quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Estado desfaz-se das ações da EDP a preço de saldo


A receita das ações da EDP vendidas esta quinta-feira pela Parpública por 356 milhões de euros ficou muito abaixo do preço da venda de dezembro aos chineses. Se o valor fixado para os 4,1% da EDP agora vendidos fosse igual ao desse negócio, o Estado arrecadaria mais 136 milhões de euros.
Foto Paulete Matos
As últimas ações nas mãos do Estado foram vendidas esta quinta-feira por 2,35 euros cada uma, o que representa um desconto de cerca de 3% em relação à cotação do dia anterior. Mas estão longe do preço a que foram vendidas há dois meses ao Estado chinês - 3,25 euros por ação em troca de 21,35% do capital -, ou seja, o negócio desta semana rendeu menos 90 cêntimos por cada ação. Ao todo, a diferença para os cofres do Estado é de menos 136 milhões de euros.  
Estas ações detidas pela Parpública - mais de 151,5 milhões de ações, que representam 4,144% do capital da elétrica nacional - tinham sido dadas como garantia de um empréstimo obrigacionista de 2007, com prazo de maturidade até dezembro de 2014, que abria a hipótese de reembolso em dezembro de 2012. 
Quando anunciou a última fase de privatização da EDP, o Governo de Passos Coelho decidiu acionar essa opção e reembolsar todos os que detinham essas obrigações, procedendo à aquisição potestativa ao preço de 6,7 euros por ação, mais do dobro do preço pago por Pequim.

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