Governo “continua a achar que a Saúde é um negócio”
O Bloco de Esquerda denunciou, esta terça-feira, o contrato assinado pelo Governo com o Hospital da Cruz Vermelha, no valor de 8,5 milhões de euros. “O Governo acabou de fazer um contrato com um hospital privado na área da cirurgia cardíaca quando há hospitais públicos em Lisboa que podem assegurar esse serviço. Depois falta dinheiro para os centros de saúde, para contratar médicos e enfermeiros”, criticou Francisco Louçã, no fim de uma visita ao Centro de Saúde de Santa Iria da Azóia.
Depois do protocolo do Estado com este hospital ter sido suspenso, na sequência de um relatório do Tribunal de Contas onde os benefícios do acordo para o SNS eram postos em causa, o atual Governo reativou o acordo com esta unidade privada de saúde. “O Governo tem feito vários negócios onde desperdiça dinheiro. Continua a achar que a Saúde é um negócio. Nove milhões de euros são duas portagens da Lusoponte”, declarou Francisco Louçã.
Um mês depois da inauguração do novo hospital de Loures (Beatriz Ângelo), resultante de uma parceria público privada com o grupo Mello, 100 mil utentes das freguesias da zona oriental de Loures continuam sem acesso ao hospital do seu concelho e têm de recorrer às urgências do hospital de São José, em Lisboa.
“Quando foram fechadas as urgências que atendiam esta área (Curry Cabral) não foram garantidas alternativas competentes e é por isso que as comissões de utentes e as juntas de freguesia têm procurado outras alternativas junto do ministério da Saúde”, apontou o deputado do Bloco
“A referenciação para São José é um erro porque se está a obrigar estas pessoas é deslocarem-se para o outro lado da cidade [de Lisboa] e a atravessar todo o trânsito para lá chegar”, afirmou Francisco Louçã. Acompanhado pelo deputado João Semedo, o coordenador da comissão política do Bloco diz que a solução encontrada não representa uma alternativa competente que responda às necessidades da população.
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