terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Hospital de Cascais poderá despedir 200 profissionais

O Bloco de Esquerda questionou, esta segunda-feira, o Ministério da Saúde sobre o risco de despedimento de 200 profissionais no Hospital de Cascais. "Não podemos aceitar que se condicione a produção de um hospital ao resultado financeiro”, afirma o deputado João Semedo.
Hospital de Cascais poderá despedir 200 profissionais
De acordo com as informações que chegaram ao Bloco, o Hospital de Cascais, gerido pelo grupo Caixa Geral de Depósitos, irá sofrer um corte significativo na produção - urgências, cirurgias, consultas -para este ano e "pretende prescindir de 200 profissionais, dos quais cerca de 70 são médicos".
O deputado do Bloco João Semedo questionou o Ministério da Saúde sobre a redução de atividade no Hospital de Cascais, cortes entre os 15 e 20 por cento nas consultas e urgências que colocam em risco de despedimento 200 profissionais.
Esta tem sido uma das parcerias público-privadas (PPP) mais polémicas, a par da unidade de Braga, que coleciona já inúmeras infrações e multas. Para 2012, os encargos brutos previstos com as PPP são de 320 milhões de euros.
De acordo com as informações que chegaram ao Bloco, o Hospital de Cascais, gerido pelo grupo Caixa Geral de Depósitos, irá sofrer um corte significativo na produção - urgências, cirurgias, consultas -para este ano e "pretende prescindir de 200 profissionais, dos quais cerca de 70 são médicos", aponta o requerimento.
"Outras informações referem que a despesa mensal em 2011 excedeu em cerca de um milhão o valor da dotação contratada pelo Estado", refere o documento, em que também se questiona o Ministério da Saúde sobre o mapa de pessoal e contratualização para este ano.
"Generaliza-se a preocupação entre os profissionais do Hospital de Cascais quanto ao futuro quer da atividade assistencial por ele prestada quer quanto à possibilidade da gestão privada vir a dispensar, em 2012, um número muito significativo de trabalhadores", lê-se na pergunta que o Bloco endereçou ao Governo.
"Não podemos aceitar que se condicione a produção de um hospital ao resultado financeiro. A produção tem de estar de acordo com a procura e necessidade dos doentes. É preciso saber se esta redução resulta da necessidade do gestor privado de equilibrar a dívida com as receitas ou se de orientações do Governo", disse João Semedo ao DN.
Os ajustamentos de pessoal poderão passar por não renovação de contratos com empresas de prestação de serviços, não renovação de contratos a termo, pedidos de reforma e de mobilidade.

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