sábado, 3 de março de 2012

Portugueses poderão tirar férias fazendo uma boa aplicação dos seus recursos

Durante uma visita à Bolsa de Turismo de Lisboa, no Parque das Nações, Pedro Passos Coelho defendeu que os portugueses têm que fazer “uma boa aplicação dos seus recursos” para poderem tirar férias.
Foto João Relvas/Lusa.
Ainda que fustigados pelas medidas de austeridade impostas pela troika e pelo governo português, que ditaram o congelamento dos salários e pensões, o encarecimento do custo de vida mediante o aumento dos impostos, do custo dos transportes, gás e electricidade, o corte nas prestações sociais e subsídio de desemprego, o fim dos subsídios de férias e de natal na função pública e, consequentemente, a diminuição abrupta do rendimento disponível das famílias, o primeiro-ministro português acredita que os portugueses estão em perfeitas condições para tirar férias, bastando-lhes para isso “fazer uma boa aplicação dos seus recursos”
Durante uma visita à Bolsa de Turismo de Lisboa, no Parque das Nações, Pedro Passos Coelho ao ser interrogado sobre como poderiam os portugueses tirar férias em 2011, respondeu prontamente: “Fazendo uma boa aplicação dos recursos que têm, como é evidente”.
“Quando há menos, tem de se gastar menos, quando há mais tem de se pensar em ficar com algum de lado para os tempos em que há menos. É isso que eu espero que os portugueses também possam fazer”, adiantou o primeiro-ministro.
“Então a senhora acha que o Governo ia decretar que não houvesse férias?”, retorquiu ainda Passos Coelho. 
O líder governamental aproveitou ainda para fazer humor com os acontecimentos do Carnaval. Depois de ter pedido para lhe servirem pouco champanhe e de ter sido presenteado com quase meio copo, Pedro Passos Coelho comentou: “Está a ver? Foi como no Carnaval, ninguém me ligou".

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