Estudo nacional realizado por associações de estudantes aponta como causas as “alterações socioeconómicas resultantes da crise financeira” e do “ajustamento orçamental”.
Desemprego e austeridade empurra estudantes para fora do país. Foto de Paulete Matos
Um estudo realizado pelas associações de estudantes concluiu que 69% dos universitários inquiridos tem intenções de emigrar depois de concluir os cursos.
O inquérito relativo à “Mobilidade Profissional e à Internacionalização do Emprego Jovem” revela que uma percentagem preocupante, cerca de 69 por cento dos estudantes tem intenções de se estabelecer noutros países após a conclusão dos seus ciclos de estudos, essencialmente em busca de melhores condições laborais.
O estudo foi realizado a nível nacional por associações académicas e de estudantes, e revela que a Europa é o “destino preferencial” dos jovens qualificados com intenções de emigrar, indica a Federação Académica do Porto (FAP).
A maior parte dos inquiridos considerou ainda que “não existem mecanismos informativos sobre os diversos países europeus” e que isso significa que há uma “barreira” à internacionalização do emprego.
O estudo comprova ainda que a maioria dos estudantes não realizaram qualquer programa de mobilidade internacional devido a condicionantes socioeconómicas, o que está de acordo com o elevado número de desistências do programa europeu Erasmus.
Essas mesmas “alterações socioeconómicas resultantes da crise financeira” e do “ajustamento orçamental” são as razões apontadas para a intenção de emigrar.
Recorde-se que o desemprego jovem está nos 36,4% em Portugal, segundo o Eurostat.
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