Segundo o Diário Económico, o Orçamento de Estado do próximo ano terá uma nova redução nos três ministérios sociais, mesmo depois de Paulo Macedo ter dito que o orçamento da Saúde teria de voltar a subir.
A própria Comissão Europeia considerou que existe “um subfinanciamento crónico do setor de saúde nos últimos anos”.. Fot de Paulete Matos
No mês passado, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse numa entrevista aoDiário Económico que o orçamento da saúde tinha de voltar a subir, “não por capricho dos vários interesses da área da saúde, mas por causa da demografia, envelhecimento da população e inovação”.
Mas, segundo a edição desta segunda-feira do mesmo jornal, o Orçamento de 2013 incluirá um novo corte da verba para a Saúde, na ordem de 200 milhões.
O OE de 2012 já tinha incluído uma redução de 753 milhões no financiamento do SNS, o que levou Paulo Macedo na época a desabafar que este era “o Orçamento do Estado que nenhum ministro da Saúde gostaria de ter.”
Os cortes, aliás, deverão abranger os três ministérios das áreas sociais – Saúde, Educação, e Solidariedade e Segurança Social. Segundo o Diário Económico, as universidades e os institutos politécnicos vão sofrer um novo corte de 2,5%, ou 14,5 milhões de euros. No OE de 2012, o corte foi de 8%. O atual corte provocou a contestação dos reitores, que chegaram a ameaçar não submeter os seus orçamentos à Direção Geral do Orçamento, por estarem “numa situação financeira de limite”. Mas acabaram por recuar.
Recorde-se que quando publicou o relatório da terceira avaliação do memorando da troika, a Comissão Europeia considerou que existe “um subfinanciamento crónico do setor de saúde nos últimos anos”.
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