sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Passos não garante fim da "balbúrdia" nos Serviços Secretos

Francisco Louçã exigiu garantias institucionais do Governo de que no futuro não seja possível situações de abuso nos seviços secretos, como a do ex-espião que viu apreendidos com os seus telemóveis ficheiros com informações pessoais de milhares de cidadãos. Passos Coelho diz que não tem de dar explicações e que a matéria está a ser investigada pelo Ministério Público.
Passos Coelho não mexeu nos serviços secretos e só dá garantias de enviar os abusos para o Ministério Público
Passos Coelho não mexeu nos serviços secretos e só dá garantias de enviar os abusos para o Ministério Público
No debate quinzenal com Passos Coelho, Louçã quis que Passos Coelho garantisse que "um serviço de informação sobre segurança externa não pode nunca fazer ficheiros sobre a vida pessoal e profissional de cidadãos portugueses ou outros". "Quero garantias institucionais de que nunca se pode repetir um facto tão grave do ponto de vista da vida democrática e dos direitos constitucionais dos portugueses", repetiu Louçã, sublinhando que não queria que Passos falasse de casos sob investigação.
O primeiro ministro respondeu dizendo que "não existem garantias absolutas e eu não as posso dar" de que não se volte a repetir essa situação. Passos acrescentou que só pode garantir que quando essas situações são detetadas são denunciadas às entidades competentes.
"Os serviços são importantes e têm a nossa maior proteção", disse Passos Coelho, "mas há limites para essa proteção e quando valores constitucionais estão em causa, essa proteção cede aos valores constitucionais". "A investigação foi para o Ministério Público. Quer mais garantias do questas, senhor deputado? Não há", afirmou o primeiro-ministro.
"Eu não lhe peço que garanta que nunca há criminosos que cometem crimes", respondeu Louçã, lembrando a remodelação dos serviços proposta pelo Conselho de Fiscalização das secretas. "Esta é a regra deste governo: se há um problema, nunca se faz nada", concluiu o deputado do Bloco. Na resposta, Passos Coelho disse desconhecer a proposta do parlamento: "não me foi remetida, mas se for será analisada".

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