segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Arnaut: PS não pode transigir” face às políticas do governo que visam “destruir o Estado Social”


Em declarações à agência Lusa, António Arnaut apelou ao PS para “se opor a esta voracidade privatizadora do Governo”. “A troika não pode revogar as normas constitucionais do nosso país”, salientou o ‘pai’ do Serviço Nacional de Saúde.
“Estou convencido que algumas privatizações são mesmo inconstitucionais”, já que, à luz da Constituição da República Portuguesa, “tem de haver em Portugal um setor público produtivo”, friou António Arnaut.
“O Governo não pode privatizar tudo, como quer, a Águas de Portugal, a TAP e outras empresas do setor público, pois isso é inconstitucional”, nem “as empresas que prestam um serviço público de comunicação social, como a RTP e a Lusa”, defendeu o histórico do PS, apelando “ao PS para se opor a esta voracidade privatizadora do Governo”. “A troika não pode revogar as normas constitucionais do nosso país”, frisou.
Segundo Arnaut, o PS “tem de lutar contra a espoliação das pessoas por via dos impostos e de outras medidas restritivas que estão a ser impostas ao povo português”, sendo que os partidos socialistas, tanto em Portugal como na Europa, "devem empenhar-se na realização efetiva dos direitos sociais, como a educação, a saúde, a cultura e o trabalho”, com vista “a um encurtamento das injustiças e a uma redução das desigualdades”.
“Tudo o que se fizer hoje nesse sentido é cumprir o Estado Social e o socialismo”, advogou, avançando que “só é livre quem tiver acesso aos direitos sociais e o PS não pode transigir” face às políticas do executivo do PSD/CDS-PP que visam “destruir o Estado Social”.
É necessário “evitar que a riqueza de uns continue a fazer-se à custa da pobreza dos outros”, rematou.

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