sábado, 26 de janeiro de 2013

Professores na rua querem demissão de Crato


Mais de 30 mil professores denunciaram a política de ataque à Escola Pública e à qualidade do ensino e pediram a demissão do ministro da Educação. Para Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, “o governo pode ser surdo às reivindicações dos professores e do povo português, mas fatalmente, como os outros, será derrotado.”
“Este protesto tem o sentido de ser um aviso claro, tanto dos professores, como de todos os cidadãos, de que não aceitam a destruição da escola pública”, disse Arménio Carlos, líder da CGTP. Foto de Paulete Matos
Cerca de 30 mil professores, na avaliação da Fenprof, manifestaram-se este sábado em defesa da Escola Pública e contra a política implementada pelo governo, seguindo as exigências da troika.
No desfile entre a praça Marquês de Pombal e o Rossio, em Lisboa, os professores pediram a demissão do ministro da Educação – uma das palavras de ordem mais gritadas foi justamente "Crato para a rua, a escola não é tua". Outras: "Com este Governo andamos para trás"; "Um governo sem razão não faz falta à educação"; “Mobilidade especial para quem governa mal” e “Troika e FMI fora daqui”.
“Este protesto tem o sentido de ser um aviso claro, tanto dos professores, como de todos os cidadãos, de que não aceitam a destruição da escola pública”, disse Arménio Carlos, líder da CGTP.
Este governo há-de soçobrar”
Presente na manifestação, o deputado Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, sublinhou que “estes professores estão hoje aqui mobilizados na defesa da Escola Pública, na defesa de alguma esperança em Portugal, para que a democracia prevaleça sobre a troika e sobre este governo que está a arruinar todas as condições de futuro de Portugal”.
Para Luís Fazenda, motivos não faltam para protestar: “Querem despedir até 50 mil professores, querem aumentar a carga letiva até 40 horas, querem limitar o acesso à escola pública e querem fechar escolas, querem diminuir a rede de unidades de educação no nosso país. Nós estamos frontalmente contra essa perspetiva. A escola pública é um elemento constitutivo da nossa democracia, tem de ser defendida”, afirmou.
Aos jornalistas que perguntavam se o governo vai ouvir o protesto, o deputado do Bloco respondeu: “O governo pode ser surdo às reivindicações dos professores e do povo português, mas fatalmente, como outros, será derrotado. A Escola Pública há-de triunfar e este governo há-de soçobrar”.
Atraso na A1
A manifestação começou atrasada e ficou marcada por uma polémica na auto-estrada A1, onde 100 autocarros ficaram retidos devido a um acidente com um camião que transportava porcos.
Mário Nogueira, líder da Fenprof, disse que vai pedir uma reunião com o Ministério da Administração Interna, para protestar contra o comportamento da polícia, que acusou de ter deixado passar os veículos ligeiros, mas retendo os autocarros dos professores.

Sem comentários:

Enviar um comentário