quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

País pára no dia de carnaval

Ruas e estradas desertas, transportes vazios, comércio a meio gás, bancos fechados, escolas sem alunos. O Governo decidiu não dar tolerância de ponto nesta terça-feira de Carnaval, mas o setor privado não trabalhou e os serviços públicos estão praticamente parados.
trânsito no centro de Lisboa esta manhã, dia de carnaval
Uma gigantesca desautorização do Governo. É este o saldo da decisão do Governo de retirar a tradicional tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval. Os serviços públicos abriram portas mas estão praticamente parados. As repartições das finanças estão quase vazias, as escolas estão abertas mas sem alunos, e os hospitais não marcaram cirurgias para o dia de carnaval. 
Os Governos regionais dos Açores e da Madeira concederam tolerância de ponto aos seus trabalhadores. Idêntica decisão foi seguida por 116 das 318 câmaras municipais, incluindo algumas das principais cidades governadas por PSD e CDS - como é o caso do Porto.
Mas se a administração pública funcionou a meio gás, o setor privado quase não funcionou. Os bancos, graças ao contrato coletivo, concederam o dia aos trabalhadores. Tirando as grandes superfícies comerciais e a restauração, pouco foi o comércio que abriu portas no centro das principais cidades.
Confrontado com a gigantesca desautorização de uma decisão do governo, o ministro da economia diz que "em algumas empresas existem contratos coletivos de trabalho que estão a ser salvaguardados”. Para o Bloco de Esquerda, o facto deste dia de carnaval ter sido como todos os outros, só “prova o alheamento do Governo em relação ao país”. 
“O Governo tinha a obrigação de conhecer a existência destes contratos coletivos, como devia saber que as escolas já tinham as férias marcadas. Avançou, como de costume, sem medir os efeitos das suas medidas”, declarou Ana Drago. Para a deputada do Bloco, o resultado “desta prepotência gratuita, “foi o costume: saiu tudo ao contrário do que dizia Pedro Passos Coelho”.
 

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