Esta sexta feira, a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (FCSAP) convocou uma “grande manifestação de combate e luta contra um governo que tem de se deitar abaixo" para dia 15 de março. Já a Fenprof marcou uma “semana de luta e de luto em defesa da escola pública” de 18 a 22 de fevereiro.
Foto de Paulete Matos.
Ana Avoila, coordenadora da FCSAP, sublinhou que esta é mais uma ação de luta para dar resposta às "políticas de empobrecimento do governo", esclarecendo que o que se pretende para 15 de março é "uma grande manifestação de combate e luta contra um Governo que tem de se deitar abaixo".
A dirigente sindical apelou ainda à participação na Jornada de Luta organizada pela CGTP que terá lugar no próximo dia 16 de fevereiro.
"Nenhum trabalhador deve ficar em casa, nos seus distritos", no dia 16 de fevereiro, frisou Ana Avoila, denunciando que há "serviços que fazem coação sobre os trabalhadores" e ameaçam com "o bicho papão dos despedimentos".
Professores avançam para semana de luta de 18 a 22 de fevereiro
Numa conferência de imprensa realizada esta sexta feira, a Fenprof também anunciou a realização de uma “semana de luto e em luta pela profissão e em defesa da escola pública”.
"Vivemos tempos difíceis também porque as leis não são respeitadas",afirmou Mário Nogueira, sublinhando que são cada vez em maior número os procedimentos do Ministério da Educação e da Ciência que suscitam dúvidas de legalidade.
Acusando o governo de promover “políticas de desinvestimento nos serviços públicos, a desvalorização do rendimento do trabalho e a eliminação de direitos laborais e sociais”, e alertando para o facto de o executivo querer “cortar ainda mais na Educação (entre 800 e 1.000 milhões de euros) no âmbito de uma violenta redução de 4.000 milhões nas funções sociais do Estado”, a Fenprof apelou à mobilização dos docentes e investigadores não só para esta semana de luta mas também para a Jornada Nacional de Ação e Luta convocada pela CGTP que terá lugar no dia 16 de fevereiro.
Nas ruas contra a nova ofensiva austeritária
Para os próximos meses estão agendadas iniciativas de âmbito nacional de combate à nova ofensiva austeritária do governo.
A 16 de fevereiro, a CGTP promove uma “Grande Jornada Nacional de Ação e Luta, com expressão em todos os distritos do país”, com o lema: “Contra a exploração e o empobrecimento. Trabalho com direitos! Saúde, educação e segurança social para todos!”.
Mediante o “ciclo vicioso e destrutivo de austeridade, recessão e deterioração orçamental” a que foi condenado o país, que se manifesta no “agravamento da dependência do país; no crescimento do défice e da dívida soberana; e no aprofundamento do desequilíbrio da relação de forças entre o capital e o trabalho”, a intersindical alerta que “é preciso acabar com este governo e esta política, antes que esta política e este governo acabem com o país”.
No dia 2 de março, o povo volta a sair à rua para exigir a “demissão do governo e que o povo seja chamado a decidir a sua vida”. Os organizadores da manifestação "Que se Lixe a Troika. O Povo é quem mais ordena"esclarecem que na origem desta nova iniciativa está a “austeridade criminosa” que se abate “sem contemplações sobre cada um e cada uma de nós, sobre a estrutura da nossa sociedade, sobre os nossos direitos, as nossas escolas, os nossos hospitais, a nossa água, a nossa cultura, a nossa arte, sobre toda a nossa vida”.
Na convocatória do evento, publicada no facebook, os organizadores apelam “a todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança” e a “todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, coletividades, grupos informais” para que se juntem ao protesto.
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