Banco central alemão projeta um crescimento do PIB da Alemanha de apenas 0,4% no próximo ano, quando a previsão anterior era de crescimento de 1,6%. Relatório diz que se se intensificar a crise de dívida nalguns países os resultados serão provavelmente menores.
Jens Weidmann, presidente do Bundesbank. Afinal, a Alemanha não é imune à crise que impõe aos outros. Foto de Chatham House, London
O Bundesbank, banco central da Alemanha, reduziu drasticamente as suas previsões de crescimento para o próximo ano diante dos efeitos que a crise da zona euro estão a ter na maior economia do bloco. A previsão é agora que a economia alemã cresça este ano 0,7%, em vez do prognóstico anterior de 1,0%, e que esse crescimento se reduza para 0,4% em 2013, contra uma previsão anterior de 1,6%,
Para 2014, o banco espera um aumento do PIB de 1,9%, "se a crise bancária e da dívida soberana da zona euro não se agravar e gradualmente diminuir a incerteza entre investidores e consumidores", afirmou o Bundesbank no seu relatório semestral de conjuntura.
No mesmo relatório prevê-se um crescimento moderado do desemprego no país, que poderia chegar aos 7,2% no próximo ano.
O banco central alemão junta-se assim às previsões sombrias formuladas, por exemplo, pelo Banco Central Europeu (BCE), que na quinta-feira reduziu as suas previsões para a zona euro, neste ano e o seguinte, e adia para 2014 a expetativa de saída da atual crise.
Crise de dívida
O Bundesbank afiram que se a evolução da economia não seguir as expectativas ou se se intensificar a crise de dívida nalguns países, o crescimento do PIB será provavelmente menor do que o previsto. "Não obstante, é também bastante provável que a zona euro se recupere antes do esperado e que a economia global se acelere com maior rapidez do contemplado nestas projeções, o que permitiria a Alemanha aproveitar oportunidades adicionais de crescimento", destacou o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann.
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