sábado, 3 de março de 2012

Sozinhos mas bem acompanhados

Estes dias na Assembleia da República ficaram marcados pelo debate da extinção de mais mil freguesias no país.
Semana Parlamentar por Luís Fazenda.
Semana Parlamentar por Luís Fazenda.
A proposta de lei do governo PSD/CDS, dita reorganização administrativa, visa apenas a redução de mais de metade das freguesias urbanas e pelo menos vinte por cento das freguesias rurais. O objetivo inconfessável é a centralização do poder autárquico, adubar o caciquismo local, bipartidarizar ainda mais o cenário, divorciar os cidadãos da coisa pública.
O método como o Governo age é prepotente. Penaliza, até economicamente, as assembleias municipais que não “agreguem” freguesias. As autarquias ou dizem “ámen” ou a sua pronúncia é juridicamente desconsiderada. A trapalhada dos “compromissos” com a troika é apenas a cortina de fumo para a blindagem dos redutos laranjas e rosas. Metade da bancada do PS queria ter votado com o governo, e não o disfarçou publicamente. A direção da bancada do PS justificou o voto contrário por não haver ainda entendimento dos partidos centrais sobre a lei eleitoral autárquica.
O Bloco, ao contrário, exigiu a democracia! Exigiu referendos locais para determinar o futuro das freguesias. A palavra às comunidades! Votámos sós. CDS, PSD, PS, PEV e PCP votaram todos contra os referendos locais. Mas a apreciar as dezenas de moções já aprovadas em Assembleias Municipais e na Assembleia Legislativa dos Açores, a apreciar os referendos, a consulta inalienável das populações, é caso para dizer que talvez sós no parlamento, mas bem acompanhados por todo o Portugal. E esta história ainda agora começou. Esperem os governantes pelas lutas que já se insinuam! O voto BE vai ser ampliado na rua, em nome de todas as identidades populares e de poder tratar por tu o poder mais próximo.

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