A direção da FADS, representada por Amândio de Freitas e Celestino Brasileiro, traçou uma panorâmica geral da agricultura na região, do sector do tomate ao do vinho, passando pelo melão, pelo milho e pelas hortofrutículas. Causam muita preocupação as incertezas sobre os contornos da nova Política Agrícola Comum (PAC), depois de 2013. Tal como o BE, os dirigentes da Federação defendem que a nova PAC deveria privilegiar os pequenos e médios agricultores e quem produz - e não os grandes proprietários, como até aqui. Por outro lado, o governo deveria apoiar mais e imediatamente os agricultores, devido ao longo período de seca - e não se limitar a antecipar as ajudas já previstas.Estando já em curso a campanha do tomate, os dirigentes dos agricultores partilham com o BE uma preocupação pela inadequação do sistema de seguros para agricultura, deixando particularmente exposta esta cultura. Os seguros são dificilmente accionáveis e, mesmo em caso de calamidade, apenas cobrem parte dos prejuízos. Finalmente os dirigentes da Federação de Agricultores informaram o Bloco de Esquerda das ameaças do Estado às suas próprias instalações. Desde há alguns anos que o Estado deve à Federação uma verba avultada, por acções de formação profissional. Por seu lado, sem essa verba, a organização dos agricultores estará impossibilitada de liquidar uma dívida ao próprio Estado, ficando assim exposta a uma penhora das Finanças. O Bloco de Esquerda manifestou a sua total solidariedade com a FADS e o seu trabalho de esclarecimento e mobilização dos agricultores da região. |
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