Lista A, “Uma CT para garantir direitos e emprego”, liderada por António Chora, vence as eleições da Comissão de Trabalhadores com 72,5% e conquista mais um membro da CT. Lista B fica com 24,8% dos votos.
Lista liderada por Chora ampliou a votação. Foto de Rui Minderico/Lusa
A lista A, liderada por António Chora, venceu as eleições para a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa com 1857 votos, 72,5%, elegendo oito representantes para a CT; a lista B, liderada por João Carlos Silva, teve 636 votos, 24,83%, elegendo 3 representantes. Houve 18 votos nulos e 50 brancos.
O resultado representa um grande aumento da votação da lista A, que há dois anos (a eleição é bienal) ficara com cerca de 55% dos votos e 7 representantes, numa eleição que, na altura, contou com a participação de quatro listas.
No manifesto distribuído durante a campanha eleitoral, a lista A, que adotou o lema “Uma CT para garantir direitos e emprego”, apresentou um balanço muito positivo do mandato anterior: “A CT lutou e alcançou um acordo de aumento salarial, quando aumentos foi coisa pouco vista na maioria das empresas. Num biénio em que o desemprego não parou de aumentar no país, os postos de trabalho aumentaram em mais de 600 e a passagem de trabalhadores a efetivos foi de 140”.
A lista A assumiu o compromisso de lutar pela melhoria contínua das condições de trabalho, defesa dos direitos, do emprego e dos salários.
“Tendo em conta o último acordo de 'concertação' social e as matérias daí resultantes, as quais podem retirar-nos direitos, comprometemo-nos a tudo fazer para manter aquilo que até agora conseguimos na negociação direta com a empresa, as férias (24+1 dias), e as outras regalias que temos”, afirma o manifesto, que avança também o objetivo de procurar um acordo sobre saídas antecipadas para a reforma.
A lista A compromete-se também a “procurar garantir os postos de trabalho de todos os que têm um contrato com a empresa e dos mais que forem necessários”, e assume que vai “continuar a colocar diretamente à administração a necessidade de investimentos, que possibilitem a vinda futura de novos produtos”.
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