sábado, 5 de fevereiro de 2011

Bloco quer saber por que a banca não faz sacrifícios

Três maiores bancos privados tiveram aumento de lucros em 2010 e pagaram menos impostos. Governo garantira que banca seria chamada a suportar uma parte significativa dos sacrifícios.
Em 2010, o BCP pagou menos 20% dos impostos de 2009
Os três maiores bancos privados que operam em Portugal tiveram, em 2010, um aumento de 8,1% dos seus lucros face a 2009. Um dos motivos para estes resultados dissonantes com os proclamados tempos de crise é que os mesmos bancos pagaram menos impostos. “Em 2010, o BES pagou menos 60% dos impostos de 2009, e o BCP menos 20%. No caso do BPI não é possível quantificar a variação relativa, uma vez que apresenta, em 2010, uma carga fiscal negativa”, detalha um requerimento enviado ao Ministério das Finanças e da Administração Pública pelo deputado José Gusmão, do Bloco de Esquerda.
“O governo disse, quando da aprovação dos últimos orçamentos e do Programa de Estabilidade e Crescimento, que o esforço de ajustamento orçamental seria distribuído por todos os sectores da sociedade, e teve mesmo o desplante de dizer que aqueles que mais têm mais seriam chamados a suportar esses sacrifícios”, recorda o deputado do Bloco.
O certo, porém, é que “ao mesmo tempo que a mais violenta política de austeridade foi imposta aos portugueses, ficamos a saber que a banca vai pagar menos impostos, apesar de ter tido resultados líquidos ainda maiores”, acrescentou José Gusmão, afirmando que o governo mentiu quando disse que a banca seria chamada a suportar uma parte significativa dos sacrifícios.
O Bloco de Esquerda afirma que a banca tem recorrido a “mecanismos de evasão fiscal”, conseguindo assim “uma taxa efectiva de pagamento de impostos muito mais reduzida do que aquela que têm outros sectores de actividade económica”.
José Gusmão afirma ainda que o aumento dos lucros dos bancos deve-se, também, ao aumento das comissões cobradas aos clientes, que em conjunto subiram 9,7%, atingindo um valor superior a 1.9 mil milhões de euros.
No requerimento dirigida ao ministério de Teixeira dos Santos, o Bloco exige um esclarecimento do governo sobre esta matéria e questiona que medidas prevê adoptar “para cumprir aquilo que foi uma promessa solene de pedir sacrifícios a toda a população e de pedir mais sacrifícios àqueles que mais têm, e em Portugal ninguém tem mais do que a banca”.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Comunicado de Imprensa - Poluição Ambiental em Alcanena

COMUNICADO DE IMPRENSA


Em 9 de Dezembro de 2010 o deputado José Gusmão dirigiu algumas perguntas ao governo, sobre os maus cheiros que infernizam a vida de moradores no concelho de Alcanena (ver texto anexo, na íntegra).
A resposta agora recebida (em anexo, na íntegra) não passa de uma peça de retórica quase vazia de conteúdo , sem apontar datas para a solução do problema.
De facto, o texto pouco diz de concreto, para além do que já se sabia.

Limita-se a lembrar a exigência de dessulfuração por parte dos industriais do efluente gerado na laboração das unidades, quando, no final do ano passado, os protestos das populações começaram a ouvir-se com mais força e ameaçaram vir para a rua
.
E recorda que a não resolução “do problema ambiental que afecta Alcanena há mais de 50 anos”, continuará a afectar negativamente “a vida na região de Alcanena, linhas de água, aquíferos e ambiente no seu todo.”

Por um lado, o governo afirma que uma sua intervenção pontual já permitiu reduzir os maus cheiros. Mas, logo de seguida, resigna-se com uma suposta inevitabilidade do mal, durante mais uns quantos anos, enquanto prosseguem os trabalhos de requalificação de todo o sistema..
Afinal, para eles, tudo não deverá passar de hipersensibilidade olfactiva por parte das pessoas de Alcanena.

Para o governo, a “importância atribuída pelas populações aos odores” apenas estará relacionada com o facto de, “sem fundamento”, ao odor estar “associada uma noção de toxicidade”.

Desta forma, o governo além de chamar ignorantes às pessoas, menospreza o incómodo terrível que é viver todos os dias no meio de um cheiro pestilento

Como é possível imputar a uma suposta propensão para detectar os maus cheiros o enegrecimento de fachadas de edifícios? E a transformação de objectos metálicos dourados em utensílios  cor de tição?

Será apenas hipersensibilidade aos odores acordar de manhã com o sistema respiratório completamente envenenado pelos ‘vapores’ que silenciosa e obscuramente invadiram o ar respirável pela calada da noite?

É necessário deixar a retórica e o marasmo e passar à acção.
Para quando as análises ao ar prometidas para o passado mês de Janeiro e ainda não concretizadas?
Se não há valores limite para a qualidade do ar, então que os fixem e controlem. É essa a obrigação do Estado, cujo cumprimento os cidadãos há muito vêm reclamando.

Redução de número de deputados é contra a democracia

Querem roubar na secretaria aquilo que os portugueses dão nas eleições: representação diversa das opiniões dos portugueses.
As declarações de Jorge Lacão, preconizando uma redução do número de deputados, e associando esta medida a um eventual reforço da qualidade da imagem do Parlamento, são inaceitáveis e constituem a prova mais fiel do desespero e desnorte do Governo.
Foram eufemismos do ministro Jorge Lacão para se referir à redução da representatividade democrática e da sua diversidade, redução da capacidade fiscalizadora nas autarquias e afunilamento geral da democracia.
O ministro de um governo que tem a obrigação de enfrentar uma grave crise económica e social, considera central o regresso aquilo que é a sua própria agenda política pessoal, que vem desde a revisão constitucional de 1997.
José Sócrates já não lidera um governo de gestão, mas uma comissão eleitoral que apenas se preocupa em manter o poder nas próximas eleições. Nem que, para isso, seja preciso fazer batota eleitoral e mudar as regras para assegurar a concentração de deputados num bloco central que os portugueses nunca escolheram nas mesas de voto.
Não é só a representatividade dos partidos, e da escolha popular, que não dão pelo nome de PS ou PSD que é posta em causa. Diminuir o número de deputados, para um número sem paralelo em qualquer país com a dimensão do nosso, coloca também em causa a representatividade distrital e regional do Parlamento. Há alguma razão para que os eleitores do Algarve, Santarém, Viseu ou de tantos outros distritos se vejam obrigados a ser unicamente representados por deputados do PS ou PSD? Para o bloco central parece que sim. Dá-lhes mais jeito e é o que basta.
Se aplicássemos os critérios PSD, que Jorge Lacão agora defende com tanto ardor, na Madeira, a Assembleia Regional passaria de 60 para 5 deputados. Cinco deputados é menos do que o número dos partidos actualmente com assento na assembleia madeirense. É esta a dimensão do ridículo do que é proposto. Ignorar que não é possível, a partir de um certo nível, assegurar que os pequenos distritos ou regiões mantêm a sua representação sem distorcer completamente o sentido de voto dos portugueses.
Já na revisão que alterou o número de deputados no parlamento nacional, em 1997, Jorge Lacão foi obrigado a demitir-se da liderança da bancada do PS por ter negociado com o PSD uma revisão que suscitou a revolta de grande parte da sua bancada.
Foi esse acordo que levou igualmente à demissão do então presidente da Comissão de Revisão Constitucional, Vital Moreira, mas, ao contrário de Lacão, porque não concordou com o acordo PS/PSD para a revisão constitucional.
O ministro de um governo acossado pela crise e pela revolta dos portugueses contra a austeridade para a maioria, retorna à sua agenda política pessoal e sente necessidade de atacar a composição da Assembleia da República e o actual formato da democracia local.
Isto ao arrepio das declarações do actual líder parlamentar do PS, de Maio do ano passado, que considera que a discussão sobre “a redução do número de deputados é facilmente dominada pelo oportunismo numa altura de crise”, não constituindo “uma questão central em Portugal”.
Pois o ministro Lacão considerou que não, nada disso!
É preciso despertar todos os demónios populistas e demagógicos contra a representatividade, proporcionalidade e diversidade na nossa democracia, neste preciso momento, mesmo contra o que parece ser a opinião geral da sua bancada (que já tinha contestado o acordo de 1997 com a direita), desde que isso possa de algum modo contribuir para conter a descida da popularidade do governo, para suster a queda nas sondagens, para desviar as atenções do povo português da crise, da recessão anunciada, dos cortes nos salários, dos aumentos dos bens essenciais e das reduções nos apoios sociais.
O argumento do ministro Lacão foi o da necessidade de credibilizar a política. Mas o senhor ministro não percebe que o que descredibiliza a política é o seu governo, o sistemático incumprimento das promessas eleitorais e do programa de governo, é a austeridade cair de forma dramática sobre as famílias, até sobre os reformados mais pobres, mas nada acontecer aos salários milionários dos gestores públicos, nada acontecer aos bancos que cometeram crimes que agora caem sobre todos nós?
O que não deixa de ser revelador é que todos os pacotes de austeridade foram acordados entre o governo e o PSD e, agora, para a redução do número de deputados, mais uma vez o PSD salta em apoio entusiasmado às declarações do ministro dos assuntos parlamentares do PS.
O ministro Jorge Lacão e, certamente, algumas personalidades do PS com o apoio do PSD, gostariam de ver o Parlamento reduzido a um clube de cavalheiros onde o direito de entrada é reservado aos representantes do PS e PSD.
Querem roubar na secretaria aquilo que os portugueses dão nas eleições: representação diversa das opiniões dos portugueses.
Estamos claros que, para além da vozearia populista que na Europa é promovida pela extrema-direita, os portugueses têm o direito de escolher os seus deputados e a sua própria representação, na Assembleia da República e nas autarquias. Seremos implacáveis com a deriva populista que é contra os interesses da democracia e fomenta a batota eleitoral para reduzir o parlamento a um clube de cavalheiros do bloco central, que os portugueses não escolheram nas urnas.
Declaração Política na Assembleia da República, 3 de Fevereiro de 2011

Bloco questiona Comissão Europeia sobre aumento do gasóleo

O Bloco de Esquerda questionou terça-feira a Comissão Europeia sobre o aumento de dois cêntimos no preço do gasóleo em Portugal. O aumento deve-se à medida europeia de incorporação obrigatória de 7% de biocombustíveis no gasóleo.
A eurodeputada Marisa Matias perguntou "o que pondera a Comissão rever na sua política de introdução de biocombustíveis nos combustíveis fósseis até e após 2020?"
A eurodeputada Marisa Matias perguntou "o que pondera a Comissão rever na sua política de introdução de biocombustíveis nos combustíveis fósseis até e após 2020?"
Na quarta-feira, o Governo Português apresentou a nova fórmula de cálculo do preço máximo dos biocombustíveis após este tipo de combustível ter perdido a isenção fiscal. Até 2020, quer o gasóleo, quer a gasolina devem conter 10% de biocombustíveis, deixando antever mais aumentos de preço no futuro próximo.
A eurodeputada Marisa Matias perguntou "o que pondera a Comissão rever na sua política de introdução de biocombustíveis nos combustíveis fósseis até e após 2020?". Em causa está o aumento do preço e o agravamento das condições de vida, mas também o facto de os biocombustíveis terem "efeitos sociais nefastos para a segurança alimentar, apresentando profundas consequências ambientais negativas, e tendo um balanço de carbono no mínimo duvidoso", como a matéria de facto conhecida revela.
A parlamentar do BE questiona ainda "que medidas vai a Comissão apresentar para que a União tenha uma mobilidade inclusiva, acessível e sustentável para todos os cidadãos", uma vez que de momento tem medidas fortes de promoção do uso de biocombustíveis e dos combustíveis fósseis.
"É a população mundial que paga os efeitos sociais e ambientais da política europeia de biocombustíveis e paga também a factura de um preço mais elevado da mobilidade" considera a deputada. "É uma política energética errada que apenas beneficia as multinacionais do ramo" alega, defendendo "uma política europeia virada para as necessidades da população, nomeadamente através da aposta em "transportes colectivos e públicos de qualidade" e numa "mistura energética verdadeiramente sustentável, ambiental e socialmente".
No Parlamento Europeu, Marisa Matias faz parte da Comissão de Indústria, Investigação e da Energia e da Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bloco de Esquerda exige o Estudo sobre a Qualidade do Ar em Alcanena que foi prometido





Em 9 de Dezembro de 2010 o deputado José Gusmão dirigiu algumas perguntas ao governo, sobre os maus cheiros que se verificam no concelho de Alcanena com graves consequências para a qualidade de vida dos moradores, nomeadamente sobre a necessidade da realização de um estudo sobre a qualidade do ar no Concelho (ver texto anexo, na íntegra).
O Governo reafirma a posição oficial de que o Estudo teria início apenas em final de Janeiro porque só nesta altura seria possível mobilizar os meios técnicos para a sua realização. No entanto, o mês de Janeiro acabou e a promessa do Governo e da Austra de realização desse estudo continua por cumprir. Resumindo, o Governo limita-se nesta resposta a confirmar que o compromisso de realização do Estudo acaba de ser violado. Em contrapartida, a resposta do Governo parece consagrar um princípio da imprudência no que diz respeito à saúde dos moradores do Concelho
A resposta do Governo transmite ainda duas informações insólitas.
A primeira é a de que não existem limites legais para compostos responsáveis por odores desagradáveis. O Governo parece considerar que não é relevante regular uma matéria que tem impactos tão evidentes na qualidade de vida das pessoas ou que, sendo evidentemente relevante, não é matéria da competência do próprio Governo. O Governo identifica as suas responsabilidade para imediatamente se demitir delas.
Finalmente, a resposta do Governo é inconsistente no que diz respeito aos efeitos destes compostos na saúde pública. Em primeiro lugar, a resposta refere apenas que os odores não são necessariamente um sinal de toxicidade. Essa explicação, nos termos em que é dada, parece consagrar um benefício da dúvida em relação à qualidade do ar em Alcanena e aos seus impactos na saúde pública. Essa atitude é uma violação do princípio da prudência que deve orientar a actuação pública em assuntos desta natureza. Isto acontece, aliás, apesar de já ter sido reconhecido noutros documentos do próprio Governo o impacto destes odores continuados, desde logo, na saúde psicológica dos moradores, nomeadamente através do agravamento de problemas de stress e ansiedade.
Sendo reconhecido na própria resposta que os odores desagradáveis irão continuar enquanto não forem implementadas as soluções técnicas, não se compreende que o Governo não cumpra o que prometeu ao nível da realização do estudo sobre a qualidade do ar. O Bloco de Esquerda não desistirá de exigir a realização desse estudo, tal como foi prometido pela Austra, pela ARH-Tejo e pelo Governo. O prometido é devido e, neste caso, é urgente.


BLOCO de ESQUERDA

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Bloco questiona Governo sobre Escola Básica 2/3 de Minde

O Governo decidiu recentemente extinguir o Agrupamento de Escolas de Minde e Alcanena, com o objectivo de criar um novo agrupamento com as escolas que pertenciam a estes agrupamentos e ainda a Escola Secundária de Alcanena.
Esta decisão suscitou alguma perplexidade, já que o Agrupamento de Escolas de Minde foi um dos quatro que mereceu avaliação externa de muito bom e este era um dos critérios explicitamente referidos pelo Governo para serem levados em conta em decisões sobre concentração escolar.
A Escola Básica 2/3 de Minde era a escola-sede do Agrupamento de Minde, sendo frequentada por cerca de 370 alunos, 200 em regime diurno e 170 em regime nocturno.
A Escola vinha mantendo o número de alunos e, inclusive, e por força da qualidade do Ensino aí ministrado, contrariando a prática, comum em muitas famílias naquela freguesia, de colocar alunos em Colégios em Fátima com Contratos de Associação com o Estado, com vantagens, quer do ponto de vista da fixação de população numa zona que tem sido particularmente marcada pelas dificuldades económicas, quer até do ponto de vista orçamental.
Finalmente, a Escola realiza um trabalho assinalável de preservação e divulgação do Minderico, uma língua ameaçada e parte importante do nosso património imaterial.
A decisão de extinção do Agrupamento de Minde foi comunicada à Direcção desta escola a 23 de Junho de 2010, criando inúmeras dificuldades, do ponto de vista da adaptação à nova estrutura, de carácter provisório. Desde então, a escola e esta nova estrutura têm enfrentado inúmeros problemas burocráticos, pedagógicos e de coordenação.
Acresce que ninguém sabe no Concelho exactamente qual a estratégia que o Ministério da Educação pretende seguir em relação às várias escolas abrangidas pelos anteriores agrupamentos, o que agrava o contexto de incerteza. O conhecimento dessa estratégia é fundamental para que as várias escolas possam formular os seus projectos educativos que possam no futuro ser adequados às necessidades da rede escolar no Concelho.
A preocupação da comunidade com a possibilidade de que a extinção do agrupamento de Minde possa levar à futura extinção da escola tem sido levantada por encarregados de educação e profissionais e deve ter uma resposta clara por parte do Ministério.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Educação, as seguintes perguntas:
1.       Que balanço faz o Ministério da extinção destes agrupamentos e qual a possibilidade dessa extinção ser revertida?
2.       É intenção do Governo proceder ao futuro encerramento da Escola Básica 2/3 de Minde?
3.         Se não, quais as funções que serão alocadas a esta Escola no futuro?

FMI lucra 1140 milhões com planos de resgate da Grécia e Irlanda

Irlandeses pagam 1,28 mil milhões em juros ao FMI. Montante pago pelos gregos ascende a 1,56 mil milhões. Em três anos, o FMI lucra cerca de 1140 milhões com o plano de resgate dos dois países. Portugal pagaria, no mínimo, 600 milhões em juros.
"IMF go home" - Manifestação na Grécia
Mediante as condições estipuladas no Memorando de Entendimento firmado entre a Irlanda e o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia (UE), que contempla um plano de resgate até 2014 no valor de 85 mil milhões de euros, e no qual se inclui o esforço de corte orçamental de €6 mil milhões em 2011, os juros cobrados pelo FMI ascendem a 5,7%, enquanto a taxa de juro de base desta linha de crédito cobrada pelo FMI ronda os 3,12%.
Ao todo, os irlandeses terão de pagar uma prestação superior a 1,28 mil milhões em juros pelo empréstimo de 22,5 mil milhões de euros, parcela que cabe ao FMI, sendo que 580,5 milhões assumem a forma de lucros a serem captados por esta instituição.
No que respeita à Grécia, os juros pagos pelo empréstimo de 30 mil milhões do FMI, num total de 110 mil milhões do pacote de ajuda, ascendem a 1,56 mil milhões de euros. A taxa de juro efectiva de 5,2%, também bastante superior à taxa de juro de base, que equivale a 3,33%, irá permitir ao FMI arredar, a título de juros, 561 milhões de euros.
Portugal pagaria ao FMI, no mínimo, 600 milhões em juros
Segundo os cálculos apresentados pelo Diário de Notícias, caso Portugal tenha que recorrer à intervenção do FMI, e assumindo que Portugal necessitaria de um financiamento de 45 mil milhões, e que o FMI entra com 27% desse valor, os contribuintes teriam que pagar mais de 600 milhões em juros, dos quais 240 milhões representariam a margem de lucro do FMI.
Austeridade como contrapartida dos planos de resgate
A par dos juros elevadíssimos pagos pelos contribuintes gregos e irlandeses, os mesmos são confrontados com medidas de austeridade que agudizam a crise económica e social e acrescentam recessão à recessão.
O plano de resgate irlandês, que exige uma redução brutal do défice público de Dublin dos actuais 32% para um limiar próximo dos 3% do PIB, impõe cortes nos apoios sociais, reduções salariais, despedimentos na função pública, aumentos salariais e diminuição da protecção no desemprego, enquanto mantém os impostos às no nível mais baixo da União Europeia e isenta as transacções financeiras.
 Na Grécia, as medidas impostas pelo FMI e pela União Europeia, e que implicam, entre outros, cortes salariais, desvalorização da contratação colectiva, privatizações, já se traduziram no aumento exponencial do desemprego e no agravamento das condições de vida da população.

Mais de 1200 bolseiros abandonam Universidade

Desde o início do ano lectivo, mais de 1.200 estudantes do ensino superior já cancelaram a matrícula apenas em três universidades: Porto, Coimbra e Minho. Cerca de 40.000 estudantes podem perder a bolsa, devido às novas regras de atribuição.
Mais de 40.000 estudantes do ensino superior poderão perder a bolsa -Foto do blogue estudantesporemprestimo.wordpress.com
Mais de 40.000 estudantes do ensino superior poderão perder a bolsa -Foto do blogue estudantesporemprestimo.wordpress.com
Durante o fim de semana realizou-se o Encontro Nacional de Direcções Académicas do ensino superior. As associações de estudantes denunciam o crescente número de desistências, provocado pela redução do número de bolsas e do seu valor médio. O presidente da associação académica da Universidade do Minho, Luís Rodrigues, disse ao jornal Público que existe uma relação causa-efeito entre o aumento das desistências e a alteração das regras de atribuição das bolsas: "Não nos oferece grandes dúvidas. Temos centenas de pedidos de ajuda de colegas."
Segundo o jornal, na Universidade de Coimbra 598 estudantes cancelaram a matrícula desde o início do ano lectivo até sexta feira passada. Este número é superior ao que se verificou em todo o ano lectivo anterior – 515. Na Universidade do Porto o número de abandonos é de 145 e na Universidade do Minho o número de desistências é de cerca de 500.
Segundo o deputado José Soeiro (leia opinião: Bolsas: a realidade insuportável), “a realidade é pior do que a mais pessimista das expectativas”, podendo cerca de 40.000 estudantes perder a bolsa, muitos outros sofrerem cortes nos apoios, para além dos prejuízos provocados pelos atrasos na atribuição.

Ex-Assessor de Rui Pedro Soares foi aumentado 98% em 2010

A antiga administração do Taguspark, em que se destacavam Américo Thomati, João Carlos Silva, Vítor Castro e Rui Pedro Soares, deu aumentos chorudos a nove funcionários em 2010. Um assessor de Rui Pedro Soares passou a ganhar 5.893 euros.
Rui Pedro Soares - Foto da Lusa(arquivo)
Rui Pedro Soares - Foto da Lusa(arquivo)
Segundo o jornal “Correio da Manhã” desta segunda feira, a antiga Comissão Executiva do Taguspark aprovou aumentos salariais entre 10% e 98% a nove funcionários do parque tecnológico.
Paulo Bernardino, então assessor de Rui Pedro Soares e especialista na área da segurança, viu o seu vencimento pular de 2.980 euros para 5.893 euros mensais, um aumento de 98% no ano de 2010.
Nuno Manalvo, ex-chefe de gabinete de Isaltino Morais, teve um aumento de 58%, passando o seu vencimento mensal de 3.740 para 5.893 euros.
Segundo o jornal, os restantes aumentos salariais oscilaram entre 26% para a assessora jurídica Carla Pimenta e 10% para a assessora Sandra Ayres. Sandra Ayres, ex-vogal da Administração do Porto de Lisboa, terá ido para o Taguspark por convite de Rui Pedro Soares e o seu vencimento passou em 2010 para 5.863 euros.
O Taguspark é um parque de ciência e tecnologia, foi criado por iniciativa governamental em 1992 e os seus principais accionistas são: Câmara Municipal de Oeiras com 17,01%, Instituto Superior Técnico com 12,64% e BPI com 11,03%.

Beliape: Engenho explosivo contra trabalhadores

Um engenho explosivo foi atirado contra trabalhadores da Beliape, empresa de avicultura e pecuária, que têm salários em atraso e se encontram de vigília à porta da empresa, para que o património não seja desviado pela administração. Bloco de Esquerda questiona Governo.
Trabalhadores da empresa de avicultura e pecuária Beliape têm cinco meses de salários em atraso, mais subsídio de férias e de Natal
Trabalhadores da empresa de avicultura e pecuária Beliape têm cinco meses de salários em atraso, mais subsídio de férias e de Natal
Os 130 trabalhadores da empresa de avicultura e pecuária de Cucujães, Oliveira de Azeméis, têm cinco salários em atraso, mais subsídio de férias e Natal. Por isso, realizam vigílias à porta da empresa, para não permitir a saída de material.
A administração colocou na empresa um conjunto de seguranças que já chegaram a ameaçar um trabalhador com arma de fogo e, nesta segunda feira, lançaram um engenho explosivo contra os trabalhadores.
Perante a situação, os trabalhadores recorreram à GNR, mas os agentes da autoridade mostraram uma “atitude receosa” e só identificaram as pessoal presentes nas instalações da fábrica, devido à insistência dos trabalhadores.
O deputado Pedro Filipe Soares do Bloco de Esquerda, expondo esta situação, questiona o Governo (leia o texto integral), através do ministério do Trabalho, perguntando nomeadamente se o Governo está a par da situação, as garantias de segurança que dá aos trabalhadores, como explica que a GNR “ não tenha imediatamente procedido a uma investigação” da validade das denúncias feitas pelos trabalhadores, de “existirem armas de fogo e armas de electrochoque, bem como engenhos explosivos” e que medidas vai tomar “para investigar os indícios de posse de arma ilegal e de atitude persecutória apresentados”.
O deputado Pedro Filipe Soares já tinha em 14 de Janeiro questionado o Governo, através do ministério do Trabalho, sobre a situação de salários em atraso na Beliape (leia este requerimento na íntegra).

Beja: População contra “assalto ao comboio”

Centenas de pessoas concentraram-se junto à estação de comboio de Beja, para protestar contra os cortes que as administrações da CP e Refer pretendem fazer, nomeadamente o fim da ligação directa a Lisboa pelo Inter-Cidades.
Concentração em Beja - Foto de Alberto Matos
Concentração em Beja - Foto de Alberto Matos
Na passada quarta feira, 26 de Janeiro, pelas 19.30 horas, centenas de pessoas concentraram-se no Largo da Estação em Beja, para combater o que chamam de “assalto ao comboio”, que as administrações da CP e da Refer pretendem concretizar, sob as orientações do Governo Sócrates, contra a população daquela cidade alentejana.
Em causa não está apenas a ligação directa a Lisboa pelo Inter-Cidades que existiu até ao início das obras em curso e que a CP pretende reduzir a uma automotora, com transbordo em Casa Branca, para o comboio proveniente de Évora.
Se for avante a intenção da CP de desactivar o ramal da Funcheira, chegar-se-ia ao absurdo de os passageiros dos distritos de Beja e Évora terem de ir ao Pinhal Novo apanhar o comboio para o Algarve.
Segundo o Bloco de Beja, exige-se que a linha seja electrificada desde Casa Branca até Beja e para sul, até à Funcheira, onde se dá o entroncamento com a linha do litoral que assegura a ligação de todo o interior alentejano para o Algarve.
Leia mais informação no site distrital de Beja do Bloco de Esquerda: beja.bloco.org

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

Clique aqui para ler

Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.