quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Solidariedade europeia" funcionará para os eurobonds?


As eurodeputadas do Bloco de Esquerda votaram a favor da resolução do Parlamento Europeu sobre os eurobonds salientando que agora é preciso garantir-lhes o acesso por países que não podem recorrer ao financiamento nos mercados.
As eurodeputadas do Bloco de Esquerda votaram esta quarta-feira favoravelmente a resolução do Parlamento Europeu sobre os eurobonds, ou mutualização da dívida, ou stability bonds, sublinhando no entanto que agora é essencial garantir o acesso as estes títulos por parte das economias que não podem recorrer ao financiamento dos mercados, de modo a que cheguem aos que efetivamente mais precisam. Trata-se no fundo, sublinhou Marisa Matias, de "fazer sentir a força da solidariedade europeia face aos mercados financeiros".
Na intervenção proferida durante o debate prévio, a eurodeputada portuguesa da Esquerda Unitária (GUE/NGL) salientou que "agora que o fracasso da austeridade é mais do que visível e está a agravar todos os problemas da economia é mais do que uma necessidade introduzir mecanismos como estes".
Mas não como pretendem os críticos, os que consideram os títulos de dívida como um incentivo aos "supostos prevaricadores para que deixem de cumprir as reformas estruturais e a consolidação orçamental", acrescentou Marisa Matias.

É essencial garantir "o acesso aos títulos de dívida europeia às economias de altos níveis de endividamento e desemprego e que não têm acesso ao financiamento dos mercados", disse a eurodeputada expondo a primeira das condições que considera fundamental.
É essencial também, acrescentou, "que a emissão comum chegue aos que mais precisam, não podemos deixar que os países que estão de fora fiquem ainda mais de fora".
Assim deveria funcionar a solidariedade europeia, defendeu Marisa Matias. "É quando um país está em dificuldades face aos mercados financeiros que tem de sentir-se a força da solidariedade, que neste caso tem num nome, eurobonds", disse. Caso contrário, exemplificou, "é como dizer a um doente que só terá acesso aos medicamentos de que precisa depois de se curar sozinho".
Artigo de Cláudia Oliveira, publicado no site do Grupo Parlamentar Europeu do Bloco de Esquerda

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