A CT da RTP publicou um comunicado onde denuncia que o CDS/PP foi o único partido que não quis reunir com os representantes dos trabalhadores da televisão pública e extrai uma conclusão sobre a comunicação de Paulo Portas: “ o essencial da sua comunicação foi o firme propósito de amparar Passos Coelho enquanto puder”. Os trabalhadores da RTP realizam nesta segunda feira vigílias em Lisboa e no Porto.
Foto de André Kosters - Lusa
Numa comunicação neste domingo, o líder do CDS/PP disse que discordou da alteração da TSU e defendeu “outros caminhos”, mas justificou que não bloqueou a medida para evitar uma crise governamental e uma crise nas negociações com a troika. Paulo Portas disse ainda que há um”esforço redobrado” a fazer no Governo, propondo mais cortes na despesa pública e defendendo que “o Governo deve ter uma posição de abertura para avaliar a situação com os parceiros sociais e com as instituições do país”.
Para a Comissão de Trabalhadores da RTP (comunicado disponível no facebook), “o essencial da sua comunicação foi o firme propósito de amparar Passos Coelho enquanto puder”, frisando que “os trabalhadores da RTP, que participaram organizadamente e em larga escala nessas manifestações, já não tiveram motivos para se surpreenderem com o alinhamento de Paulo Portas”.
A CT da RTP refere que o CDS foi o único partido a não marcar reunião com aquele órgão representativo dos trabalhadores da televisão pública, salientando que na carta que enviaram ao CDS/PP tinham em conta “a sua cautela 'em emprestar uma caução incondicional à estratégia anunciada pelo ministro Miguel Relvas para a RTP' e pedíamos-lhe que se pronunciasse claramente 'sobre o fim da onda curta, o fim da rádio de proximidade, o fim da autonomia técnica da RTP, e a pouca-vergonha sem fim dos vencimentos milionários excetuados'”.
A CT da RTP conclui que o “silêncio solitário do CDS é bem o sinal de estar decidido, no dossier da RTP, a obedecer sem vacilações à estratégia de Miguel Relvas, como a nível nacional está obedecendo à estratégia de Passos Coelho”.
A CT afirma ainda que a “presença nas ações de defesa da RTP, desde o plenário de 29 de agosto até à manifestação de sábado, pode produzir os efeitos que nenhum pseudoprotector do serviço público produzirá em diligências de gabinete” e declaram que nesta segunda feira, estarão de novo “em vigília à porta do primeiro-ministro”.
Os trabalhadores da RTP realizam vigílias em Lisboa (à porta da residência oficial do primeiro ministro) e no Porto (no Monte da Virgem) em defesa do serviço público de rádio e televisão.
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