O Bloco requereu a presença dos ministros da Economia e da Agricultura no Parlamento para que estes possam prestar esclarecimentos sobre a campanha promocional do Pingo Doce. O Bloco considera que esta situação é “muito grave porque indica prática de crimes” e acusa o Pingo Doce de pôr “em perigo os seus trabalhadores e consumidores”.
Foto de Paulete Matos.
“Nós achamos que esta é uma situação muito grave porque indica prática de crimes de concorrência na campanha do dia de ontem, mas também levanta problemas muito graves sobre o funcionamento da concorrência”, afirmou a deputada bloquista Catarina Martins à Agência Lusa, frisando que “o ministro da Economia tem de tomar uma posição sobre o assunto”.
Catarina Martins sublinhou ainda que além das possíveis penalizações a aplicar ao grupo Jerónimo Martins, caso se confirmem os indícios de violação da lei da concorrência, “é necessário uma ação do ponto de vista político maior para parar com este tipo de práticas” que “prejudicam também os consumidores”.
“Ou o Pingo Doce vendeu abaixo do custo ou temos que acreditar que nos outros dias do ano tem margens de lucro de 50 por cento”, avançou a dirigente bloquista.
O Bloco pretende igualmente ouvir a explicações da ministra da Agricultura, Assunção Cristas, sobre a atual situação do processo de “regulação das relações da grande distribuição com os fornecedores”.
Segundo Catarina Martins, existem “denúncias de que a grande distribuição passa para os fornecedores parte dos custos destas campanhas, abusando da sua posição contratual”.
A campanha promovida pela cadeia de hipermercados Pingo Doce, do grupo Jerónimo Martins, terá, inclusive, posto “em perigo os seus trabalhadores e consumidores durante o dia de ontem como se viu pelos relatos da PSP”, defendeu a deputada do Bloco de Esquerda.
Após o sindicato do Comércio ter acusado o grupo Jerónimo Martins de “dumping”, vendendo abaixo do preço de custo para esmagar a concorrência e de, lembrando que esta prática é ilegal em Portugal, para proteger a concorrência e os trabalhadores, ter responsabilizado o Governo e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) por não fiscalizarem um caso de evidente ilegaliidade, fonte da ASAE afirmou à Agência Lusa que já estão a ser investigadas eventuais infrações.
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