. - 5 de Abril, greve na Soflusa, duas horas por turno. - 6 de Abril, greve na Soflusa. - 7 de Abril, greve do Metro de Lisboa, das 5.30h às 12h. TERMOS RELACIONADOS: Notícias sociedade Versão para imprimir Versão PDF

Greve dos trabalhadores da CP marcada para a próxima sexta-feira irá condicionar o tráfego ferroviário já a partir desta noite. CP prevê “fortes perturbações na circulação dos comboios”. Estão agendadas várias greves no sector dos transportes para a próxima semana.
Segundo um comunicado da administração desta empresa, prevêem-se “fortes perturbações na circulação dos comboios”. Foto de Paulete Matos.
Segundo um comunicado da administração desta empresa, prevêem-se “fortes perturbações na circulação dos comboios”. Foto de Paulete Matos.
Os trabalhadores dos transportes continuam a sua luta contra os cortes nos salários e as privatizações no sector e pelo respeito pelos acordos de empresa e contratação colectiva e pela defesa postos do trabalho.
Os trabalhadores da CP agendaram, para esta sexta-feira, dia 1 de Abril, uma nova paralisação.
Segundo um comunicado da administração desta empresa, prevêem-se “fortes perturbações na circulação dos comboios”, nomeadamente atrasos e supressões, entre as 17.30h e as 20.30h no caso dos Serviços de Longo Curso, Regionais e Inter-regionais e entre as 05:00h e as 08:00h no caso dos Serviços Urbanos de Lisboa e Porto.
Neste mesmo comunicado, a CP admite que «os impactos destas Greves devem ocorrer não só no dia e período indicado, como também nos dias 31 de Março e 2 de Abril» e informa que não serão disponibilizados transportes alternativos pela empresa.
Apenas foram decretados serviços mínimos para os serviços Urbanos de Lisboa e Porto e serviços de Longo Curso.
Para a próxima semana, estão ainda marcadas as seguintes paralisações no sector dos transportes:
- 4 de Abril, greve na Soflusa, duas horas por turno.
- 5 de Abril, greve no Metro de Lisboa, das 5.30h às 12h.
- 5 de Abril, greve na Soflusa, duas horas por turno.
- 6 de Abril, greve na Soflusa.
- 7 de Abril, greve do Metro de Lisboa, das 5.30h às 12h.

“Não nos falem em austeridade, falem-nos de justiça”

O deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro intervém sobre precariedade e recibos verdes, criticando as medidas do PS e PSD nesta matéria e acusando o bloco central de utilizar a crise para “impor uma ditadura dos mercados contra as nossas vidas”.
Durante a sessão plenária de quinta-feira, durante a qual foi debatido o Projecto de Resolução do Bloco de Esquerda que recomendava ao governo a adopção de "um procedimento especial de combate à utilização abusiva de falso trabalho independente, sancionando as práticas dos actos relacionados com este facto”, que mereceu o chumbo do PSD, CDS e PSD, o deputado José Soeiro defendeu que o que está em causa é saber se “somos ou não capazes de arranjar soluções” e “a quem pertence a política, a quem respondemos, quem fala aqui, que vozes contam”.
José Soeiro defendeu que é necessário “deixar de olhar para o lado” e “aceitar o desafio de dar soluções aos problemas que existem”. O deputado lembrou que foram colocadas à disposição dos deputados da Assembleia da República as folhas de sugestões, apelos e comentários recolhidas durante o protesto da Geração à Rasca de 12 de Março e que, até quarta-feira, nenhum outro grupo parlamentar tinha solicitado a consulta desse conjunto de documentos.
Referindo-se à proposta enunciada pelo PSD de combate à precariedade, o deputado do Bloco afirmou que a posição do PSD sobre esta matéria é idêntica àquela que este mantém face ao PEC: “Isto está mal, queremos ir mais longe”, e, portanto, pretende prolongar os contratos a prazo e introduzir contratos orais.
Quanto às propostas do CDS, José Soeiro defende que este partido utiliza o “desemprego como chantagem para prolongar a precariedade”. “Como se a resposta à precariedade não fossem os direitos mas o medo e a chantagem”, avançou ainda.
Para o dirigente do Bloco, “a resposta mais perversa talvez seja mesmo a do Partido Socialista”.
“É certo que a precariedade não tem parado de aumentar com este governo, é certo que os desempregados diplomados mais do que duplicaram”, é certo que, em 2011, os gastos com recibos verdes mais do que triplicaram no Estado, e que “essa foi a escolha do PS e PSD,  que vêm agora com grande descaramento mostrar comoção com a realidade que criaram e escolheram”, afirmou José Soeiro.
A “fórmula mágica do PS”, defende o deputado, é “esconder a realidade”, como faz nos Censos 2011.
Para José Soeiro, “a crise está a ser utilizada pelo bloco central para impor uma ditadura dos mercados contra as nossas vidas, no trabalho pela imposição da precariedade, no acesso aos apoios sociais, no acesso aos serviços públicos”, no entanto, “ a democracia vai ter que falar mais alto e democracia é hoje, agora e aqui”.
O deputado termina: “Não nos falem em austeridade, falem-nos de justiça”.

70 trabalhadores do Museu do Design e da Moda são despedidos por e-mail

Depois da intervenção dos movimentos Mude Résistance e Precários Inflexíveis, do pedido de explicações por parte do Bloco e da recente inspecção da ACT para verificar a situação de abusos que se verificava no Museu do Design e da Moda (MUDE), os 70 trabalhadores foram despedidos por email.
Concentração dos activistas dos movimentos Precários Inflexíveis e Mude Résistance, no dia 13 de Março, à porta do desfile da Moda Lisboa, denunciando a existência de 70 falsos recibos verdes no MUDE. Foto retirada do site do movimento Mude Résistance.
Concentração dos activistas dos movimentos Precários Inflexíveis e Mude Résistance, no dia 13 de Março, à porta do desfile da Moda Lisboa, denunciando a existência de 70 falsos recibos verdes no MUDE. Foto retirada do site do movimento Mude Résistance.
No blogue do Mude Résistance e na sua página de facebook, foi publicado o mail enviado aos trabalhadores esta quinta-feira, no qual os mesmos são informados de que “o contrato de Aquisição de Serviços em vigor entre a Aumento d’Ideias, Associação de Dinamização Cultural com a Câmara Municipal de Lisboa cessa a 31 de Março de 2011”, sendo que a associação prescinde da prestação de serviços a partir dessa data.
No seu blog, os Precários Inflexíveis denunciam este “despedimento ilegal que acontece depois da Autoridade para as Condições do Trabalho ter realizado uma inspecção ao MUDE há algumas semanas”.
Um grupo de activistas dos movimentos Precários Inflexíveis e Mude Résistance estiveram, no dia 13 de Março, à porta do desfile da Moda Lisboa, denunciando a existência de 70 falsos recibos verdes no MUDE.
No comunicado divulgado, os dois movimentos denunciaram que o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, mantinha “cerca de 70 trabalhadores a prestar serviço no MUDE em regime de falsos recibos verdes, 'contratados' pela Aumento D’Ideias para esconder esta ilegalidade”.
No documento, o Mude Résistance e os Precários Inflexíveis avançaram ainda que “desde a abertura do Museu, em Maio de 2009, os pagamentos são feitos de forma intermitente, com intervalos entre os 3 e os 5 meses em que os assistentes não recebem pelo seu trabalho diário” e que “apesar das irregularidades, novos assistentes continuam a ser 'contratados'”.
Assinalaram também que “são usuais os despedimentos sem justa causa facilitados pelo vínculo laboral de falso recibo verde, a partir do momento em que os trabalhadores tentam exigir os seus direitos”.
Bloco questionou Ministério da Cultura sobre situação dos trabalhadores do MUDE
No dia 4 de Março, o Bloco de Esquerda tinha perguntado (leia o requerimento na íntegra) ao Ministério da Cultura (MC): Se tinha conhecimento da situação dos 70 trabalhadores a falsos recibos verdes no Mude; de quem é a responsabilidade “pelo expediente que foi utilizado para manter estes trabalhadores em situação de contratação ilegal”; como irá proceder o MC “para que os trabalhadores sejam integrados e para que sejam pagos os créditos e as contribuições que o MUDE deve a estes trabalhadores”; “quando serão realizados os pagamentos dos salários que estes trabalhadores têm em atraso”.

Para combater a precariedade, novas competências para a ACT

As vozes que gritaram “País precário saiu do armário” convocam-nos para a exigência de, neste parlamento, se sair do aparente consenso na crítica à precariedade laboral e passar à tomada de medidas concretas.
A luta contra a precariedade e os falsos recibos verdes saiu à rua no passado dia 12 de Março. 300 mil pessoas contra o défice social, contra as políticas que abandonaram as suas gerações mais jovens e mais qualificadas.
“Já não posso mais, que esta situação já dura há tempo demais”. Disseram nas ruas os jovens, e também os seus pais e os seus avós.
O falso trabalho independente é a maior fraude social na sociedade portuguesa e o mais urgente problema laboral ao qual temos a obrigação de responder imediatamente.
As vozes que gritaram “País precário saiu do armário” convocam-nos para a exigência de, neste parlamento, se sair do aparente consenso na crítica à precariedade laboral e passar à tomada de medidas concretas.
Hoje a responsabilidade aqui e agora, é a de decidir novas competências para a ACT, e por isso, o Bloco de Esquerda desafia todos os Partidos a aprovarem o projecto de resolução que propõe:
- Combate aos falsos recibos verdes e intervenção da ACT no sector público e privado;
- Clarificação do que é falso trabalho independente, bastando que se verifiquem duas condições definidas para a presunção de contrato de trabalho, sem mais;
- Obrigação de integração no prazo de 30 dias dos falsos trabalhadores independentes nos quadros das empresas, na Segurança Social e nas Finanças, garantindo que a sua antiguidade na empresa;
- A constituição do crime de desobediência qualificada quando o empregador não cumprir as ordens da ACT de regularização do falso recibo verde;
- Defesa do emprego e do trabalho com direitos, não aceitando a desculpa da crise para acentuar a chantagem social sobre quem trabalha.
Este procedimento especial que confere à ACT, novos poderes e reforçadas competências, é a grande novidade desta proposta sobre a qual estamos todos convocados a clarificar posições.
Portugal esteve em recessão em 2009, volta à recessão em 2011, e nos próximos anos, com mais desempregados, com mais precários, com menos direitos sociais. É a recessão que nos mata nos exactos termos em que determina que se transfiram para o capital os rendimentos do trabalho.
Reduzindo os salários directos e indirectos, impondo o medo nas relações de trabalho, generalizando a precariedade e os contratos de todas as formas e feitios, embaratecendo os despedimentos, ameaçando a contratação colectiva.
700 mil é o número oficial de desempregados. São 1.968.900 de acordo com os dados do INE são trabalhadores com contratos a prazo e trabalhadores independentes, a maioria dos quais como falsos recibos verdes.
De acordo com o Banco de Portugal, dados de 2010, 9 em cada 10 empregos criados são precários.
A Autoridade para as Condições do Trabalho tem reconhecido repetidamente a falta de meios e a dificuldade de fiscalização destas situações.
Por um lado, porque nunca foi posta em prática uma verdadeira campanha de fiscalização que, dando corpo ao princípio “trabalho com direitos”, penalizasse os infractores e impedisse a contratação ilegal.
Por outro lado, também a legislação existente não oferece os mecanismos adequados para por termo às ilegalidades laborais.
O anterior Inspector-Geral do Trabalho, Paulo Morgado de Carvalho, afirmava em Abril de 2008: “Se houvesse uma noção de contrato de trabalho dissimulado e de trabalho não declarado com o sancionamento directo seria muito mais fácil para a nossa intervenção e permitiria a integração do trabalhador mais rapidamente”.
Também o actual Inspector-Geral do Trabalho, José Luís Forte, foi peremptório numa entrevista em Setembro de 2010, dizendo: “A única coisa que se poderia configurar na lei seria se, com a persistência na ilegalidade, se estaria ou não a cometer um crime de desobediência. (…) Se o mecanismo existisse, tornaria mais fácil a diminuição da precariedade e menos usual o incumprimento”.
De facto, a ACT pode levantar uma contra-ordenação ao empregador, caso se verifique que a prestação de actividade, aparentemente autónoma, está, na verdade, a ser realizada em condições características de contrato de trabalho, mas o empregador não fica obrigado à integração do trabalhador.
O trabalhador continua, assim, a ter de recorrer à via judicial, apesar de ser a parte mais fragilizada e de, muitas vezes, sofrer enormes pressões.
Exemplos como o da Rede Eléctrica Nacional, onde existem trabalhadores a recibo verde durante três anos ou das Piscinas do Jamor do instituto do Desporto de Portugal, 28 trabalhadores, alguns há mais de 12 anos nas mesmas funções.
Do Grupo Reditus empresa cotada em bolsa, com lucros, e que simultaneamente se apresenta como empresa de trabalho temporário, onde centenas de trabalhadores se encontram com falsos recibos verdes, muitos deles num call center em Castelo Branco.
Mais de 100 no call-center da Vodafone há mais de 6 anos; no Museu do Design e da moda Lisboa são 70 trabalhadores há mais de 2 anos nesta situação; no Instituto da Droga e Toxicodependência, 80 trabalhadores médicos, enfermeiros, psicólogos, administrativos e assistentes sociais a falsos recibos verdes durante vários anos, muitos deles despedidos no final de 2010; no HPP- Saúde, grupo da Caixa Geral de Depósitos, no hospital dos Lusíadas, no hospital da Boavista e na sede da HPP-Saúde.
São estes os escravos e escravas do século XXI que trabalham no sector público e no sector privado, sem direito a férias e subsídios sociais. Sem direitos no presente, sem perspectivas de futuro.
Hoje o voto dos diferentes partidos ditará se o consenso é real ou apenas mais uma ficção, porque hoje decidimos um compromisso sério de combate á precariedade.
Porque a precariedade não pode, ser a regra dum mundo laboral desregrado, em nome do combate ao défice, em consequência da recessão a cobro dos quais se sacrificam milhões de vidas.
Este é o desafio.
Intervenção de abertura do agendamento potestativo do Bloco de Esquerda: “Combate à Precariedade e aos falsos recibos verdes” - 31 de Março de 2011

INE corrige défice em 2010 para 8,6%

INE corrigiu esta quinta-feira o défice em 2010 para 8,6% do Produto Interno Bruto, 1,3% acima do valor previsto pelo governo. Encargos com a nacionalização do BPN contribuem para esta discrepância. Bloco considera que esta correcção do défice é uma confirmação da política desastrosa do governo.
O relatório do INE sobre o procedimento dos défices excessivos, enviado a Bruxelas, revê em alta todos os valores do défice desde 2007. Foto de Manuel de Almeida, EPA/ Lusa.
O relatório do INE sobre o procedimento dos défices excessivos, enviado a Bruxelas, revê em alta todos os valores do défice desde 2007. Foto de Manuel de Almeida, EPA/ Lusa.
O Instituto Nacional de Estatística corrigiu esta quinta-feira o défice em 2010 para 8,6% do Produto Interno Bruto, muito acima dos 7,3% da meta prometida pelo Governo.
A discrepância face à previsão inicialmente avançada justifica-se com a incorporarão nas contas nacionais dos prejuízos causados pelo buraco do Banco Português de Negócios (BPN), que ascendem a dois mil milhões de euros e que acrescentam um ponto percentual ao défice de 2010, das empresas públicas de transporte - a Refer, o Metro de Lisboa e o Metro do Porto -, que representam um acréscimo de 0,5 pontos percentuais, e com os 450 milhões de euros de execução de garantias do Estado ao Banco Privado Português (BPP), que implicam um aumento de 0,3 pontos percentuais.
Segundo os dados divulgados pelo INE, a dívida pública superou a barreira dos 90 por cento pela primeira vez, fixando-se em 92,4 por cento do PIB.
Para 2011, o Governo mantém uma previsão para o défice de 4,6 por cento e coloca agora a dívida pública já próximo dos 100 por cento do PIB, em 97,3 por cento.
O relatório do INE sobre o procedimento dos défices excessivos, enviado a Bruxelas, revê em alta todos os valores do défice desde 2007 e revela que Portugal não tem cumprido o limite de 3% imposto por Bruxelas desde 2004.
Correcção do défice é uma confirmação da política desastrosa do governo
O deputado do Bloco de Esquerda Heitor de Sousa considera que as informações avançadas esta quinta-feira pelo INE confirmam todos os alertas que o Bloco tem vindo a fazer nos últimos meses sobre o peso do buraco do BPN no défice público.
“Esta revisão constitui, em primeiro lugar, uma confirmação do que temos dito repetidamente relativamente ao engano do défice de 7,3 por cento anunciado pelo governo, que não correspondia à internalização do efeito do buraco da nacionalização do BPN e também das medidas de apoio financeiro ao sistema da banca que o Governo tem tomado”, afirmou o deputado Heitor Sousa, em declarações à Lusa.
Heitor de Sousa considera que a correcção do défice é preocupante e constitui uma confirmação da política desastrosa do governo, que passa por financiar a banca em detrimento dos interesses da grande maioria da população.
O deputado do Bloco defende ainda que a sangria de recursos do sector público para o sector privado tem efeitos especialmente perversos num momento de profunda crise económica e social e alerta para a possibilidade dos prejuízos decorrentes da nacionalização do BPN - orçamentados em 2 mil milhões de euros - serem ainda superiores ao anunciado.
“O buraco financeiro do BPN e de outras instituições financeiras ainda não está estancado e ainda vai continuar a reservar surpresas para todos nós e constituir uma ameaça sobre os impostos dos portugueses. No final de contas, quem vai acabar por cobrir estes buracos financeiros será o Orçamento de Estado, ou seja, todos nós”, alerta Heitor de Sousa.
Para o Bloco, "é de lamentar que o Governo continue sem apresentar uma solução concreta e viável para discussão na AR para resolver os buracos financeiros do sistema bancário".

Governo e indústria farmacêutica isolados contra proposta do Bloco

Texto final da proposta do Bloco que estabelece a obrigatoriedade da indicação do preço de venda ao público na embalagem dos medicamentos foi aprovado pela Comissão de Saúde da AR. O PS, que votou contra a medida, só tem o apoio da indústria farmacêutica.
Para o deputado João Semedo “a indicação dos preços nas embalagens é um direito dos cidadãos e um motivo de transparência”.
Para o deputado João Semedo “a indicação dos preços nas embalagens é um direito dos cidadãos e um motivo de transparência”.
Apenas os deputados do grupo parlamentar do Partido Socialista votaram contra o texto final resultante da discussão, na especialidade, da proposta do Bloco que estabelece a obrigatoriedade da indicação do preço de venda ao público na rotulagem dos medicamentos, e que será aprovado em plenário na Assembleia da República (AR) na sexta-feira ou na quarta-feira da próxima semana.  
A comissão está ainda a finalizar o diploma que instituiu a prescrição de medicamentos por substância activa ou denominação comum internacional. 
Governo apenas tem como parceiro a indústria farmacêutica
A reposição dos preços nas embalagens dos medicamentos era reivindicada por inúmeras associações e instituições que, inclusive, chegaram a entregar na AR, em Novembro de 2010, uma petição com cerca de 150 mil assinaturas a exigir a revogação do decreto que permitiu a eliminação da indicação dos preços de venda ao público, nos casos dos medicamentos comparticipados sujeitos a receita médica.
O presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), João Cordeiro, já congratulou, em declarações prestadas à Renascença, a decisão da Comissão de Saúde e afirmou que espera que a proposta seja aprovada na votação definitiva na Assembleia da República.
Também o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) saudou a iniciativa, defendendo que esta trará "transparência ao processo".
“É com agrado que recebemos essa notícia. Tivemos oportunidade para nos manifestar contra a retirada do PVP dos medicamentos, situação que lamentámos e que não compreendíamos”, afirmou à agência Lusa Carlos Braga, dirigente do MUSP.
Apenas a indústria farmacêutica veio criticar a reposição do preço nas embalagens dos medicamentos, considerando que a medida é «tremendamente absurda» e constitui um ataque à actividade das empresas. A Apifarma acusa os partidos da oposição de terem aprovado esta medida por motivos puramente eleitoralistas.
Medida garante “o direito dos consumidores à informação”
O deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda, considera que “não há razão que justifique a decisão do governo” de eliminar a indicação dos preços de venda ao público (PVP) das embalagens da grande maioria dos medicamentos vendidos nas farmácias.
 Para este deputado “a indicação dos preços nas embalagens é um direito dos cidadãos e um motivo de transparência”, sendo que a situação imposta pelo governo “compromete o direito dos consumidores à informação”.
João Semedo esclarece ainda que “não há ninguém que defenda a retirada de preços sem ser a indústria” e que “o preço afixado é um factor de confiança”.

PS, CDS e PSD chumbam proposta do Bloco sobre combate aos falsos recibos verdes

CDS, PSD e PS chumbaram a proposta do Bloco que recomendava ao governo a adopção de "um procedimento especial de combate à utilização abusiva de falso trabalho independente, sancionando as práticas dos actos relacionados com este facto”.
Foto de May Day.
Foto de May Day.
O Projecto de Resolução do Bloco visava, segundo o líder parlamentar José Manuel Pureza, dotar a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) de “todos os poderes necessários” para esta pudesse “assegurar o respeito pelas normas do Código do Trabalho e o combate à precariedade laboral e ao trabalho ilegal”.
Este dirigente considera que o reforço das competências fiscalizadoras e sancionatórias da ACT é fundamental no combate aos falsos recibos verdes, que o Bloco identifica como “a maior fraude social na sociedade portuguesa e o mais urgente problema laboral a que importa dar resposta imediatamente”.
Para José Manuel Pureza, “não é admissível que a ASAE [Autoridade de Segurança Alimentar e Económica] tenha poderes de polícia sobre situações que por vezes são de menor importância e que a ACT não tenha poderes para sancionar situações que afectam a vida de milhares de pessoas” e que condena “dois milhões de pessoas a viverem numa relação de trabalho que se caracteriza pela incerteza e pela falta de direitos”.
A falta de meios e a dificuldade de fiscalização destas situações é inclusive, reconhecida pela própria ACT. O anterior Inspector-Geral do Trabalho, Paulo Morgado de Carvalho, reconheceu, em 2008, que “se houvesse uma noção de contrato de trabalho dissimulado e de trabalho não declarado com o sancionamento directo seria muito mais fácil para a nossa intervenção e permitiria a integração do trabalhador mais rapidamente”.
Também o actual Inspector-Geral do Trabalho, José Luís Forte, já em Setembro de 2010, afirmou que: “A única coisa que se poderia configurar na lei seria se, com a persistência na ilegalidade, se estaria ou não a cometer um crime de desobediência. (…) Se o mecanismo existisse, tornaria mais fácil a diminuição da precariedade e menos usual o incumprimento”.
Apesar da declaração de intenções de José Sócrates e do Partido Socialista no sentido de reforçarem o combate à precariedade, o executivo socialista e a bancada parlamentar do PS “têm sistematicamente rejeitado as medidas políticas e as alterações legislativas concretas que resolveriam este problema”, denuncia o Bloco.
De forma a promover um combate efectivo contra a precariedade laboral e o trabalho ilegal, o Bloco propunha no seu projecto que:
- Se combatam os falsos recibos verdes, dissuadindo as práticas de contratação ilegal.
- Se obrigar a que se regularize a situação dos falsos trabalhadores independentes,nomeadamente integrando o trabalhador nos quadros da empresa e resolvendo a sua situação na Segurança Social e nas Finanças, garantindo que a sua antiguidade na empresa é tomada em conta aquando da realização do contrato.
- Se penalize a desobediência às indicações da ACT, para que seja claro que o empregador é punido se não integrar o falso trabalhador independente.
- Se defenda o emprego e o trabalho com direitos, não aceitando a desculpa da crise para acentuar a chantagem social sobre quem trabalha.

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

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Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.