A Fenprof prevê que no início do próximo ano letivo seja atribuído "horário zero" a mais de sete mil professores. E que a dispensa de professores contratados irá arrastar mais 20 mil para o desemprego. Esta quinta-feira há manifestação de professores em Lisboa, a partir das 15h no Rossio.
Dia 12 julho, às 15h no Rossio (Lisboa), há manifestação de professores convocada pela Fenprof
O prazo para a definição dos horários disponíveis termina esta sexta-feira e a Fenprof estima que serão eliminados cerca de 25 mil horários. O ambiente entre os profissionais do ensino é de grande inquietação, até porque em apenas um ano a taxa de desemprego entre professores aumentou 120%, segundo dados oficiais do Instituto do Emprego e Formação Profissional.
Se no ano passado o "horário zero" foi atribuído a mais de quatro mil professores - cerca de metade conseguiu depois colocação através de concurso - este ano deverá ser o dobro. E Mário Nogueira - líder da Fenprof - diz que entre eles estarão professores "com mais de trinta anos de serviço, que ficarão com horário zero a algumas disciplinas". Em declarações ao Diário Económico, o professor Paulo Guinote afirmou que "a orientação que os diretores receberam do Ministério é para que, em caso de dúvida, seja atribuído o horário zero".
O presidente do Conselho de Escolas disse ao mesmo órgão de imprensa que os mais afetados serão os docentes de Educação Visual e Tecnológica, vítimas da reforma curricular de Nuno Crato que acabou com o chamado "par pedagógico", ou seja, a necessidade de estarem dois professores na sala de aula. Para Manuel Esperança, esta sangria de professores nas escolas é o resultado não apenas da reforma curricular, mas também da política que aumentou o número de alunos por turma e criou os mega-agrupamentos.
A indignação dos professores volta às ruas de Lisboa esta quinta-feira pelas 15h, com a concentração marcada para o Rossio. O desemprego no setor e os horários zero são o principal motivo do protesto convocado pela Fenprof, que pede também mais "respeito pelos horários de trabalho e condições de trabalho dignas".
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